Panacéia dos Amigos

VISITAÇÃO

sexta-feira

Ronin

Finalmente, a Panacéia das Hqs chega a Frank Miller! E muitos outros posts serão necessários para falar de sua influência em enredos e arte. Mas, digamos que Miller foi o precursor da introdução de elementos da cultura japonesa nas Hqs americanas tanto nos elementos de seus argumentos quanto na arte.

Miller teve como principal influência o contato com a obra “Lobo Solitário”que conta a história de um samurai sem mestre e seu filho Diagoro e se tornou um entusiasta do trabalho de Kazuo Koike e Goseki Kojima. Devo dizer que por admiração ao trabalho dele, eu mesmo busquei conhecer “Lobo Solitário”, um mangá clássico que merece ser conhecido por todos e no qual de fato encontrei muitas similaridades e inspiração para o trabalho de Miller.

Todo a obra de Miller admirada no mundo todo tem sua gênesis neste trabalho, a partir de então, seu traço sofreu esta influência e em seus enredos personagens como ninjas e samurais entraram no cenário principal. E daí a criação de Elektra a ninja assassina que trouxe de vez estes elementos as aventuras do Demolidor. E o que dizer de Stick seu mestre oriental? Seu grupo de ninjas brancos em combate com o Tentáculo entraram para a história das Hqs.

Mas, neste post, quero falar especificamente de RONIN. No ínicio dos anos 90, estava lendo muito muito e muito, era uma época profícua e o destino me permitiu que um amigo me emprestasse estas obras já que eu não podia compra-las e eis que me chega RONIN.

Imediatamente, fiquei fascinado pelo ínicio da história do Samurai no japão feudal e sua luta contra o demônio Agat. O traço de Miller era muito diferente do que estava acostumado. Estilizado, próprio. Eu não sei se achei belo no momento, mas sem dúvida era atrativo e dinâmico. A cena do golpe de espada é um dos registros gráficos mais marcantes.

Quando a aventura se lança para o futuro, devo dizer que fiquei um pouco chateado. Estava adorando as aventuras do samurai no passado. Mas, de qualquer forma era uma ficção cientifica interessante e instigante.

A série RONIN foi lançada em seis edições pela DC Comics e concluída em 1984, Ronin deu início à publicação das minisséries com temática mais adulta. Começando no Japão feudal, a HQ mostra um jovem samurai que busca vingar a morte de seu mestre. No confronto final contra o assassino, Ronin e o demônio Agat acabam aprisionados numa espada mágica, ressurgindo séculos depois numa caótica e altamente tecnológica Nova York do futuro. O roteiro se desenrola a partir daí, contando com muitos duelos de espadas, cenas do Japão feudal e hordas de robôs. Bastante original em sua fusão entre passado e futuro, elementos orientais e ocidentais, o enredo básico e a temática principal de Ronin seriam, anos mais tarde, copiados pela série de animação Samurai Jack (produzida por Genndy Tartakovsky para o Cartoon Network).

Ronin serviu de laboratório para que Miller destilasse toda a inovação que pretendia em estilo e narrativa. Seu traço de linhas suaves e preenchidas, os elementos japoneses, flashbacks, monitores e outros seriam ampliados e sofisiticados em sua obra-prima: Batman-O Cavaleiro das Trevas. Mas, o fato de ter sido um campo de experimentos não a torna uma obra menor. Ronin é inovadora sob diversos aspectos e sua trama com elementos ocidentais e orientais é o prenúncio de uma influência cada vez mais marcante no mercado americano com a invasão dos mangás.

Também abriu caminho para obras mais complexas e instigantes nas HQs, apesar de não ter sido um grande sucesso comercial na época, sua relevância foi apreciada com o tempo, tornando Ronin uma obra referencial na história das HQs..

