Panacéia dos Amigos

terça-feira

UNIVERSO 25

 



    𝑨 𝒆𝒙𝒑𝒆𝒓𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 "𝑼𝒏𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒐 25" é 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒂𝒔  𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒕𝒆𝒓𝒓í𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒅𝒂 𝒉𝒊𝒔𝒕ó𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝑪𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂, 𝒒𝒖𝒆, 𝒑𝒐𝒓 𝒎𝒆𝒊𝒐 𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒄𝒐𝒍ô𝒏𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒓𝒂𝒕𝒐𝒔, é 𝒖𝒎𝒂 𝒕𝒆𝒏𝒕𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝒄𝒊𝒆𝒏𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒆𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂𝒓 𝒂𝒔 𝒔𝒐𝒄𝒊𝒆𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒂𝒔.

     A ideia do "Universo 25" surgiu do cientista americano John Calhoun, que criou um "mundo ideal" no qual centenas de ratos viveriam e se reproduziriam. Mais especificamente, Calhoun construiu o chamado "Paraíso dos Ratos", um espaço especialmente projetado onde os roedores tinham Abundância de comida e água, bem como um amplo espaço para viver. No início, ele colocou quatro pares de camundongos que em pouco tempo começaram a se reproduzir, resultando em um rápido crescimento populacional. 

    Porém, após 315 dias sua reprodução começou a diminuir significativamente. Quando o número de roedores chegou a 600, formou-se uma hierarquia entre eles e surgiram os chamados "miseráveis". Os roedores maiores começaram a atacar o grupo, com o resultado que muitos machos começaram a "entrar em colapso" psicologicamente. 

    Como resultado, as fêmeas não se protegeram e, por sua vez, tornaram-se agressivas com seus filhotes. Com o passar do tempo, as fêmeas mostraram comportamentos cada vez mais agressivos, elementos de isolamento e falta de humor reprodutivo. Houve uma baixa taxa de natalidade e, ao mesmo tempo, um aumento da mortalidade em roedores mais jovens. Em seguida, surgiu uma nova classe de roedores machos, os chamados "ratos bonitos". Eles se recusaram a acasalar com as fêmeas ou a "lutar" por seu espaço. Tudo o que importava era comer e dormir.

    A certa altura, "belos machos" e "fêmeas isoladas" constituíam a maioria da população. Com o passar do tempo, a mortalidade juvenil atingiu 100% e a reprodução atingiu zero. Entre os camundongos ameaçados, a homossexualidade foi observada e, ao mesmo tempo, o canibalismo aumentou, apesar de haver fartura de comida. 

    Dois anos após o início do experimento, nasceu o último bebê da colônia. Em 1973, ele havia matado o último rato do Universo 25. John Calhoun repetiu o mesmo experimento mais 25 vezes, e a cada vez o resultado era o mesmo.

    O trabalho científico de Calhoun tem sido usado como um modelo para interpretar o colapso social, e sua pesquisa serve como um ponto focal para o estudo da sociologia urbana.

sexta-feira

O ARQUEÔMETRO

 


O Arqueômetro, em grego, significa "a medida do Arqueo" (antigo) de que falam os hermetistas, mas Saint-Yves prefere explicar o termo como provindo do sânscrito Arka-Matra: Arka é o Sol, emblema central do selo divino, sendo Ar a roda radiante da Palavra Divina e Ka, a matéria primordial, enquanto que Matra é a "medida Mãe por excelência, a do Princípio". Significa ainda o sinal métrico do Dom Divino, da Substância em todos os graus proporcionais de suas equivalências. 

O saber universal do Arqueômetro, que se constitui no fundamento de todas as religiões e ciências, une o Espírito, a Alma e o Corpo da Verdade, demonstrando na observação pela experiência, a Unidade de sua Universalidade e em seu triplo estado social: ordens econômica, jurídica e universitária.

O Arqueômetro, como instrumento, é um círculo de 360° dividido em zonas concêntricas e em triângulos móveis de 12 seções de 30° cada, onde as letras hebraicas, árabes, sânscritas, assim como uma misteriosa "língua primordial", o vattan, juntamente com os signos zodiacais e planetários, cores e notas musicais, formam um número indefinido de combinações harmônicas. Esse instrumento de correspondência universal serve a todos os campos de conhecimentos humanos e é a chave de toda a Tradição Iniciática.

