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Artur da Távola

Matéria da Folha Online: Artur da Távola morre aos 72 anos no Rio de Janeiro

O ex-senador e jornalista Paulo Alberto Monteiro de Barros, conhecido como Artur da Távola, morreu nesta sexta-feira,09/05/2008 , aos 72 anos no Rio de Janeiro, em sua casa. Ele sofria de problemas cardíacos desde agosto de 2007, quando esteve internado por longo período. Ele iniciou sua carreira política em 1960. Foi deputado estadual do PTN pelo antigo Estado da Guanabara. Dois anos depois se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Cassado pelo regime militar, ele viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. No retorno ao Brasil assumiu o pseudônimo de Artur da Távola.

Foi um dos fundadores do PSDB, onde exerceu mandatos de deputado federal até 1995, e de senador (1995-2003). Em 1988, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Ele fazia o programa "Quem tem medo de música clássica", para a TV Senado. Também escrevia crônicas para o jornal "O Dia". O jornalista também teve programas na Rádio MEC e na TV Cultura.

Biografia: Artur da Távola

Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros, (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008) foi um político, escritor, jornalista brasileiro e um dos fundadores do PSDB[1]. Atualmente era apresentador de um programa de música erudita na TV Senado. Iniciou sua vida política em 1960, no PTN, pelo estado da Guanabara. Dois anos depois, elegeu-se deputado constituinte pelo PTB. Cassado pela ditadura militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968.

Tornou-se um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e líder da bancada tucana na assembléia constituinte de 1988, quando defenseu alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir que fossem criados canais vinculados à sociedade civil. No mesmo ano, concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi presidente do PSDB entre 1995 e 1997. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 até 2003. Em 2001, foi por nove meses secretário da Cultura na cidade do Rio.

Como jornalista, atuou como redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores e foi colunista de televisão nos jornais Última Hora[2], O Globo e O Dia, sendo também diretor da Rádio Roquette Pinto. Publicou ao todo 23 livros de contos e crônicas. Távola atualmente apresentava o programa Quem tem medo de música clássica?, na TV Senado onde demonstrava sua profunda paixão e conhecimento por música clássica e erudita. No encerramento de cada programa, ele marcou uma de suas mais célebres frases:

" Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão."

Seu compositor preferido era Vivaldi, a quem dedicou quatro programas especiais apresentando Le quattro stagioni em sua versão completa e regida pela Orquestra Filarmônica de Berlim. Também exibiu com exclusividade execuções da Orquestra Sinfônica Brasileira no Festival de Gramado nos anos de 2003 a 2007.

Pesquisa: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Meu testemunho pessoal:

Foi através do programa "Quem tem medo da música clássica" que pude entrar em contato com os pensamentos e conhecimentos do admirável Artur da Távola. Tornei-me confesso admirador deste intelectual que com palavras simples numa didática formidável nos ensinava sobre o maravilhoso mundo da música clássica. Nos demonstrava com sua sensibilidade não apenas a música em si, mas nos decifrava e entregava a essência , o espírito criador impresso nela, sua alma, enfim.

Entrei em contato com ele, via mail, para lhe testemunhar minha admiração, sem esperar respostas,(e desconhecia que ele estava enfermo) mas em toda sua humildade, mesmo muito doente, ocupou-se de me responder em pouco tempo:

Estou a lhe dever uma resposta á altura das mensagens que envia. Fico à espera do tempo para "estar á altura", o dia a dia infrene me pega, o dito tempo passa e deixo gestos de solidariedade, afeto e afinidade soltos no ar.

No momento estou há mais de seis meses enfermo e agora apenas convalesço, com expressas ordens médicas de usar nada mais que meia hora diária o computador.

Por isso, esta mensagem rápida e sincera para dizer: escreva-me mesmo quando eu esteja em falta.

Fraternalmente AT

Assim era Artur da Távola: educado, culto, humilde, admirável!

Registro meu reconhecimento e admiração!

Um comentário:

  1. Parabens pelo post!!!!! Muito bacana e Artur era mesmo demais!!!! Estou escrevendo as frase mais célebres dele. Estarei copiando a foto dele, pois realmente achei a melhor, entre todas as fotos dele. Coloquei seu link em meu blog e se vc puder, faça uma visita ok? Um abraço

    Adriana Pignatta
    http://adrianaerenatolig.blogspot.com/2011/04/artur-da-tavola.html

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