quarta-feira

Os livros da Magia

Quando me foram entregues os números desta série eu já sabia do que Neil Gaiman era capaz. O ano era 1992 e eu acabara de devorar as edições de Sandman pelo menos até o arco dos "Espelhos Distantes" e na verdade estava ansioso por mais obras do mestre inglês. Se eu já esperava mais do mesmo do genial escritor britânico, eu não esperava uma arte tão grandiosa como me deparei nesta obra. Embora fosse um fã de HQ ainda estava recente meu contato com artistas daquele nível. Até aquele momento conhecia o trabalho de Dave Mckean(Em Sandman e Asilo Arkham), Sam Kieth, Bill sienkiewicz e Dave Gibbons e naquele momento entrava em contato com John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess( este já conhecia de Sandman) e Paul Johnson. As ilustrações realmente nos levaram ao mundo da magia e era ótimo apreciar os mesmos personagens sob estilos tão diversos de traço. Como aspirante a desenhista foram edições marcantes. Não estava habituado a qualidade gráfica daquelas edições, de certa forma elas me levaram literalmente a um outro mundo. Falemos sobre a obra: Livros da Magia é uma revista de histórias em quadrinhos do selo Vertigo - a divisão de histórias para leitores maduros da DC Comics. Os Livros da Magia surgiram primeiro como uma mini-série escrita por Neil Gaiman dividida em quatro revistas. Cada revista foi desenhada por um artista diferente (em ordem, John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson. Mais tarde tornou-se uma primeira série regular (que foi publicada no Brasil pela Editora Abril como parte do Almanaque Vertigo, este material eu considerei bastante sofrível, e com artistas igualmente sofríveis nos desenhos), outras mini-séries e uma segunda série regular - esta começou em setembro de 2004. Livros da Magia conta a história de Timothy Hunter, ou apenas Tim, um garoto inglês que pode se tornar o maior mago do mundo, o "Merlin" de nossa época. Mas, no momento Tim é apenas um jovem suburbano aparentemente normal, exceto talvez por sua tagarelice crônica que se manifesta principalmente quando está nervoso. Um dia, ao matar aula, é perseguido por homens estranhos, e um deles o questiona se acredita em magia. Estes magos são os mais célebres do universo em quadrinho da DC.
John Constantine, Doutor Oculto, Mister Io e Vingador Fantasma
Mister Io, Vingador Fantasma, Doutor Oculto e John Constantine - que, cientes da perspectiva de poder no futuro de Tim, reservaram a sí próprios a missão de apresentá-lo ao mundo da magia e em seguida oferecer-lhe a escolha de trilhar ou não os caminhos místicos, além de evitar que irmandades negras o encontrem e o levem para a senda do mal. Na primeira revista, o Vingador Fantasma leva Timothy numa viagem ao passado, mostrando a história do sobrenatural desde o princípio do universo até os tempos atuais. Nos tempos passados, Tim fica conhecendo a vida de vários magos e tem a oportunidade de ver a que fim a magia os levou. Na segunda revista, John Constantine o leva para Nova York e outras cidades dos EUA para conhecer outros magos que habitam a Terra no presente. A maioria desses é formada por homens (e outras criaturas) sombrios e cruéis. A grande exceção é a amiga de Constantine Zatanna (que também é a filha do mago Zatara, cuja história triste Tim presenciou em sua viagem ao passado). Nâo direi detalhes, mas nesta edição, John Constantine tem uma das melhores cenas de sua trajetória de personagem durante um encontro dos magos, tudo pela criatividade de Gaiman. Na terceira revista, o Doutor Oculto e seu alter-ego feminino Rose guiam Timothy por uma viagem aos outros mundos. Céu e Inferno são mostrados, assim como vários outros mundos (inclusive o Sonhar, reino habitado por Sandman, mas o enfoque da revista fica principalmente sobre o mundo de Arcádia, que é onde moram os personagens das lendas. A rainha de Arcádia, Titânia, lasciva e maliciosa, tensiona manter Timothy em seu reino como um servo. Na quarta e última revista, Mister Io carrega Tim numa excursão por um de seus possíveis futuros. Próximo ao presente Tim aparece como o vilão de uma guerra entre magos que ele mesmo teria provocado. Eles continuam avançando cada vez mais, vendo e ultrapassando um possível fim da humanidade para chegar ao fim do próprio universo. Uma vez lá, Mister Io, que acha que a ameaça que Tim pode se tornar é um risco muito grande, tenta matá-lo, aproveitando-se de estar no lugar (do tempo) onde achava que ninguém poderia interferir. Novamente, sem estragar a surpresa prepare-se para a intervenção de uma personagem muito especial do universo de sandman. No fim dessa última revista enfim perguntam a Tim se ele deseja se tornar um mago. Desta resposta depende o seu destino. Certamente, esta é uma das melhores HQs de todos os tempos, não percam a oportunidade de se maravilhar com ela. Foi levantado por fãs a polêmica de que Harry Potter era um plágio de Tim Hunter, na minha opinião há de fato, muitas similaridades, no entanto, Neil Gaiman afirmou não acreditar nisso de forma alguma e que aprendizes de mago são assuntos recorrentes na literatura mundial. Se ele acredita mesmo nisso ou foi apenas um pouco da "fleuma britânica" , jamais saberemos..
Fonte de pesquisa: Wikipédia

terça-feira

Fé Bahá'í

O maior símbolo da Fé Bahá'í é a Estrela de Nove Pontas. Para os bahá'ís, o número 9 é sagrado, o número da perfeição, pois é o dígito máximo. Também é o valor numérico da palavra árabe Baha e o número de religiões divinamente reveladas (sabeísmo, hinduísmo, budismo, judaísmo, cristianismo, islamismo, zoroastrismo, fé babí e, finalmente, fé bahá'í). A forma da estrela pode variar, desde que contenha nove pontas. Ouros símbolos são o Máximo Nome, o Símbolo da Pedra e o Bahá'

sábado

Goober e os caçadores de fantasmas!

O que seria da minha infância sem a dupla Hanna-Barbera? E a de muita gente? Este desenho foi um dos meus preferidos. Na verdade, havia muitos desenhos similares com algumas singularidades. Depois do sucesso de Scooby-Doo, a própria Hanna-Barbera nos preparou alguns clones então, na época tínhamos fórmulas parecidas: grupo de jovens amigos investigando mistérios fajutos com ajuda de um animal falante(!), ou um fantasminha camarada(!), ou um lobisomen(!!!), e por aí vai..

Mas, quando somos crianças tudo é diversão, certo? De qualquer forma um dos clones mais bem feitos de Scooby-Doo era Goober!

Pessoalmente, eu gostava mais de Goober do que de Scooby, afinal, ele tinha um jeito mais tresloucado, matreiro e ainda com um poder especial: Goober tem a capacidade de ficar invisível quando se apavora com os fantasmas e isso acontece com freqüência, pois ele é um covarde de mão cheia! Precisamente ele tinha dois elementos que o diferenciavam de Scooby e os outros, primeiro sua habilidade especial, segundo, bem, na maioria das vezes os fantasmas eram verdadeiros!

