Panacéia dos Amigos

quarta-feira

CONSUMO DE ÁLCOOL E A ESPIRITUALIDADE



No espiritismo existe uma visão sobre cada acontecimento, sobre como tomamos nossas decisões e quais as consequências sobre cada uma.

Como sabemos o corpo de um homem que bebe muito álcool causa muitos estragos a sua saúde física, assim, mesmo após a sua morte, a decomposição se torna um processo mais demorado e por isso, o corpo espiritual se torna sobrecarregado por conta de um condicionamento causado pela bebida que foi ingerida.

Muitos desses espíritos que em vida praticaram certos abusos com o álcool, procuram corpos vivos que ofereçam esse tipo de prazer para que possam experimentar essas sensações de bebida que lhe ocasionam prazer, satisfazendo suas vontades. Essas pessoas vivas são humanos sensíveis a esse tipo de influência e são facilmente dominadas por esses tipos de espíritos que os utilizam como instrumentos.

Os espíritos que realizam essas práticas utilizando corpos de outras pessoas buscam estar presentes em lugares onde seus vícios são mais sustentados, como bares, festas com o consumo excessivo de álcool, nesses momentos, esses espíritos desencarnados agem com mais força e se utilizam das pessoas que ali estão.

O que muitos não sabem é que quando estão consumindo álcool, eles se tornam mais vulneráveis a esses espíritos pois o álcool realiza a função de anestesiar o controle do comportamento, o que acaba deixando essa brecha espiritual aberta e mais propícia a esses espíritos. O que eles fazem é se aproveitar das pessoas vulneráveis que ai se encontram e agir por meio delas.

Essa explicação da visão espírita também explica a euforia, agressividade, a depressão, a falta de comunicação, a falta de senso para suas atitudes o que o torna inconveniente e sem noção dos acontecimentos ao redor. Enfim, várias alterações de personalidade como se vários indivíduos ali estivessem em um só.

A visão espírita diante desses acontecimentos afirma que a pessoa que sofre desses males, que está sendo utilizada por esses espíritos que não estão em paz e que precisam satisfazer suas vontades utilizando cada um deles como objeto é que essas “marionetes vivas” precisam de um atendimento e uma assistência espiritual.

Ou seja, uma pessoa que bebem atraem no plano espiritual irmãos desorientados que se perderam nesse desvio, porque nossos defeitos não desaparecem com a morte já que a vida é imortal, e tais  tornarão a situação mais crítica. É preciso aliar a compreensão espiritual e se necessário, buscar o  tratamento médico adequado para que esse terrível drama possa ser adequadamente enfrentado e não nos tornemos vítimas nem ferramentas do mal aos irmãos espirituais que não sabem o que fazem.



quinta-feira

O OUTRO LADO DA VIDA



 Um discípulo procurou seu mestre e perguntou: 

- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte? 

O Mestre olhou para ele e respondeu: 

- Encontre-me novamente após o sol se pôr. 

O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta. Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou: 

- Você percebeu o que houve? O sol morreu… 

O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre. 

- Como assim mestre? Perguntou o discípulo. O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte. 

O mestre disse: 

- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte. Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha. 

Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas. 

O mesmo princípio rege a nossa alma. Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual. A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida. 



sábado

AS TRÊS PENEIRAS DE SÓCRATES



Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

 

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

 

- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

 

- Três peneiras? Que queres dizer?

 

- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

 

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

 

- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

 

Envergonhado, o homem respondeu:

 

- Devo confessar que não.

 

- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

 

- Útil? Na verdade, não.

 

- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

quarta-feira

A MÚSICA DE UMA VIDA




Entre os Himba da Namíbia, no sul da África, a data de nascimento de uma criança é fixada, não no momento de sua vinda ao mundo, nem na de sua concepção, mas muito antes: desde o dia em que a criança é pensamento na mente de sua mãe.

Quando uma mulher decide que vai ter um filho, ela se senta e descansa debaixo de uma árvore, e escuta até ouvir a música da criança que está nascendo. E depois de ouvir a música dessa criança, ela volta para o homem que será o pai da criança para ensiná-la aquela música. E então, quando fazem amor para conceber fisicamente o filho, cantam o canto do filho, a fim de convidá-lo.

Quando a mãe está grávida, ela ensina o canto desta criança para as parteiras e mulheres mais velhas da aldeia. Assim, quando o bebê nasce, as velhas e as pessoas ao seu redor cantam sua canção para recebê-lo.

Conforme a criança cresce, os outros moradores aprendem sua música. Para que se a criança cair ou se machucar, sempre haja alguém para pegá-la e cantar sua música para ela. Da mesma forma, se a criança fizer algo maravilhoso ou passar pelos ritos de passagem com sucesso, o povo da aldeia cantará sua canção para ela em homenagem a ela.

