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sexta-feira

Bomba Atômica de Luís XV

Uma espécie de bomba atômica foi efetivamente experimentada no século de Luís XV e passou quase despercebida. Eis a forma como Paris Presse, do dia 21 de maio de 1957, apresenta os fatos:

"Luís XV, embora falecido há 183 anos encontra-se atualmente ligado à controvérsia que opõe partidários e adversários do prosseguimento das experiências atômicas."

Num artigo em que se erguia contras essas experiências , o jornalista inglês James Cameron, do New Chronicle, evoca o grande exemplo de prudência dado por Luís XV, caso se acredite pelo menos na seguinte passagem, extraída de uma crônica inglesa do século passado, o Livre de Jours, de Chambers:

Luís XV , embora nem sempre tenha tido uma vida privada exemplar, não deixava de possuir certas virtudes, sempre apreciáveis quando existem em alto grau...

Um nativo de Dauphiné, chamado Dupré, que passara a vida fazendo experiências de química, declarou ter descoberto uma espécie de fogo tão rápido e tão devastador que não podia ser nem evitado, nem combatido e a água ativava o seu poder em vez de destruí-lo.

No canal de Versalhes, na presença do rei, e no pátio do arsenal em Paris, Dupré fez experiências e o resultado consternou os assistentes. Quando ficou claramente demonstrado que um homem na posse desse segredo podia queimar toda uma frota, ou destruir uma cidade apesar de toda a resistência, Luís XV proibiu que a invenção fosse divulgada.

Embora nessa altura ele estivesse muito preocupado devido a uma guerra contra os ingleses, cuja frota seria de grande vantagem destruir, recusou utilizar a dita invenção, a qual, pelo contrário, mandou suprimir para bem da humanidade.

Dupré morreu algum tempo depois, e o seu segredo foi com ele para o túmulo. Semelhante história parece inacreditável; todavia, não parece impossível, dado o progresso da ciência, que um dia seja inventado um fogo capaz de efeitos tão formidáveis que a guerra se transformaria num absurdo e ao mesmo tempo impusesse a organização de uma política geral das nações destinada a impedir os países de entrarem em hostilidade uns contra os outros.

Este texto foi redigido há mais de um século...teria sido mesmo um armamento semelhante ao poder atômico ter sido elaborado no reinado de Luís XV? Quantas invenções teriam sido suprimidas pelo medo ou interesse dos governantes do mundo? O que haverá de extraordinário em nossos dias que permanece oculto pelos mesmos interesses? Assuntos para refletir...

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