E exatamente era muito engraçado porque embora ficasse invisível sua indumentária, que consiste numa touca e na coleira não ficavam! Os fantasmas sempre sabiam onde ele estava para persegui-lo!

Era divertido acompanhar a turma de repórteres (eles caçavam matérias na verdade, eram papparazi de fantasmas!). Goober e os caçadores de fantasmas (Goober and the ghost chasers, no original (em inglês)) foi um desenho produzido pela Hanna-Barbera que foi ao ar pela primeira vez em 8 de setembro de 1973, nos EUA, na Rede ABC.

No total foram produzidos 16 episódios. No Brasil a série foi apresentada em meados da década de 1970 (Rede Globo) até final dos anos 80.

Além dos adolescentes que acompanham Goober e que fazem parte da revista "Caçadores de fantasmas", uma publicação que trata sobre assuntos sobrenaturais, aparecem como co-protagonistas da série os Partridge Kids (crianças da Família Dó-Ré-Mi, no Brasil, dos quais sinceramente, não guardo muita lembrança..

Os personagens eram: Gilly, Ted, Tina, Goober e os Partridge Kids (Família Dó-re-mi). Um dos episódios mais interessantes e divertidos de que me recordo foi o encontro da turma do Scooby-Doo e Goober. Sim, todos eles se encontraram e foram parceiros numa aventura. Quando somos crianças ver nossos personagens favoritos juntos é marcante. Hoje, os chamados "crossovers" de personagens é quase corriqueiro mas, no ínicio de 80 ainda nem tanto e era sempre estimulante!

Ficam as boas lembranças do tresloucado Goomer e os caçadores de fantasmas que trouxeram bons e divertidos momentos à infância de todos..

quarta-feira

Um escândalo na Boêmia e outras histórias - Sir Arthur Conan Doyle

Desde o primeiro contato em desenhos animados, ou com o filme "Enigma da Pirâmide", ainda criança eu fique impressionado com o personagem Sherlock Holmes e procurei seguir suas aventuras. O estilo, a inteligência, e a fleuma britânica me cativaram imediatamente. Um escândalo na Boêmia é nostálgico porque foi o primeiro livro que li e nele havia outras tantas histórias fascinantes.
Esta foi precisamente a edição que li.
Por que um envelope contendo cinco sementes de laranja inspira terror e provoca a morte dos destinatários? Qual o segredo por trás de uma estranha entidade que dá dinheiro a homens ruivos simplesmente pelo fato de seres ruivos? Que vilania pode explicar o desaparecimento, quase no altar, de um homem que até então se mostrara muito cortês e apaixonado pela noiva? E o que dizer da bela e inteligente Irene Adler, que desafia deliciosamente os talentos investigativos de Sherlock Holmes?
Cena de "O escândalo na Boêmia.
Este livro reúne seis célebres histórias com Holmes e seu amigo dr. Watson, que foram do genial Sir Arthur Conan Doyle.

O personagem em si é fascinante. Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX . O que tornou o personagem célebre foi sua habilidade peculiar de utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva.

Segundo Conan Doyle, inventor do personagem, Sherlock Holmes viveu em Londres, num apartamento na 221B Baker Street, entre os anos 1881 e 1903, durante o último período da época Victoriana, onde passou muitos anos na companhia do seu amigo e colega, Dr. Watson. Durante algum tempo, muitos acreditaram que "alguém" que tivesse relação com o personagem de fato, vivesse lá e isso gerava muita visitação ao endereço, consequentemente este se tornou um museu dedicado a Sherlock Holmes.

Holmes demonstra, ao longo das suas histórias, extraordinária capacidade de dedução e senso de observação embasados por uma cultura geral extensa e variada (ele é capaz de identificar a marca de um tabaco somente pelo seu cheiro e pela cor de suas cinzas). Químico e físico, adora fumar cachimbo e usa frequentemente a cocaína para estimular as suas faculdades intelectuais ou matar o tédio entre um problema e outro (a cocaína só se tornará uma substância proibida em 1930), além de tocar esporadicamente violino. Quando envolvido com algum problema, pode passar noites sem dormir ou comer, o que inquieta o seu amigo Watson. Mestre na arte do disfarce, maneja com habilidade a espada e daria, segundo Watson, um bom pugilista.

Sherlock Holmes descreve-se como um "detetive consultor" (um dos exemplos é o ínicio do livro "O Signo dos Quatro"), o que significa que as pessoas vêm-lhe pedir conselhos sobre os seus problemas, ao invés de se dirigir a elas. Doyle conta-nos que Holmes é capaz de resolver os problemas a ele propostos sem sair do seu apartamento, apesar de este não ser o caso em diversas de suas mais interessantes histórias, que requerem a sua presença in situ. A sua especialidade é resolver enigmas singulares, que deixam a polícia desnorteada, usando a sua extrema faculdade de observação e dedução. Certamente, os leitores também ficam desnorteados. Uma das coisas que mais aprecio quando leio Sherlock é o desafio proposto pelo mistério que ele vai investigar. É muito interessante tentar desvendar o mistério junto com o personagem, ou então observar a brilhante dedução do seu raciocínio lógico. As histórias são todas muito bem escritas o que demonstra a habilidade invulgar do escritor. Afinal, é muito díficil escrever uma história de um personagem tão brilhante. Criar os mistérios, as pistas, demonstrar os meios de dedução...acreditem é um trabalho fantástico e sempre agradável de ler. Curiosamente uma de suas marcas registradas, a frase: "Elementar, meu caro Watson", foi criada no teatro, e não nos livros, e também outra particularidade como o cachimbo curvo do detetive foram criaçãoes não literárias mas que vieram somar na construção do mito. Tive momentos ótimos lendo "Um escândalo na Boêmia e outras histórias", pois na época se passava na televisão um programa sobre música clássica , creio que o nome era "Grandes Concertos", e eu me permitia ler um conto por semana, no tempo do programa, o que dava quase exatamente. E com o fim do livro encerrou-se o programa precisamente. Tão preciso e lógico quanto uma aventura de Sherlock Holmes. Eventualmente, estarei falando de outros livros de Sherlock, todos devem ser lidos, não percam a oportunidade.
E lembrem-se: Quem lê um livro comunga com a alma deste e desta comunhão renova a sua própria!