Permite, por exemplo, aos arquitetos elaborarem formas a partir de um nome, uma cor, uma ideia; ao poeta estabelecer relações entre as letras e as cores, exprimindo o ideal perfeito da humanidade. Esclarece Saint-Yves: As relações das letras e das cores, entrevistas intuitivamente por Rimbaud e os seus imitadores, são determinadas cientificamente pelo Arqueômetro.

Enfatiza também o seu criador, que o Arqueômetro reintegra todas as medidas às unidades métricas atuais: o metro e o círculo, ou seja, 103 mm e 360°.

Em resumo, o Arqueômetro pode assim ser visto: a) um duplo círculo de 360° girando em sentido inverso de maneira que: 3 representa o Verbo; 6, o Espírito Santo e 360, o Universo definido; b) um Zodíaco (12 portas) das Letras Modais, divididas na medida de 30°. Cada porta contém sua letra morfológica e o número tradicional desta letra em uma moldura de cor arqueométrica correspondente; c) uma área móvel chamada Planetário das Letras, constituído por XII Ângulos; IV Triângulos Equiláteros, XII Letras, XII Números, XII Cores e XII Notas. O Triângulo formado pelas letras IshO é o Triângulo do Verbo (IphO); d) uma faixa zodiacal fixa (rosa) com 12 signos derivados das XII letras zodiacais; e) uma coroa azulada planetária astral mobilizada com seus VII signos diatônicos astrais (cinco repelidos).

Note-se que a Astrologia arqueométrica tem as suas próprias características e apresenta diferenças nos domicílios astrológicos. Da mesma forma, os valores das letras do Alfabeto Hebraico não coincidem com os das letras Construtivas Evolutivas e Involutivas do Arqueômetro, pois Saint-Yves utilizou-se de um conhecimento mais arcaico que é a tradição judaica; f) uma pequena área formada por XII ângulos de IV Triângulos Equiláteros que se cruzam sob o Triângulo Gerador Metrológico; g) um círculo central (Centro Solar) que contém um Pentagrama Musical; uma nota (Mi) no centro comum; uma Letra Adâmica Ressurgente em forma de semi-círculo; V Linhas; XII Raios Brancos que formam VI Diâmetros Brancos que passam pelo Centro a 30° um do outro sobre o círculo (30° x 12 = 360°).

A pretensão do autor do Arqueômetro é, pois, inscrever a medida do Verbo num instrumento material que, de acordo com Papus, é precisamente aquele de que se utilizaram os antigos para a constituição de todos os mitos esotéricos das religiões. E o cânone da arte antiga em suas diversas manifestações arquitetônicas, musicais, poéticas e teogônicas.

 

Fonte: O ARQUEÔMETRO de Saint- Ives D´Alveydre

quarta-feira

SOBRE CRISE E APRENDIZADO

 


"Filhos amados. A palavra crise vem sendo pronunciada constantemente por meus irmãos na Terra. De fato, o momento é de crise inegável nos mais variados campos da atividade humana. Mas nada se encontra fora do controle do Pai que nos ama, e se Ele permite a existência de turbulências é para que possamos extrair as lições para o nosso amadurecimento.

Na crise econômica, aprendamos a viver com mais simplicidade.

Na crise da solidão, aprendamos a ser mais solidários.

Na crise ética, tenhamos posturas mais justas.

Na crise do preconceito, aprendamos a respeitar mais os irmãos que pensam diferente de nós.

Na crise espiritual, fiquemos mais pertos de Deus pela fé e oração.

Na crise do ressentimento, perdoemos um pouco mais.

Na crise da saúde, guardemos mais equilíbrio em nossa atitudes

Na crise do amor, deixemos o nosso coração falar mais alto do que o egoísmo.

Momento de crise é momento de um passo adiante. 

Retroceder, rebelar ou estacionar, nunca. 

A crise pede avanço. E se a crise chegou para cada um de nós, é hora de levantar, mudar e seguir em frente na construção de um novo tempo de amor e paz."