Na tribo, há outra ocasião em que os moradores cantam para a criança. Se em algum momento da vida a pessoa cometer um crime ou ato social aberrante, o indivíduo é chamado ao centro da aldeia e as pessoas da comunidade formam um círculo ao seu redor. Em seguida, eles cantam sua canção. A tribo reconhece que corrigir o comportamento antissocial não é uma questão de punição, mas de amar e lembrar quem você é. Quando você reconhece sua própria música, você não quer ou precisa fazer nada que possa prejudicar a outra pessoa.

E assim é durante toda a vida. No casamento, as canções são cantadas juntos. E quando, envelhecida, esta criança está deitada em sua cama, pronta para morrer, todos os aldeões conhecem sua canção, e cantam sua canção pela última vez. "


Por: Shomari Uhuru Vaz

sexta-feira

A ESCOLHA DOS PAIS COM OS QUAIS O ESPÍRITO VAI ENCARNAR COMO FILHO


A escolha dos pais com os quais o espírito vai encarnar (como filho) acontece justamente porque eles podem oferecer ao espírito a possibilidade de “ativar” determinados complexos de encarnações passadas.

Isto significa que a criança terá naquela família as dificuldades e facilidades necessárias para ela cumprir aquilo que foi planejado antes de nascer (missão de vida).

– O retorno do espírito para o corpo é planejado. A família em que ele nascerá será aquela capaz de propiciar o positivo e o negativo que ele precisa para evoluir.

- A escolha da família na qual um espírito vai reencarnar é determinada pelas qualidades e defeitos que fazem parte do núcleo familiar. Toda família possui características que estimulam positivamente ou negativamente a criança, que está em processo de formação.

Explico-me: uma mãe amorosa, mas medrosa, engravidou. Suas vibrações foram de profundo amor, aceitação e alegria. Junto veio o receio e a insegurança. O espírito que nascerá será estimulado por todos os sentimentos, pensamentos, vibrações e sensações da mãe. Tanto as vibrações de amor quanto as vibrações de insegurança (por exemplo) vão influenciar na formação do feto.

Suponhamos que esta mãe tenha medo de perder o emprego. Este conjunto de pensamentos, sentimentos, vibrações e sensações chega até o feto. O feto não tem condições de lidar com estes estímulos. Ele usa o “banco de dados” do espírito. O espírito é a referência, a memória e a percepção do feto. Ou seja, é o espírito quem dá sentido aos estímulos que chegam da mãe. Chamamos estes estímulos de dinamizadores, pois eles dinamizam e estimulam a memória espiritual, fazendo com que parte dela seja impregnada na mente do bebê antes dele nascer, durante o parto e mesmo depois do nascimento.

Suponhamos agora que em uma encarnação passada este espírito tenha passado fome por causa de desemprego. As vibrações da mãe dinamizam esta memória do espírito e o resultado poderá ser a ansiedade no feto. A ansiedade no feto gerará uma criança ansiosa (que terá que enfrentar o desafio da ansiedade em sua vida).

Desta forma, o bebê que nasce é uma continuidade do espírito que nele está encarnado. Ele nasce com informações de outras encarnações e do plano espiritual. O bebê não é uma página em branco, ele possui uma riqueza extraordinária de informações e recursos (é assim que se forma a personalidade do bebê).

A formação da mente é acompanhada pela entrada de conteúdo do espírito, que molda o novo corpo que está se formando.

Somos uma continuidade. Somos um corpo novo conduzido por um espírito antigo, que já teve muitas encarnações, possui muitos recursos, habilidades, conhecimentos, condicionamentos, traumas, etc.

Toda criança é um espírito repleto de vida e de história. É muito importante saber trabalhar com esta história e aproveitar os recursos que foram arduamente desenvolvidos em dezenas (ou centenas) de encarnações.

Lembre-se: o feto está ligado a um espírito que possui capacidade de percepção e memória. Os acontecimentos desta fase da vida são armazenados e influenciam a formação da mente do bebe. Desta forma, as primeiras memórias que o bebê terá serão um misto de memórias intrauterinas com memórias de encarnações passadas.

“A família é o campo de provas para a evolução do espírito;”

A mãe insegura (do exemplo anterior) deve se sentir culpada? Não, nunca. A escolha dela (e do pai) para receber aquele espírito deve-se ao conjunto de suas qualidades e dificuldades. O espírito nasce em um novo corpo para lutar, superar dificuldades e evoluir. Ele está reencarnando porque possui muito à aprender e amadurecer. As dificuldades que são dinamizadas na formação do feto JÁ estão presentes no espírito e devem ser por ele resolvidas.