terça-feira

Contato, o filme

Há algum tempo estou para escrever este post. Muitos anos atrás quando participava de um fanzine o "Lúdico Ditado", o filme estava nos cinemas e demos destaque. Eu tive a oportunidade de assisti-lo nas telas do cinema. E foi impactante.
Tudo parecia promissor: Um bom diretor como Robert Zemeckis, apesar de que "De volta para o futuro", fosse um estilo diferente de uma ficção científica "séria" como esta, mas bem, é o diretor de "Forrest Gump" também, certo? Jodie Foster encabeçava o elenco, e não há nada que precisa ser dito mais do que já foi sobre seu talento. E além de tudo isto, era a adaptação de um romance de mestre Carl Sagan! Este dado era especialmente nostálgico para mim, na época, havia muito tempo que eu assistira "Cosmos", mas a imagem de Sagan e deste programa ainda viajavam e encantavam minha memória.
Bem, o que poderia dar errado? Muita coisa, mas felizmente nada aconteceu. Como ainda não li o livro, não posso dizer o valor da adaptação. Colegas que leram afirmam que apesar de ligeiras alterações é um grande filme. Eu cheguei a ouvir um pouco de um áudio livro de Contato ditado pela Jodie Foster! O filme em si, lançado em 1997, conta a história da Drª Eleanor Ann "Ellie" Arroway.

Depois de um ínicio visual empolgante com diversas imagens que lembram um pouco a série “Cosmos”, começamos a conhecer a história de Ellie Arroway, a menina que teve no pai, um grande incentivador em sua curiosidade natural sobre as estrelas. Fatos importantes acontecem na vida da pequena Ellie que transformam sua vocação, em uma quase obsessão: entrar em contato com alguma civilização extraterrestre.

Se tornando uma cientista do SETI, programa que busca vida inteligente extraterrestre, Ellie é uma radioastrônoma que consegue, depois de muita dedicação pessoal e anos de luta, descobrir um sinal extraterrestre transmitido a partir da estrela Vega. Este sinal contém um conjunto de informações entre as quais se destacam a primeira grande transmissão televisiva realizada na Terra (dos Jogos Olímpicos de Berlim, na qual Hitler aparece) assim como instruções para construção de uma máquina de transporte espacial. A máquina é construída e Ellie, apesar de todo o mérito que possa ter pela descoberta, deve lutar contra mais adversidades para que possa ser escolhida para realizar a viagem. No final do filme, Ellie tem ainda que provar perante todos que realmente realizou a viagem. A adaptação do livro foi relativamente fiel, no entanto os finais são relativamente diferentes.

Toda a trajetória desta cientista é um caminho é árduo e desacreditado. Embora seja reconhecida pelos seus pares como uma cientista notável e brilhante, sua escolha como campo de pesquisa “a busca por homenzinhos verdes” a torna constantemente alvo de grosserias e chacotas. Na verdade, para quem assistiu a série e conhece um pouco da vida de mestre Sagan é fácil perceber muito de sua visão e vivência nesta história. Afinal, ele mesmo muitas vezes foi ridicularizado porque tinha os mesmos objetivos de sua personagem.

Também encontramos outros elementos do pensamento de mestre Sagan no personagem de Matthew McConaughey, o “quase religioso” Palmer Joss. Na verdade, ele é o que Sagan vislumbra como a mente religiosa ideal. Pois, mantém sua fé, mas possui uma mente aberta as possibilidades da ciência, sem uma visão restrita ou ortodoxa. Talvez, sábia e ponderada.
Em contraponto, o filme apresenta líderes contrários a qualquer possibilidade de um encontro com uma civilização extraterrestre e as consequências que isto gera no conceito de fé. Alguns mais radicais ainda se tornam elementos totalmente perniciosos e desesperados capazes de destruir o trabalho da ciência para não vivenciar novas descobertas!
Esta parte do enredo tem seu fundo histórico na história do cientistas Jônios ou mesmo na destruição da Biblioteca de Alexandria, histórias contadas pelo próprio Sagan em “Cosmos”.

Tudo reverbera diante da possibilidade de um contato com uma inteligência extraterrena. O filme, sempre dinâmico, nos mostra os interesses mesquinhos de empresas, governos, religiosos e mesmo entre os cientistas do projeto. O medo, a esperança das pessoas em relação a mensagem do espaço.