BEZERRA DE MENEZES

terça-feira

A CURA PELAS ÁGUAS DA GRUTA DE SÃO SEBASTIÃO

 

 

As grutas de São Sebastião se localizam na estância turística de Ibiúna, há 70 km da capital São Paulo, e  são caracterizadas por se situarem em plena mata atlântica em um declive de 800 metros com rochas gigantescas que formam tais itaocas onde vertem águas límpidas.

A imagem de São Sebastião foi encontrada no local e mais notadamente desde o ano de 1886 quando o bispo Dom Lino Deodato permaneceu dois dias rezando missas e crismando devotos, além disso, lançou a pedra fundamental para a construção da Capela. Tudo em razão dos ditos milagres que já movimentavam a fé do povo.

Ninguém sabe ao certo como a imagem apareceu na gruta. Muitas são as histórias e teorias, assim como as histórias de milagres.

Uma das mais populares nos fala sobre um caçador residente no sertão, que viu a mulher contrair terrível moléstia e como nada podia fazer saiu pela mata para não ter o desgosto de vê-la morrer. Tão desesperado se embrenhou na mata de tal modo que se perdeu nela. Desnorteado, buscou o caminho que julgava correto para encontrar o caminho de volta e acabou encontrando as grutas. Atraído por uma voz rouca e misericordiosa até a gruta que lhe disse: “Venha, beba dessa água que é água santa! Encha seu cantil E leve para sua casa.”



Dentro da caverna, vendo a água límpida, viu a imagem de São Sebastião, emocionou-se, orou, encheu o cantil e tomou o caminho de volta mesmo ignorando por aonde ir, mas em pouco tempo estava em casa.

Ao retornar, sua mulher ainda vivia e tinha sede. Deu-lhe de beber a água da gruta que ela pedia novamente a cada hora e assim foi até que se esgotou e a cada gole notou que a mulher melhorava e ao final de três dias estava curada.

Até hoje, os romeiros de São Sebastião buscam a água da gruta e relatam milagres.

Vários acontecimentos foram fortalecendo a fé dos ibiunenses em São Sebastião e uma romaria foi formada da cidade até a gruta. Com a capela e benção do Bispo firmou-se o ato de fé, hoje uma tradição do povo.

 

FONTE: Y-UNA-Noiva Azul- LINENSE, José Gomes; GOMES, Diane R.; RIBEIRO, Leandro.


segunda-feira

LINA BO BARDI: PAIXÃO ITALIANA EM UMA ARQUITETURA BRASILEIRA

 


Achilina di Enrico Bo Bardi – Lina Bo Bardi – nasceu no dia 05 de dezembro de 1914 em Prati di Castello, em Roma. Filha de Giovanna Adriana Grazia e Enrico Bo, e irmã mais velha de Graziela Bo, Lina mostrou desde pequena seu talento para as artes. Seu pai – engenheiro, construtor e pintor – ensinou-lhe o desenho, atividade que então passaram a praticar juntos desde os 10 anos de idade de Lina – pintava a guache e aquarela, com o mesmo apreço aos detalhes que o pai. Sua formação escolar e acadêmica foi inteiramente fundamentada em Roma. Em 1933, graduou-se no Liceu Artístico e, entre 1934 e 1939, foi uma das poucas mulheres a frequentar a Facoltá di Architettura da Università degli Studi di Roma. Aos 25 anos, se formou arquiteta, apresentando o trabalho intitulado “Núcleo Assistencial da Maternidade e da Infância”, um projeto com estrutura de concreto armado e vidro aparente, linguagem que mostrou certa inovação frente ao estilo arquitetônico oficial da escola.

