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terça-feira

O País dos Hiperbóreos (Hiperbórea)

A Atlântida de Platão, que nós situamos entre a América do Sul e o trópico de Câncer , é, indubitavelmente, o mais célebre dos continentes desaparecidos. Na mesma linha de idéias , desde a antiguidade (Heródoto, Diodoro, Plínio, Virgílio), o homens acreditaram numa outra ilha sem dúvida lendária: o país dos hiperbóreos, situado na zona ártica.

É certo que numa era geológica muito recuada, o equador e os pólos mudaram de lugar, tanto assim que as regiões polares gozaram de um clima tropical e de uma flora luxuriante: será este gênero de recordação primi-histórica que os homens transmitiram uns aos outros?

A verdade é que a tradição fala de uma ilha de gelo rodeada por altas montanhas onde vivem os homens quase transparentes : os hiperbóreos. Navegadores gregos e babilônios teriam visto a ilha circundada pela sua corola diamantina, visão tão maravilhosa que eles ajoelharam e rezaram aos seus deuses.

O fulgor, sobre o gelo, provocava uma claridade irreal, e no interior do país reinava um calor doce, propício a uma vegetação verdejante. Não parecia existir o menor contato entre a ilha e o resto do mundo; no entanto, uma passagem secreta (subterrânea?) conduziria até ao sul da Alemanha. As mulheres hiperbóreas eram de uma beleza inigualável, e as que tinham nascido em cada família possuíam extraordinários dons de clarividência.

Quando a ilha se tornou inabitável " devido ao resfriamento dos pólos", escreve Sylvain Bailly, os seus habitantes emigraram para a Europa e a América, e – sempre segundo a tradição – as hiperbóreas conservaram os seus dons hereditários de beleza e vidência, escolheram maridos de alto valor e engendraram uma descedência feminina de elite, que ainda atualmente seria reconhecível pela sua excepcional inteligência aliada a uma grande beleza.

Ferecides de Ciros, iniciador de Pitágoras, teria sido descendente dos hiperbóreos.

Convém assinalar também que, numa segunda-feira, 13 de junho de 1961, partiu de Cuxhaven uma expedição arqueológica para procurar no fundo do mar , nas águas de Helgoland, os vestígios de Atlântida.

Era uma estranha idéia , essa de procurar a Atlântida sob o paralelo 54 (seria mais plausível a Hiperbórea) , mas certo do fato por ter decifrado, dizia, inscrições hieroglíficas no Alto Egito, as quais mencionavam que o império submergira nesse local. Já em 1953 Jurgen Spanuth julgara distinguir, sob as águas, os alicerces de uma cidade da qual chegara a tirar fotografias. O egiptólogo francês Émile Briollay, cinco homens – rãs e doze escanfandristas formavam o grupo que trabalhou em vão durante várias semanas: a Atlântida – ou Hiperbórea – não foi encontada.

O continente de Gondwana ou terra de Gond, no Antártico, é o equivalente da lendária ilha nórdica. É um continente copiado, decalcado sobre o mito hiperbóreo. Segundo certos tradicionalistas, nos nossos colégios e nas nossas grandes escolas encontra-se sempre um descendente de uma família de Gondwana: o aluno mais brilhante.

Fonte: História desconhecida dos homens - Robert Charroux

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