A direção é competente, a história é dinâmica e emocionante, os atores cumprem seu papel, menos Jodie Foster que simplesmente sobra na tela como a cientista Ellie Arroway. Na verdade, existe uma nota curiosa porque em um determinado momento do filme Ellie tem uma visão que deveria trazer uma emoção enorme, quase uma revelação. Mas, o efeito especial da cena já estava pronto e a interpretação dela, que não conhecia a imagem, foi filmada depois. Os técnicos de efeitos lamentaram este descompasso. Por quê? Porque a emoção transmitida por Jodie Foster foi muito, muito além da imagem que eles produziram. O talento de Jodie Foster foi muito além dos que os técnicos poderiam ter imaginado..
"Contato" é um verdadeiro filme de Ficção Científica, digo verdadeiro, porque para ser Ficção Científica não basta a história situar-se no espaço sideral, são necessários elementos como reflexão, investigação e ciência.
Tudo o que foi incentivado e divulgado por mestre Sagan em toda a sua vida. O filme baseado em seu romance traz tudo isto e não deixa de lado a humanidade de seus personagens, qualidades e fraquezas com as quais nos indentificamos e passamos a torcer por eles.
Um filme inteligente, empolgante e emocionante. Com todos estes atributos ainda adiciona-se mais um: Imperdível..

segunda-feira

Efeito Borboleta..

E, se cada ato que você fizesse hoje, mudasse seu futuro? E se a realidade fosse uma argila que pode ser moldada em cada pensamento, em cada decisão? E se todos fossemos conectados como duas pedras lançadas no lago e com as ondas se cruzando e se alterando mutuamente? E se você pudesse voltar no passado e reescrever sua história? O que você faria?

Estas questões são levantadas no extraordinário filme “Efeito Borboleta” (Butterfly Effect,2004), um filme norte-americano, lançado em 2004 de ficção científica/drama, com Ashton Kutcher, Melora Walters, Amy Smart, Eric Stoltz e outros atores da New Line Cinema. O filme foi dirigido e escrito por Eric Bress e J. Mackye Gruber.

Em um roteiro não menos do que brilhante somos levados a conhecer a história de Evan Treborn. Na verdade, o roteiro dinâmico nos lança diretamente a uma inquietante cena aonde o personagem desesperadamente em fuga refugia-se em um escritório e debaixo da mesa começa a ler uma folha de papel amassado como se isto pudesse evitar a chegada dos vigias. E no exato momento que estes arrombam a porta a imagem estremece e a realidade se altera... a intrigante história de Evan apenas começou.

Nesta trajetória conheceremos os melhores amigos, os inimigos, e a vida de Evan. No entanto, sua vida é conturbada com mistérios inexplicáveis. Estas situações vão perturbando Evan até que ele compreende que como seu pai, ele possui um dom inacreditável: O efeito borboleta!

Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.

Compreender seu dom e as implicações dele é o desafio de Evan e o levará a uma encruzilhada torturante aonde ele deverá tomar uma decisão quase impossível!

Explicar mais seria desfazer todo o efeito que este roteiro genial tem a oferecer. Costumo ser um tanto quanto crítico em relação a filmes, primeiro porque adoro cinema, segundo porque já vi filmes bons demais para aceitar filmes medíocres, terceiro porque sigo o conselho do Marcelo Tas que nunca esqueci: “Não perca tempo vendo filmes ruins, não perca duas horas de sua vida vendo algo que não presta”!

Posto isto posso afirmar sem erro, que efeito borboleta é um dos melhores filmes que assisti. O roteiro é impecável, os atores não atrapalham (E olha que Ashton Kutcher não me convence, mas está bem neste filme), a direção é dinâmica e bem feita e até a trilha sonora com direito a música pop (O que eu geralmente DETESTO), caiu muito bem no filme. A canção no caso é “ Stop Crying Your Heart Out” do Oasis, que inclusive estou ouvindo enquanto escrevo este post.

Concluindo amigos e amigas visitantes da Panacéia Essencial o que você deve saber sobre este filme é que, se ainda não assistiu, pare tudo e corra para a locadora! Raramente um filme vale cada segundo e este é o caso de Efeito Borboleta!

A propósito, infelizmente, esta história gerou continuações cada vez piores, não perca tempo com elas. Efeito Borboleta é um “filme highlander” ou seja, só pode haver um..

sexta-feira

The Kinks




Sempre me interessei pela cena musical dos anos 60. Como vocês sabem tenho sou um nático dos Beatles! The Beatles foi o primeiro, de fato, fenômeno mundial em larga escala. A Beatlemania varreu o planeta e não houve país que tivesse ficado imune, mesmo atrás da “cortina de ferro”. Como todo o fenômeno dessa magnitude, a Beatlemania gerou diversas conseqüências muitas benéficas, outras nem tanto. Dentro dos benfefícios devemos citar a propulsão da chamada “invasão britânica”. Com o estrondoso sucesso dos Beatles, todas as gravadoras correram pela Inglaterra em busca de mais britbands! Era a onda do momento, o mercado, especialmente americano, queria mais bandas, mais rock britânico!


Assim, vários artistas talentosos tiveram sua chance de sair ao sol. E com o desejo de contra-atacar a invasão britânica, bandas e artistas americanos importantes também surgiram. Estes movimentos tornaram os anos 60 com todas as suas contradições entre liberdade e restrição, guerra e paz, um momento único de revoluções sociais e artísticas!


Neste cenário, como parte da invasão britânica é que surgiu a banda The Kinks. Eu, como quase todo mundo, conhecia o hit “You really got me”, mas quase nada da banda. Mas, dias desses, vá lá, estava no You Tube, pensando nestas bandas, nesta história e comecei a procurar vídeos, baixar músicas, enfim. E uma opção foi o The Kinks.