AS EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS EM MILÃO (1940-1946)

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Lina se mudou para Milão e associou-se ao arquiteto Carlo Pagani, com quem fundou o estúdio Bo e Pagani e também com quem realizou trabalhos para o escritório de Gio Ponti. Desenvolveu uma série de artigos para periódicos italianos, tanto de autoria própria quanto conjunta, além de colaborar na editoração e ilustração de diversas revistas, tais como Lo Stile – nella casa e nell’arrendamento, Grazia, Belleza, Vetrina e L’Ilustrazionoe Italiana. Em 1944 foi chamada para a codireção da revista Dommus e, em 1945, novamente com Pagani, fundou e dirigiu a Quaderni di Domus. No mesmo ano criaram, com a colaboração de Raffaele Carrieri e Bruno Zevi, a revista A, Cultura della Vita, como síntese de “Attualità, Architettura, Abitazione, Arte”, dedicada a levar os problemas da reconstrução a um público não especializado, e preocupada em abordar os temas da vida cotidiana a partir da consciência da realidade psicológica do pós-guerra. Com o fim da Guerra, Lina retornou brevemente à Roma e, em uma visita ao Studio d’Arte Palma, conheceu Pietro Maria Bardi, com quem se casou em 1946.

 VINDA AO BRASIL E OS PRIMEIROS ANOS EM SÃO PAULO (1946-1957)

Em 1946, recém casados, Lina e Pietro Maria iniciam a aventura da vinda para o Brasil, país com a perspectiva de prosperidade no campo das artes e cenário de uma arquitetura promissora. Partiram de Gênova a bordo do cargueiro Almirante Jaceguay, e desembarcaram, em outubro do mesmo ano, no Rio de Janeiro, onde permaneceram nos primeiros meses. Recém chegados, foram convidados pelo jornalista, empresário e político Assis Chateaubriand para fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo (MASP). Mudaram-se para São Paulo e já em 1947 realizaram as primeiras instalações do Museu, provisoriamente situado na Rua 7 de Abril. Em 1948, Lina criou, em parceria com Pietro Maria, o arquiteto Giancarlo Palanti e Valeria Piacentini Cirell, o Estúdio de Arte Palma, dedicado ao projeto e desenho de mobiliário moderno e industrial. Fundou e dirigiu em 1950, com Pietro Maria Bardi, a revista Habitat, oficialmente vinculada ao recém fundado MASP e que se definia como a “revista das artes do Brasil”. Em 1951, ano em que naturalizou-se brasileira, Lina completou seu primeiro projeto arquitetônico construído: a Casa de Vidro, sua residência e de Pietro Maria – foi a primeira residência construída no bairro do Morumbi, implantada em um dos pontos mais altos do loteamento e imersa em meio a densa vegetação de Mata Atlântica. Ainda em 1951, fundou e dirigiu, com Pietro Maria Bardi, o Instituto de Arte Contemporânea – escola também vinculada ao MASP e uma das primeiras iniciativas de ensino de design no Brasil. No período entre 1955 e 1956, Lina atuou como professora de Teoria da Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em regime temporário para substituir um professor – sua primeira experiência como docente. Nesta época escreveu sua tese de magistério Contribuição Propedêutica ao Ensino da Teoria de Arquitetura, para um concurso que foi eventualmente indeferido, de modo que a arquiteta não conseguiu integrar formalmente o corpo docente da faculdade. Em 1957, realizou os primeiros estudos para a nova sede do Museu de Arte de São Paulo na Avenida Paulista.

OS ANOS EM SALVADOR (1958-1964)

Em 1958, Lina foi a Salvador para dar conferências na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia e transferiu-se para lá no mesmo ano, após ser convidada para fundar e dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Realizou o projeto de restauro do Solar do Unhão e sua adaptação para a nova sede do recém inaugurado museu. Em 1959, organiza com Martim Gonçalves – com quem realizou diversos cenários para peças de teatro –  a exposição Bahia no Ibirapuera na V Bienal de Arte de São Paulo. Em 1963 ficou responsável pela curadoria da exposição Nordeste, a primeira realizada após a inauguração do Museu de Arte Moderna da Bahia. Durante esse período Lina se relacionou com importantes artistas de vanguarda, como o fotógrafo Pierre Verger e o cineasta Glauber Rocha. Deixou Salvador e regressou a São Paulo em 1964, ano do golpe militar.




