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segunda-feira

A explosão sobre a Taiga

Em 30 de junho de 1908, às 7h da manhã , os habitantes da região de Kansk, na Sibéria, viram um rastro fulgurante iluminar o céu e perder-se ao longe na estepe. Ouviu-se uma formidável explosão. No mundo inteiro, os sismógrafos registraram uma nítida sacudidela, cujo o epicentro se situava a nordeste do lago Baikhal.

A Academia de Ciências de Moscou enviou para o local o Prof. Kulik, que registrou , entre a tribo nômade dos evenk, espantosas declarações:

"Estávamos a 80 verstas (85 quilômetros) de Tungusska e vimos o fogo".

"O calor era tão intenso que nos deitamos no chão".

"Eu", disse uma testemunha, "tive medo de que o fogo pegasse na minha blusa".

Numa aldeia do distrito de Podkamênnaia Tungusska, morreram repentinamente 1 500 renas...

Os nômades acreditaram que se tratava do fim do mundo, prova de que o cataclismo, todavia tão afastado deles como Chartres de Paris, era de uma intensidade sem precedentes.

Nas noites que se seguiram, produziram-se estranhos fenômenos na Europa setentrional. O céu foi invadido por nuvens fosforescentes que iluminaram, como se fosse dia, Berlim, Copenhague e Londres.

No entanto, o prof. Kulik concluiu simplesmente que se tratava da queda de um enorme meteoro.

O caso não devia ficar por ali: em 1958, a Sociedade Russa de Astronomia e da Geodesia, ao examinar de novo o problema, declarou formalmente que a 30 de junho de 1908 nenhum meteoro caíra sobre a taiga, e que a explosão se produzira não ao contato com a Terra, mas no espaço.

Em 1959, o Prof. Gucorgui Piekhanov e, em 1962, o Prof. Zigler anunciavam por sua vez:

Sobre o local do cataclismo, a cratera não se assemelha de forma alguma a uma cratera de meteoro e captamos no dito local uma radioatividade intensa.

Tudo nos leva a crer que se trata de uma explosão nuclear produzida a certa altitude na atmosfera, ou ainda da desintegração de um bloco de antimatéria.

Admitiu-se então uma outra hipótese: desintegração de uma nave espacial.

Lucien Barnier, especialista francês em questões científicas, que fez inquéritos a respeito da "Hiroshima de 1908", tomou resolutamente partido por esta explicação:

"Numerosas testemunhas", escreve ele , "descreveram o estranho engenho sob a forma de um tubo ou de uma acha. Já alguma vez se viram meteoros cilíndricos?"

E, no capítulo dos fatos curiosos, acrescentou em subtítulo ao seu artigo: "Um cogumelo de 80 quilômetros de altura...três dias sem noite em Londres e em Tóquio...e de 52 anos para cá a erva não voltou a nascer...

Fonte: História desconhecida dos Homens-Robert Charroux

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