Salvou a educação do filho de uma família desconhecida com 15 dólares. Décadas depois, ela descobriu por que ele estava procurando por ela.
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Panacéia dos Amigos
segunda-feira
UM GESTO DE BONDADE MULTIPLICADO
terça-feira
UM FÃ DOS BEATLES DE 108 ANOS
Em plena Beatlemania dos anos 60, quando multidões de jovens gritavam por Lennon e McCartney, um fã muito especial surpreendia desde a Inglaterra. Não era um adolescente, nem um jovem de 20 anos, nem mesmo um homem de meia idade. Era John Mosely Turner, um carpinteiro aposentado, cego, nascido em 1856... e fã dos Beatles aos 108 anos.
Tinha vivido um mundo muito diferente: fumaça de fábricas, jornadas intermináveis de trabalho, um século XIX onde se divertir era um luxo. Mas em sua velhice, sentado na casa que tinha construído com suas próprias mãos, encontrava alegria no rádio. Especialmente quando os Beatles tocavam, cujas músicas eram conhecidas de cor.
Turner concedeu várias entrevistas e repetia sempre a mesma coisa: que os jovens dos anos 60 tinham sorte de poder dançar e curtir, porque na sua juventude só havia lugar para trabalhar.
Faleceu em 1968, com 111 anos, logo depois de ver a música que amava se tornar um fenômeno mundial. Um homem nascido sob o reinado da Rainha Vitória, que sobreviveu a guerras e mudanças de época, terminou seus dias se emocionando com Hey Jude e She Loves You.
Sua história é um lembrete de que a música não tem idade: une crianças, avós... e até os bisavós do século XIX.
quarta-feira
EPISÓDIO DE CHICO XAVIER
Certa vez, um amigo abordou o médium e perguntou-lhe:
– Chico, em sua opinião, qual é o homem mais rico?
Como se estivesse a ouvir a voz de Emmanuel nos escaninhos da alma, o médium respondeu:
– Para mim, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades...
Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:
– E o homem mais justo e sábio?...
Com a mesma espontaneidade, ele esclareceu:
– O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever...
– Mas – insistiu, certamente, interessado em alguma revelação que lhe facilitasse a vida
– o que você está me dizendo é o óbvio...
Com o fraterno sorriso de sempre, sem se deter na tarefa de atendimento aos que lhe procuravam a palavra, Chico redarguiu:
– Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio...
Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma.
Nada mais óbvio que a Verdade!
O nosso problema é justamente este: queremos alcançar Céu, vivendo fora do óbvio na Terra!...
quinta-feira
SONETO DA SEPARAÇÃO - VÍNICIUS DE MORAES
De repente
do riso fez-se o pranto
Silencioso
e branco como a bruma
E
das bocas unidas fez-se a espuma
E
das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De
repente da calma fez-se o vento
Que
dos olhos desfez a última chama
E da
paixão fez-se o pressentimento
E do
momento imóvel fez-se o drama.
De
repente, não mais que de repente
Fez-se
de triste o que se fez amante
E de
sozinho o que se fez contente.
Fez-se
do amigo próximo o distante
Fez-se
da vida uma aventura errante
De
repente, não mais que de repente.
A ROSA DE HIROSHIMA - VÍNICIUS DE MORAES
Pensem
nas crianças
Mudas
telepáticas
Pensem
nas meninas
Cegas
inexatas
Pensem
nas mulheres
Rotas
alteradas
Pensem
nas feridas
Como
rosas cálidas
Mas
oh não se esqueçam
Da
rosa da rosa
Da
rosa de Hiroxima
A
rosa hereditária
A
rosa radioativa
Estúpida
e inválida.
A
rosa com cirrose
A
antirrosa atômica
Sem
cor sem perfume
Sem
rosa sem nada.
POEMA EM LINHA RETA - FERNANDO PESSOA
Nunca
conheci quem tivesse levado porrada.
Todos
os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E
eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu
tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente
sujo.
Eu,
que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu,
que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que
tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que
tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que
tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que
quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu,
que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu,
que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu,
que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem
pagar,
Eu,
que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para
fora da possibilidade do soco;
Eu,
que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu
verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda
a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca
teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca
foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…
Quem
me dera ouvir de alguém a voz humana
Que
confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que
contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não,
são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem
há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó
príncipes, meus irmãos,
Arre,
estou farto de semideuses!