DE VOLTA À SÃO PAULO E A RETOMADA DO PROJETO DO MASP (1964-1968)

Em 1965, realizou estudos para três projetos não construídos: um museu para o Instituto Butantã, um pavilhão de exposições no Parque Lage, no Rio de Janeiro, e um dos seus raros estudos de urbanização, uma proposta para a praia de Itamambuca, em Ubatuba. Retomou em 1966 o projeto do Museu de Arte de São Paulo, desenvolvendo adaptações e detalhamentos, além do acompanhando do canteiro de obras. O museu  foi inaugurado na Avenida Paulista, em 1968, com a exposição A mão do povo brasileiro. Em 1967, fez o projeto gráfico da revista recém lançada Mirante das Artes, editada por Pietro Maria Bardi.

 

IMERSÃO NA CENA TEATRAL (1969-1976)

Os nove anos seguintes – que coincidem com os anos da ditadura militar –  configuraram-se como um período em que Lina dedicou-se majoritariamente à cenografia, em contato com importantes nomes da cena teatral e cinematográfica do momento, tais como José Celso Martinez Correia e Flávio Império. Iniciou, em 1969, sua parceria com Zé Celso realizando a arquitetura cênica e o figurino da peça Na Selva das Cidades. Com o mesmo diretor e com André Farias realizou, em 1970, também a cenografia do filme Prata Palomares. Colaborou, em 1971, no filme Gracias Señor de Flávio Império. Em 1975 Lina monta com o pintor Edmar José de Almeida a exposição Repassos, no MASP, sobre o trabalho das tecedeiras do Triângulo Mineiro.

ÚLTIMA FASE DA CARREIRA, GRANDES PROJETOS (1977-1992)

Em 1977 retornou à cena arquitetônica com o início do projeto do centro de lazer do SESC Pompéia, que foi inaugurado em 1982. Consolidou nessa fase o início da parceria com seus jovens colaboradores Marcelo Ferraz, André Vainer e Marcelo Suzuki.  No mesmo ano, realizou novas instalações para o Museu de Arte Moderna do Parque Ibirapuera e, em 1984, começou a elaborar os primeiros desenhos para o projeto da sede do Teatro Oficina, ambos em São Paulo. Foi convidada em 1986, pela Prefeitura de Salvador, para desenvolver um projeto de recuperação de seu centro histórico. Nessa mesma ocasião, realizou outros projetos para a cidade, tais como o Teatro e Fundação Gregório de Mattos, a Casa do Benin (no Pelourinho), a recuperação das encostas da ladeira da Misericórdia e a Casa do Olodum. Em 1990 iniciou a restauração do edifício do Teatro Oficina (inaugurado em 1994) e o projeto – seu último – da nova sede do Palácio das Indústrias para a Prefeitura de São Paulo. Ainda em 1990, Lina e Pietro Maria fundaram o Instituto Quadrante – hoje Instituto Bardi/Casa de Vidro – com o intuito de “desenvolver isoladamente ou em conjunto com o Museu de Arte de São Paulo – Assis Chateaubriand – MASP e, ainda, com entidades nacionais e do exterior, atividades culturais e estudos relacionados com a história da arte e da arquitetura” – esteve à frente da vice-presidência desde a fundação até seu último ano de vida.

    Faleceu em São Paulo, no dia 20 de março de 1992, com 77 anos, tendo se tornado referência mundial pela sua trajetória e conjunto excepcional de sua obra.




OBRAS DE LINA BO BARDI

    Lina Bo Bardi possui uma produção excepcional de obras arquitetônicas construídas de grande reconhecimento e importância no Brasil e no mundo.

Fonte: Instituto Bardi - Casa de Vidro

sábado

MåNESKIN: O ROCK SEMPRE VOLTA...HAI CAPITO?

 

    

O rock é uma vertente musical que tem na sua ânsia de liberdade e ousadia , um DNA. Isso não o torna necessariamente um movimento com som específico. Depende do artista. The Beatles, Pink Floyd, Ramones, Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, U2, Nirvana, R.E.M, Radiohead utilizaram níveis diferentes de arte, informação, peso sonoro e inventividade em sua trajetória, mas a ousadia e criatividade eram óbvias.  É o DNA muito próximo da ansiedade de alguns da arte como um ponto de interrogação sobre o Zeitgeist (espiríto do tempo). Questionar é refletir. Não é regra, mas as boas bandas de rock tem esse perfil, se não na mensagem das letras, na atitude de palco, ou apenas porque as guitarras “gritam”.  E quando guitarras gritam nenhum ambiente fica impune.

