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segunda-feira

Anjos e Demônios, o filme

Não posso negar que tenho um certo preconceito com Dan Brown. Ele sabe colocar alguns ingredientes interessantes, não profundos, nem sempre verossímeis, mas numa mistura palatável que atinge a massa. Não vou negar que me divirti com “Código da Vinci” e “Anjos e Demônios”. Eles foram feitos para isso mesmo. Somente não vou colocar Código com vejamos...”O pêndulo de Foucault” , nem “Anjos e...” com o “Nome da Rosa”, ambas obras de Umberto Eco na mesma prateleira. Umberto prima por uma pesquisa realmente profunda e uma habilidade maquiavélica de nos envolver, Brown é pop, seguimos como uma aventura sem comprometimento.

Dito isto, vamos aos fatos. E o fato é que pinçar assuntos interessantes como teorias da conspiração, sociedades secretas, magia e afins aliados a uma linguagem simples e ação para não chatear o leitor ou público no caso de cinema sempre dá resultado. Que o diga Paulo Coelho! Portanto, foi um passo natural os livros do autor se tornarem filmes. Na verdade, li o “Código” antes de assisti-lo e era impossível não imaginar as imagens, na verdade é quase como ler um roteiro de cinema.

Ao contrário do que aconteceu com os livros “Anjos e Demônios” veio ao cinema depois de Código. Depois do sucesso enorme de Código nos cinemas, o engraçado é que claramente mais dinheiro foi envolvido no segundo filme então, a produção de Anjos tem mais recursos sendo um filme tecnicamente melhor que Código.

Quanto a história em si. Bem, como disse o livro saiu antes de Código, ele ainda estava dominando seu ritmo. Portanto, Anjos tem um ritmo mais denso, mas curiosamente Langdon é mais genial do que em Código. Simplesmente genial, enquanto no primeiro filme ele parecia que se perguntava o tempo todo “e agora”? Em anjos é a própria personificação moderna de Sherlock Holmes ! Simplesmente deduz qualquer coisa de maneira brilhante. Tão brilhante que até a igreja é obrigada a engoli-lo neste filme.

Afinal, os lendários Iluminatti resolveram “brincar” com o LHC- Acelerador de Partículas Hádrons e tem sérias desavenças a acertar com o Vaticano. Portanto, com a morte do papa, os cardeais precisam de toda ajuda que puderem conseguir.

Tom Hanks está a vontade no papel, e faz o bem feito habitual. Mas falta um contraponto à altura. Neste filme você não encontrará Alfred Molina ou o grandioso Ian McKellen.

De qualquer maneira, encontrará diversão. Uma trama dinâmica. E assuntos de interesse. Tem o pé em assuntos não usuais filtrados para o entendimento geral numa aventura competente. Simples assim e não necessariamente ruim. Absorva o diferente e corra atrás de mais informação e divirta-se com o que há para isso, sem traumas.

Bom divertimento!

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