Onde
é que há gente no mundo?
Então
sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão
as mulheres não os terem amado,
Podem
ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E
eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como
posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu,
que venho sido vil, literalmente vil,
Vil
no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro
de Campos"
VERSOS ÍNTIMOS - AUGUSTO DOS ANJOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro
de sua última quimera.
Somente
a Ingratidão – esta pantera –
Foi
tua companheira inseparável!
Acostuma-te
à lama que te espera!
O
homem, que, nesta terra miserável,
Mora,
entre feras, sente inevitável
Necessidade
de também ser fera.
Toma
um fósforo. Acende teu cigarro!
O
beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A
mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se
alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja
essa mão vil que te afaga,
Escarra
nessa boca que te beija!
sexta-feira
EU SOU UM PACOTE DE ESFORÇOS VÃOS AMARRADOS - THOREAU
Sou
um embrulho de esforços vãos amarrados
Por
um laço casual,
Balançando
para um lado e para o outro, seus elos
Foram
feitos tão frouxos e largos,
Acho,
Para
o clima mais ameno.
Um
buquê de violetas sem raízes,
E
azedinhas misturadas,
Circundado
por um fio de palha
Uma
vez enrolado em seus brotos,
A
lei
Pela
qual estou fixado.
Um
ramalhete que o Tempo arrancou
Daqueles
belos campos Elísios,
Com
ervas daninhas e caules quebrados, às pressas,
Faz
a ralé debandar
Que
desperdiça
O
dia em que ele cede.
E
aqui eu floresço por uma curta hora invisível,
Bebendo
meus sucos,
Sem
raiz na terra
Para
manter meus galhos verdes,
Mas
permaneço
Em
uma xícara nua.
Alguns
brotos tenros foram deixados em meu caule
Em
imitação da vida,
Mas
ah! As crianças não saberão,
Até
que o tempo as tenha murchado,
A
desgraça
Com
a qual estão cheias.
Mas
agora vejo que não fui colhido em vão,
E
depois
colocado
no vaso de vidro da vida enquanto pude sobreviver,
Mas
por uma mão bondosa, trazido
Vivo
a um
lugar estranho.
Esse
estoque assim reduzido logo redimirá suas horas,
E
por mais um ano,
Como
Deus sabe, com ar mais livre,
Mais
frutos e flores mais belas
Darão,
Enquanto
eu aqui definho.
FUI PARA A FLORESTA - THOREAU
“Fui
para a floresta porque desejava viver deliberadamente, encarar apenas os fatos
essenciais da vida e ver se conseguiria aprender o que ela tinha a ensinar, e
não, quando chegasse a hora da morte, descobrir que não tinha vivido.
Não
desejava viver o que não era vida, viver é tão caro; nem desejava praticar a
resignação, a menos que fosse absolutamente necessário. Queria viver
profundamente e sugar toda a medula da vida, viver de forma tão robusta e
espartana a ponto de destruir tudo o que não era vida, abrir uma ampla faixa e
raspar rente, encurralar a vida e reduzi-la aos seus termos mais baixos e, se
ela se mostrasse mesquinha, por que então descobrir toda a sua mesquinharia
genuína e divulgá-la ao mundo?
Ou,
se fosse sublime, conhecê-la por experiência e ser capaz de dar um relato
verdadeiro dela na minha próxima excursão?”
AO JARDIM, O MUNDO - WALT WHITMAN
Ao jardim, o mundo, renovado em ascensão,
Parceiros potentes, filhas, filhos, em prelúdio,
O amor, a vida de seus corpos, ser e sentido,
Curioso, contemple aqui minha ressurreição, após o sono;
Os ciclos em revolução, em seu amplo movimento, aqui me trouxeram
outra vez,
Amoroso, maduro – tudo belo para mim – tudo maravilhoso;
Meus membros, e o fogo trêmulo que folga neles, pelos
mais maravilhosos motivos;
Existindo, eu perscruto e penetro ainda,
Contente com o presente – contente com o passado,
Ao meu lado, ou atrás de mim, Eva me seguindo,
Ou à frente, e eu a segui-la do mesmo jeito.
quinta-feira
DARKNESS (BREU) - LORD BYRON
Darkness
Breu (trecho inicial)
I had a dream, which was not all a dream.