Traduzindo: a família dinamiza somente aquilo que o espírito que está reencarnando carrega no “coração”. É igual na vida cotidiana: o que esperar de um ingrato? Ingratidão. E de uma pessoa desonesta? Desonestidade. Se alguém der um prato de comida para um ingrato, o que será dinamizado? Ingratidão. Talvez o ingrato pense e sinta raiva: “ela me deu arroz com feijão, deveria ter me dado macarrão”. Se esta pessoa for grata, ela não terá ingratidão por receber um prato de comida. Só é dinamizado o que está no “coração” desta pessoa. O que não existir, não pode ser estimulado.

Da mesma forma, se a mãe emitir vibrações de insegurança e o espírito for seguro, ela não irá dinamizar nada. Tudo de bom ou ruim que for dinamizado no espírito é porque já está presente neste espírito. Se no seu “coração” (espírito não tem coração, imagem simbólica) houver paz, o espírito sentirá paz mesmo que os pais não sintam esta paz. O que existir pode ser estimulado, o que não existir não será estimulado. O que for dinamizado (estimulado) será o que o filho terá de bom ou ruim para enfrentar.

Os filhos são uma benção para a família porque com sua personalidade única contribuem para que os pais também aprendam com eles. Todos aprendem, porque todos possuem muito à aprender e evoluir.


Por: Regis Mesquita (Formado em psicologia e especializado em Psicologia Junguiana, especialista em Terapia de Regressão, escritor e palestrante espírita)

quarta-feira

TRABALHO INTERIOR


Um dia, uma pessoa subiu a montanha onde se refugiava uma mulher eremita que estava meditando e perguntou-lhe:

- O que você está fazendo nessa solidão?, Ao que ela respondeu:

- Eu tenho um monte de trabalho.

- E como você pode ter tanto trabalho? Não vejo nada por aqui ...

- Tenho que treinar dois falcões e duas águias, tranquilizar dois coelhos, disciplinar uma cobra, motivar um burro e domar um leão.

- E onde estão eles que não os vejo?

- Eu os tenho dentro.

Os falcões se lançam sobre tudo que vem pela frente, bom ou ruim, tenho que treiná-los para pular em coisas boas. Eles são meus olhos.

As duas águias com suas garras machucam e destroem, eu tenho que ensiná-las a não causar danos. Eles são minhas mãos.

Os coelhos querem ir para onde querem, não para enfrentar situações difíceis, tenho que ensiná-los a ter calma mesmo que haja sofrimento, ou tropeço. Eles são meus pés.

O burro está sempre cansado, é teimoso, não quer carregar sua carga muitas vezes. É meu corpo.

O mais difícil de domar é a cobra. Embora ela esteja trancada em uma gaiola forte, ela está sempre pronta para morder e envenenar qualquer pessoa ao seu redor. Eu tenho que discipliná-la. É minha língua.

Eu também tenho um leão. Oh ... quão orgulhoso, vaidoso, ele pensa que é o rei. Eu tenho que domá-lo. É meu ego.

- Eu tenho um monte de trabalho..


sexta-feira

COMO LIDAR COM AS PERTURBAÇÕES ESPIRITUAIS




Para se compreender as perturbações espirituais é necessário entender primeiro como elas acontecem.


“É pelo pensamento que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo”. (Livro dos Espíritos, questão 833).


E será que os espíritos podem influenciar nossos pensamentos e nossas ações? Esclarece a Doutrina Espírita, que muito mais do que supomos.


Esse intercâmbio entre as duas esferas, material e espiritual, acontece frequentemente e chamam atenção para a necessidade de cuidar da qualidade dos pensamentos, quando se deseja criar sintonias positivas.


Segundo  explica a física quântica, tudo que a mente pode conceber e acreditar, ela pode realizar, mostrando o grande poder das ondas do pensamento.


A partir desses conceitos compreende-se que quando essas frequências do pensar sofrem interferências negativas, as perturbações espirituais passam a acontecer, permitindo um elo entre emissor e receptor.


Muitas vezes, essas influências ocultas são tão sutis que nem mesmo se percebe, criando-se espaço para um processo obsessivo, cujo ponto de ligação entre obsessores e obsediados são os pensamentos e os sentimentos, que alimentam um ao outro.


Para se libertar dessas influencias espirituais menos felizes que causam o desequilíbrio é preciso buscar melhorar o padrão vibratório e a mudança no comportamento diário, procurando se afastar das influencias negativas pelo pensamento.


A harmonia espiritual nasce do desejo profundo de se libertar da influência de “mentes menos felizes”, perseverando no caminho da luz, capaz de combater a escuridão interior.


Enquanto a ignorância aprisiona, o despertar para a realidade do espírito com todo seu potencial criador sobre pensamentos e desejos, apresenta um caminho de infinitas possibilidades rumo à evolução.  Nos alertou Jesus:  “A minha paz vos deixo. A minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo