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segunda-feira

Sociedade dos Poetas Mortos - Dead Poets Society

Pois bem, escrevo agora um pouco sobre o filme “SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS (Dead Poets Society)” de Peter Weir. Este é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. E há razões para isso.
A interpretação inspirada de Robin Willians como o inesquecível personagem do Professor John Keating(Uma performance que Robin não costuma exibir com freqüência), o roteiro que é poético, carismático,reflexivo e dinâmico nas medidas exatas, a trilha sonora adequada, a bela fotografia e a direção segura e emotiva de Peter Weir(A última seqüência, em geral, ainda me emociona muito e já vi o filme algumas milhares de vezes)!
Em si, "Sociedade dos Poetas Mortos" mostra as relações de um professor e ex-aluno da Welton Academy, vivido por Robin Williams, com uma turma de adolescentes cheios de sonhos e vontade de viver intensamente. Porém, estão presos em um sistema acadêmico rígido e autoritário, não permitindo-os, buscarem outras oportunidades externas às impostas pela instituição de ensino preparatória para a universidade. A quebra dos estereótipos educacionais proposta pelo professor em questão, John Keating, é resumida na frase central do filme: “Carpe Diem (aproveite o dia)! Façam de suas vidas , algo extraordinário!” No contexto, é um convite a liberdade do aprendizado, no caso da matéria lecionada por Keating, de aprender literatura e poesia não por imposição mas, pelo prazer do conhecimento em si. Além disso, Keating reforça nos alunos o ato de pensar o mundo à sua volta. No entanto, esta atitude do pensar e sentir chocam-se com as exigências da instituição de ensino, o colégio preparatório de Welton, e os anseios de seus pais quanto ao futuro. Para mim, interpreto como uma metáfora da liberdade de espírito contra as restrições impostas por um sistema que impõe, por vezes veladamente, outras nem tanto, uma segmentação de raciocínio. Nos 129 minutos de filme, são mostrados a importância dos sentimentos humanos que superam quaisquer imposições sociais, é o íntimo de cada pessoa sendo mais valorizado que as regras impostas pelo coletivo, é a quebra para a renovação. É um roteiro muito bem construído e com imagens fortes que retiram dos atores interpretações se não todas inspiradas, ao menos precisas. “SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS (Dead Poets Society)” é um clássico e merece ser conhecido. Por meu turno, declaro que marcou intensamente minha vida e depositou algumas sementes de filosofia de vida que perduram até hoje!
A PANACÉIA ESSENCIAL está repleta de CARPE DIEM!

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