Fui apresentado a canções que gostei quase imediatamente. “Autumn Almanac”(Gosto muito da sonoridade), “Sunny Aftnernoon”, “Lola” (uma personagem controversa),"Picture Book"(Excelente) , Afternoon tea , All day, all of night (Vibrante), Shangri-la (Épica, sonoridade complexa e envolvente), Sleepwalker, Have cup of tea (O refão não sai da cabeça), Waterloo Sunset (Me lembra demais os Beatles, e isto é um elogio) e muitas, muitas outras. Definitivamente, The Kinks foi uma banda interessante. É uma banda de irmãos: Ray Davies (Vocalista, guitarra rítmica e compositor das maioria das canções) e Davie Davies (Guitarrista e vocais) que permaneceram juntos por 32 anos da existência da banda! Até que os desentendimentos chegaram a um ponto irreversível.


Falando da trajetória propriamente dita, The Kinks, que tiveram como primeiro nome The Ravens, começaram sua carreira em 1962, tendo gravado seu primeiro compacto pela Pye Records, com um sucesso de Little Richard: "Long Tall Sally", mas o The Kinks alçou fama em 1964 com seu terceiro single, "You Really Got Me", escrito por Ray Davies. Ele se tornou um sucesso internacional, chegando ao topo das paradas no Reino Unido e entrando no Top 10 nos Estados Unidos.

Durante os 3 anos seguintes a criatividade e inspiração de Ray Davies produziria pérolas como "Tired of Waiting for You", "Everybody's gonna be happy", "Set me free", "I need you", "See my friend" e "Till the end of the day" entre outras, sempre fugindo da mediocridade, através da introdução de coisas novas tanto na sonoridade como nos temas abordados. A postura "excêntrica" do grupo (justificando o seu nome), porém, trazia problemas para que fossem totalmente aceitos como um dos grandes grupos de rock da época.

Entre meados dos anos 60 e começo dos 70, o grupo lançou diversos singles e LPs bem-sucedidos comercialmente e aclamados pela crítica especializada, conquistando sua reputação por canções e álbuns conceituais que retratavam a cultura e o estilo de vida britânico, impulsionados pelo estilo observador das composições de Ray Davies.


Com Face To Face (1966) e Something Else By The Kinks (1967) afiaram sua visão irônica da época e dos costumes britânicos em sucessos como "Death of a clown", "Autumn almanac", "Tin soldier man" e "Afternoon tea". Mas, essa crítica atingiu níveis extremos em The Kinks Are The Village Green Preservation Society (1968) e Arthur Or The Decline Of The British Empire (1969). Esse último trabalho, que foi a primeira ópera-rock gravada, chocou a opinião pública pela forma direta como tratava a decadência econômica e moral do Império Britânico, e não chegou às paradas de sucesso.

Lola vs. Powerman And The Moneygoround (1970), uma fábula sobre travestis, os levou novamente ao topo das paradas e consolidou sua fama também nso Estados Unidos, onde músicas suas se tornaram hinos na luta contra a guerra do Vietnam. Os Kinks aproveitaram o momento realizando grandes concertos e extraindo todas as possibilidades musicais de seus discos conceituais, com a incorporação de instrumentistas em seus shows. Seu próximo disco Muswell Hillbillies (1971), carregava forte influencia do country norte americano.

 Estes álbuns (Face to Face, Something Else by The Kinks, The Kinks Are the Village Green Preservation Society, Arthur, Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Muswell Hillbillies), juntamente com seus respectivos singles, são citados entre as gravações mais influentes de sua época. Os álbuns subsequentes, mantendo o estilo conceitual, mas seguindo numa direção mais teatral, não alcançaram tanto sucesso, mas a banda experimentou um revival durante a New wave, quando grupos como The Jam, The Knack e The Pretenders gravaram versões de suas músicas e ajudaram a impulsionar a venda de discos dos Kinks.


Os outros discos foram : Preservation: a play in two acts (1974), Soap Opera (1975) e Schoolboys in disgrace (1975) , Sleepwalker (1977) e Misfits (1978), Low Budget (1979) e Come Dancing with The Kinks (1983), na época fizeram grande sucesso e a obra  dos The Kinks foi resgatada por grandes nomes da época como David Bowie, Van Halen ("You really got me") e The Pretenders ("Stop you sobbing"). Álbuns ao vivo: One for the Road (1980) e Give the People What They Want (1981). State of confusion (1983), Word of mouth (1984), Think visual (1986) e UK Jive (1989), Phobia (1993), To The Boné (1994), com uma gravação ao vivo - em estúdio, de vários hits da banda. Em 1996 é lançada uma coletânea com os maiores sucessos da banda “God Save the Kinks”.

Na década de 1990, músicos de Britpop como Blur e Oasis citaram a banda como uma de suas principais influências. E de fato, em “Sunny Afternoon”, me lembrei muito das canções do Blur.


O The Kinks se separou em 1996 deixando um caminho sedimentado de belas canções. O estilo fortemente britânico das composições da banda a torna um tipo de “cronista” da época. Vale a pena conhecer!

"Lola" by The Kinks (legendado)


Em letras e canções...