    Embora que, desde que nasceu, o rock teve sua morte declarada, ele persiste. É fato que outros gêneros musicais tem atraído os jovens e diminuído o poder de sua influência mas, parece que, felizmente, sempre haverá alguns jovens dispostos a fazer um pouco de rock para provocar o establishment. E não são poucos, mas não basta. É preciso ser capaz de chamar atenção.

    Nesse ponto, após o Greta Van Fleet, creio que ver  potencial nos jovens italianos do Måneskin.,

    Måneskin é uma banda de hard rock italiana formada em Roma no ano de 2016. Ganharam fama em Itália após a participação na 11.ª edição do Factor X. E assinaram um contrato com a Sony Music. Il ballo della vita foi o 1.º álbum da banda lançado em 2018.

    A banda foi formada em 2016 por Victoria De Angelis e Thomas Raggi, ambos estudavam na "Scuola Media Gianicolo", no bairro romano de Monteverde, tempo depois juntaram-se Damiano David e Ethan Torchio. O nome da banda «Måneskin» significa "clarão da lua" ou "luar" em língua dinamarquesa,  e durante uma discussão sobre o nome da banda, Victoria, que é filha de mãe dinamarquesa e pai italiano, resolveu dar a sugestão mas na língua materna.  


 

    No ano de 2017, a banda lançou o seu primeiro EP chamado “Chosen” recebendo dois discos de platina por parte da Federazione Industria Musicale Italiana. Em 7 de janeiro de 2018, a banda foi convidada ao programa Che tempo che fa, da Rai 1, sendo esta a primeira aparição na televisão pública de Itália. No dia 23 de março de 2018, a banda lançou o seu segundo single, chamado "Morirò da re" que recebeu três discos de platina. Em junho de 2018, a banda recebeu um disco de platina pelo single “Chosen” no Wind Music Awards, em Verona.

    No mês de setembro, lançaram o primeiro disco chamado “Il ballo della vita”, e canção de trabalho "Torna a Casa" foi imediatamente para os dez mais nas paradas italianas e fomos apresentados a Marlena, a "musa" da banda que representa a imagem da liberdade, criatividade e inspiração. Marlena aparece em outra canção "L´altra Dimensione" e em canções futuras da banda. Também é lançado um documentário sobre a banda que foi estreado em vários cinemas italianos, titulado "This Is Måneskin". Para o mês de novembro, a banda partiu na sua primeira digressão nacional com “Il ballo della vita Tour”, em várias cidades de Itália onde esgotaram todas as funções, já em fevereiro de 2019 começaram as apresentações internacionais em Espanha, Suíça, França, Bélgica, Inglaterra e Alemanha.



    Precedendo o segundo disco “Teatro D'Ira”, a banda lançou “Vent´anni” como primeiro single. O álbum foi lançado em 19 de março de 2021, mesclando os idiomas italiano e inglês. Posteriormente, o álbum alcançou um maior sucesso global, formando parte da classificação semanal de álbuns mais ouvidos do mundo pelo Spotify diversas vezes, entre os 10 primeiros. As faixas "Zitti e Buoni" e "I Wanna Be Your Slave" estiveram, simultaneamente, no top 10 entre as músicas mais ouvidas no mundo.

    Em de 07 de março de 2021, os Måneskin ganharam a 71.ª edição do Festival de Sanremo da canção italiana com a música "Zitti e Buoni", que raramente prestigiou artistas do rock´n roll  e com essa vitória também conquistaram o direito de representar a Itália no Festival Eurovision da Canção 2021, tendo ganho o festival a 23 de maio de 2021. A Itália não vencia há décadas.

    A letra original de "Zitti e Buoni" teve de ser modificada para cumprir as regras dos 3 minutos das canções na Eurovision, além da eliminação de alguns palavrões presentes. A partir dessa vitória, "Zitti e Buoni" decolou para o topo das paradas musicais globais e, causando a curiosidade do público. A faixa "I Wanna Be Your Slave" também disparou nas paradas musicais, ambas as canções elevaram as atenções para o álbum “Teatro D'Ira” que conta ainda com canções como “Coraline”, “Vent´Anni”, “For Your Love”.



    Recentemente, abriram shows dos Rolling Stones nos Estados Unidos, foram convidados para programas populares como de Ellen DeGeneres , comentados por apresentadores como Jimmy Fallon, e a canção “Mamma mia” está nas primeiras posições nas rádios americanas.

    E foi com o single “Mamma Mia” que o grupo se apresentou na premiação do MTV europa 2021, na mesma ocasião o Maneskin foi indicado e venceu na categoria  rock do mesmo ano.

    Mas todo esse impacto é justificável? O que se pode ver até agora, sim. As canções do Måneskin são um hard rock rápido, sem firulas ou então canções melódicas suaves, emocionais. O baixo de Victoria De Angelis é bem presente, Thomas Raggi é um guitarrista virtuoso e Ethan Torchio tem uma batida marcante, Damiano David canta bem e tem uma voz peculiar, além disso, tem presença de palco e carisma. Todos são jovens, ousados, e estão se divertindo no palco. Nada é mais refrescante do que isso. Sem tédio ou blasé fazendo um favor para você. Måneskin gosta de palco, faz rock para se divertir, para se mostrar, para se exibir, para emocionar e para provocar, sem medos. Essa é a essência do rock. E a favor, ainda tem boas canções como: "Torna a Casa", "Morirò da re", "Zitti e Buoni", "Vent'Anni", “Coraline”, "I wanna be your slave", a versão de "Beggin" e recentemente "Mammamia".

    A questão é sempre a longevidade. Ninguém sabe se uma banda jovem tem talento para se manter para além da explosão inicial. Mas eu apostaria algumas fichas..





sexta-feira

DOZE CONSTATAÇÕES EVOLUTIVAS



1 - O outro não existe para te agradar ou para te desagradar. O outro existe para te ensinar.


2 - Ninguém é culpado pelo que estás sentindo. É tu que optas pelos sentimentos que tens neste exato momento. Só tu.


3 - A arte de viver sem expectativas, e sim com perspectiva é a chave para não se frustrar.


4 - Cura em ti o vício da necessidade de aprovação do outro. Só assim poderás desfrutar da ousadia e da confiança natural do teu espírito, da tua essência.


5 - Tu não tens controle de nada, por mais que acredites que tens. Lembra-te, daqui a pouco a Terra irá reivindicar o teu corpo e deixarás este planeta para ingressar numa nova fase de existência. Abre mão do controle, só assim terás domínio sobre ti mesmo e sobre a tua vida. Controle é um reflexo do medo, já o domínio é um reflexo do estado de ausência absoluta de tensão interna e do teu encontro com a paz.


6 - Não te descaracterizes para tentar "caber" no espaço apertado do pensamento que o outro tem em relação a ti. Isso não vai dar certo. Quando tu te anulas para agradar alguém, a tua luz apaga-se e é apenas tu, quem fica no escuro sentindo-te perdido.


7 - Não acredites no que os outros dizem para ti, por mais romântico e poético que possa ser. O que importa são as atitudes e não as palavras.


8 - Abandona o orgulho e o delírio de acreditar que tudo vai ser como tu queres, desejas ou necessitas.


9 - Tudo é passageiro. De perto a vida é uma tragédia, de longe é uma comédia. Daqui algum tempo irás rir de todos os dramas que criaste. Pois tudo passa. Tudo.


10 - Tu és responsável por tudo que está acontecendo na tua vida. Teus pensamentos e sentimentos predominantes irão formatar a tua realidade, quer tu queiras, quer não. Portanto, se quiseres mudar a tua realidade, muda teus pensamentos e sentimentos.


11 - Carência emocional não é a necessidade de receber, e sim de se dar. Só tu poderás suprir as tuas necessidades emocionais. Projetá-las em alguém é o mesmo que pedir para que alguém se alimente para saciar a tua fome.


12 - Vive com simplicidade e com mais realidade. Só assim, quem tu realmente és, vai surgir de verdade. Ri mais e não leve tudo tão a sério. Afinal de contas, a essência da vida é se descobrir e desfrutar dessa maravilhosa aventura chamada evolução.


(Joanna de Ângelis - Reforma Íntima)