"Um homem vive na esquina e seus vizinhos acham que ele está bem, porque ele nunca xinga e sempre aperta sua mão. Mas ninguém sabe que ele é um homem de plástico. Ele tem coração de plástico, dentes e dedos de plástico, joelhos de plástico e um nariz perfeito de plástico. Seus lábios de plástico escondem seus dentes e gengiva de plástico e suas pernas de plástico chegam até sua bunda de plástico. O homem de plástico não tem cérebro, não sofre e parece sempre o mesmo".
Plastic man - D. Davies

"Eu conheço um homem, que é poderoso. Ele tem as pessoas na palma de sua mão. Ele começou do nada e construiu seu caminho. Agora ele não vai parar enquanto não chegar ao topo. É a mesma velha história, é o mesmo velho sonho. É o poder e tudo o que ele pode trazer".
Powerman - R. D. Davies

"Aqui está uma história sobre um pecador. Ele era um vencedor que gostava de uma vida de sucesso e proeminencia. Mas as pressões no escritório, seus compromissos sociais e a ambição desmedida de sua esposa o levaram para a bebida. Ele se amarrou a uma piranha que o levou a uma vida de indecisões. Ela o fez gastar seu dinheiro e o abandonou numa favela. Um mísero bebado em alguma missão do Exército da Salvação".
 Alcohol - R. D. Davies

Curiosidade:


Ray Davies tem uma filha (Natalie), no seu relacionamento com Chrissie Hinde dos Pretenders, em 1983.

Em 1990, The Kinks foram indicados para o Rock and Roll Hall of Fame, reconhecendo sua contribuição para a música.


Integrantes (Formação Original):

Raymond Douglas Davies : 21/junho/1944 em Muswell Hill, Londres Inglaterra; Voz, guitarra e piano
Dave Davies:  03/fevereiro/1947 em Muswell Hill, Londres Inglaterra; Voz, guitarra
Peter Quaife: 27/dezembro/1943 em Tavistock, Devon - Inglaterra; Baixo
Michael Charles "Mick" Avory: 15/fevereiro/1944 em Hampton Court, Surrey - Ingalterra; Bateria

Outros:
John Dalton ; Baixo
John Gosling ; Keyboards
Andy Pyle ; Baixo
Jim Rodford ; Baixo
Gordon Edwards ; Keyboards
Ian Gibbons ; Keyboards
Bob Henrit ; Bateria
Mark Haley ; Keyboards

Fonte de pesquisa: Wikipédia e Sites da Internet

quinta-feira

Anaximandro

Ontem, estava assistindo o capítulo sobre o Espaço e Tempo da série "Cosmos" do extraordinário Carl Sagan. E, no capítulo anterior ele nos explicava sobre a escola de ciência dos Jônios, que aplicavam a experimentação e observação, precisamente os alicerces da ciência moderna. Mas, por motivos políticos e sociais da época, esta escola de pensamento acabou sendo vencida e substituida, o que provavelmente atrasou nossa ciência em aproximadamente dois mil anos! Dentre os notáveis, estava Anaximandro,filósofo e astrônomo grego, que nasceu em 610 a. C., em Mileto, onde também teria morrido, em 547 a. C. Sabe-se que era discípulo de Tales, e o historiador Apolodoro de Atenas refere-se a ele, vivo, em 546 a. C. Mileto foi uma importante cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, fragilizada pelos conflitos de ordem política. Conquistada pelos lídios, acabou sendo parcialmente destruída pelos persas. Mileto teria conhecido uma nova fase de progresso durante o período imperial de Roma. Depois, no final do século 10, teria sido destruída por um terremoto. Anaximandro pertenceu à Escola de Mileto, fundada por Tales (640 a. C. - 545 a. C.), responsável por formular a primeira teoria cosmológica, sobre a origem e a formação do mundo. Segundo Anaximandro, o princípio, ou elemento primordial, era o "ápeiron", infinito ou indeterminado, a matéria eterna e indestrutível, da qual provêm todos os seres finitos e determinados, e na qual os contrários - como o quente e o frio, o seco e o úmido -, em luta uns com os outros, são finalmente reabsorvidos. Ora, em outras palavras Anaximandro se aproximava muito da verdade sobre o prínicipio atômico, quase dois mil anos antes de os atómos serem mais precisamente estudados! São-lhe atribuídas ainda a descoberta da obliqüidade da eclíptica, a introdução do quadrante solar e a invenção de mapas geográficos. Anaximandro também tratou da origem dos seres vivos, que teriam vindo do barro e formariam seqüência desde o mais simples até o homem, surgido de um ser pisciforme. Observem que em essência, ele está precisamente correto. Todos os seres vieram de uma união comum de elementos, não do barro, e sim da água. E da água, de fato, surgiram os seres que evoluiriam até a espécie humana! Pensadores como Anaximandro são praticamente desconhecidos, mais dois mil anos antes eles estavam eculubrando pensamentos e teorias muito próximas da verdade. No entanto, tais pensamentos foram apagados, esquecidos, substituidos por pensadores mais adequados ao sistema político da época. Tivessem continuado a linha de pensamento iniciada pelos jônios, segundo Sagan, as contribuições de um Einstein poderiam ter chegado até nós 500 anos antes! E hoje, provavelmente, teríamos alcançado as estrelas. Além disto, se somarmos a estas possibilidades a perda inigualável da Biblioteca de Alexandria.. Mesmo assim, resta esperar que a ciência possa continuar seu caminho de investigação e descoberta o mais livre possível de interesses religiosos, sociais e econômicos..
Fonte de pesquisa: Enciclopédia Mirador Internacional

quarta-feira

Plantas e sua função energética..

Alecrim - Ajuda a perdoar mágoas

Alfazema - Aumenta a autoconfiança

Anis-estrelado - Ajuda com os sentimentos e na liberação de emoções

Arnica - Promove a concentração de pensamentos

Artemísia - Estimula a ação e a manifestação das idéias

Arruda - Limpa a aura das sujeiras astrais

Babosa - Ajuda no desligamento mental

Camomila - Ajuda a cultivar a paciência e a confiança

Cânfora - Promove o desprendimento material

Capuchinha - Promove o sentimento de integridade e equilíbrio

Carqueja - Limpa o corpo das velhas emoções

Confrei - Estimula o sentimento de segurança pessoal

Dente-de-leão - Traz coragem para enfrentar os obstáculos

Erva-cidreira - Ajuda na tomada de decisões importantes da vida

Guiné - Limpa o corpo de energias negativas

Mil-folhas - Purifica o corpo de traumas e sentimentos negativos

Sabugueiro - Ajuda na tomada de rápidas decisões

Sálvia - Dá ânimo para colocar em movimento todas as energias do corpo

Tanchagem - Estimula a iniciativa..

terça-feira

Um pouco da história do piano..

A mais antiga referência que tenha algum relacionamento com o actual piano remonta ao ano de 2650 A.C.. O KE era um instrumento chinês de corda beliscada. Consistia num conjunto de cordas esticadas sobre uma caixa de ressonância em madeira com aproximadamente 170 cm de comprimento. Os primeiros "KE" tinham 50 cordas de seda, cada corda constituída por 81 fios entrelaçados. Mais tarde o numero de cordas foi reduzido para 25, organizadas em grupos de 5, cada grupo de cor diferente para melhor visualização e foi introduzido também o sistema de pestanas ( ou pontes ) móveis em todas as cordas para melhor afinação do som de cada uma separadamente.

Os chineses da época consideravam o KE um instrumento sofisticado capaz de proporcionar óptimas performances. É um instrumento que ainda se usa no folclore chinês.

Outra referência que tenha algum relacionamento com o actual piano remonta ao ano de 582 A. C. Nesse ano Pitágoras usa um pequeno instrumento de corda com o nome de MONOCÓRDIO. Essa utilização não tinha qualquer ambição artística, era apenas um banco de ensaio que o matemático usou para quantificar a altura do som.

O MONOCÓRDIO consistia numa caixa de madeira com apenas uma corda, presumivelmente feita de tripa de gato. Pressionando a corda em pontos diferentes e depois beliscando-a conseguia-se produzir sons de alturas diferentes.

O MONOCÓRDIO foi divulgado principalmente através dos gregos e, mais tarde, dos romanos que o usavam também como instrumento de apoio aos coros das igrejas, apenas para dar a nota inicial.

Apesar de haver algumas dúvidas, há historiadores que defendem ter sido um aluno de Pitágoras que conseguiu quantificar devidamente o fenómeno da altura do som e aperfeiçoar o temperamento de intervalos iguais. Chama-se temperamento à correcta diferença de altura entre os 13 sons de uma oitava.

O temperamento de intervalos iguais esteve no esquecimento até Bach escrever os 24 prelúdios de " O Cravo Bem Temperado", em 1722 . Essa obra foi a primeira a exigir de facto uma afinação desse tipo porque percorria todas as tonalidades em modo Maior e Menor. O sistema que prevalecia anteriormente era o temperamento de meios tons, que dava uma maior aproximação da afinação natural que o temperamento de intervalos iguais, para o tom de Dó Maior ( por exemplo ) e os outros tons relacionados de perto com ele, mas afastava-se de tal maneira dos tons afastados de Dó que se tornava praticamente impossível tocá-los visto que a sonoridade se tornava desagradável. Esse fenómeno obrigava a que para um espectáculo musical fosse quase obrigatório escolher repertório só de uma tonalidade: aquela para a qual a afinação estivesse prevista.

Curiosamente não se sabe o nome do tal aluno de Pitágoras .

Cerca do ano 1000 em Itália começaram as primeiras experiências de adaptação de teclas a vários instrumentos musicais de sopro. Dessas experiências nasceram os primeiros ÓRGÃOS. Um ORGÃO na sua versão "original" é um instrumento em que o ar comprimido por um sistema de foles passa através de tubos que irão produzir o som de cada nota. A função da tecla é simplesmente abrir a passagem de ar para o tubo que se pretende, tal como acontece, por exemplo no acordeão. Timbres diferentes são conseguidos usando bocais diferentes: com palheta livre (tipo acordeão ou harmónica), com diversos tipos de bisel, etc.

É claro que também foi adaptada uma tecla ao MONOCÓRDIO. Rapidamente o numero de cordas foi sendo aumentado e durante os séculos XII e XIII muitas experiências foram feitas no sentido de se construir um instrumento de cordas com teclado que pudesse produzir correctamente todas as notas de uma escala. Essas experiências conduziram ao CLAVICYTHERIUM. Este era um instrumento muito rudimentar onde as cordas estavam dispostas num chassis de forma triangular e de estrutura muito simples. As cordas eram de tripa de gato e em cada tecla havia um tangente metálico que tocava na corda produzindo o som.

Aqui há divergências de opinião, visto que para alguns historiadores o CLAVICYTHERIUM seria o nome que os ingleses davam a um instrumento de cordas do tipo do cravo, mas com as cordas na vertical, embora, para outros, esse instrumento seja o VIRGINAL .

Outros defendem que o CLAVICYTHERIUM terá sido inventado em Itália cerca do ano 1300 e que terá sido copiado e aperfeiçoado por alemães. Esse aperfeiçoamento terá conduzido ao CLAVICÓRDIO.

Por Manuel Chagas