Eu
tive um sonho que não foi de todo um sonho.
The bright sun was extinguish’d, and the stars
A
luz do sol estava extinta, enquanto estrelas
Did wander darkling in the eternal space,
Erravam
pelo espaço, escuras e sem rumo;
Rayless, and pathless, and the icy earth
Enregelada, a Terra trôpega oscilava
Swung blind and blackening in the moonless air;
Sem
lua no vazio, às cegas e soturna;
Morn came and went – and came, and brought no day,
Veio
a manhã, se foi, voltou – não trouxe o dia;
And men forgot their passions in the dread
E os
homens, no pavor de tanto cataclismo,
Of this their desolation; and all hearts
Perderam
suas paixões; os corações gelaram
Were chill’d into a selfish prayer for light:
Numa
egoísta prece pela luz: viviam
And they did live by watchfires – and the thrones,
Acerca
das fogueiras – tronos e palácios
The palaces of crowned kings – the huts,
De
imperadores coroados – os casebres,
The habitations of all things which dwell,
E a
habitação de tudo o que morava ardia
Were burnt for beacons; cities were consum’d,
Para
os fanais; cidades foram consumidas,
And men were gather’d round their blazing homes
E os
homens se ajuntavam ao redor dos lares
To look once more into each other’s face;
Em
fogo para olhar mais uma vez a face
Happy were those who dwelt within the eye
Uns
dos outros; felizes os que se abrigaram
Of the volcanos, and their mountain-torch:
No
olho dos vulcões, montanhas-facho; tudo
A fearful hope was all the world contain’d;
O
que o mundo continha então era a esperança
Forests were set on fire – but hour by hour
Atônita;
as florestas todas incendiadas –
They fell and faded – and the crackling trunks
Vinham
abaixo de hora em hora, o tronco dava
Extinguish’d with a crash – and all was black.
O
derradeiro estalo, desabava e rápido
The brows of men by the despairing light
Sumia
– e a cor de tudo era o carvão. A
cara
Wore an unearthly aspect, as by fits
Dos
homens sob a luz desoladora tinha
The flashes fell upon them; some lay down
Aspecto
tão bizarro como se riscada
And hid their eyes and wept; and some did rest
De
raios; uns choravam, ocultando os olhos;
Their chins upon their clenched hands, and smil’d;
Alguns
sorriam, segurando o queixo; e outros,
And others hurried to and fro, and fed
Num
vaivém frenético jogavam óleo
Their
funeral piles with fuel, and look’d up
Em
suas próprias piras funerais; no agito
With mad disquietude on the dull sky,
Febril,
miravam um céu monótono, borrão
The pall of a past world; and then again
De
um mundo já passado; e a praguejar, rolavam
With curses cast them down upon the dust,
No
pó, rangendo os dentes e soltando uivos:
And gnash’d their teeth and howl’d: the wild birds
shriek’d
Os pássaros selvagens, aterrorizados,
And, terrified, did flutter on the ground,
Batiam
contra a terra as asas imprestáveis;
"SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO" - SHAKESPEARE
“Ser
ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em
nosso espírito sofrer pedras e setas
Com
que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou
insurgir-nos contra um mar de provocações
E em
luta pôr-lhes fim? Morrer… dormir: não mais.
Dizer
que rematamos com um sono a angústia
E as
mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer
para dormir… é uma consumação
Que
bem merece e desejamos com fervor.
Dormir…
Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois
quando livres do tumulto da existência,
No
repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem
fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que
impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem
sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O
agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda
a lancinação do mal-prezado amor,
A
insolência oficial, as dilações da lei,
Os
doestos que dos nulos têm de suportar
O
mérito paciente, quem o sofreria,
Quando
alcançasse a mais perfeita quitação
Com
a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo
e suando sob a vida fatigante,
Se o
receio de alguma coisa após a morte,
–Essa
região desconhecida cujas raias
Jamais
viajante algum atravessou de volta –
Não
nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O
pensamento assim nos acovarda, e assim
É que
se cobre a tez normal da decisão
Com
o tom pálido e enfermo da melancolia;
E
desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas
de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se
de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação".
AMOR É FOGO QUE ARDE - CAMÕES
Amor
é fogo que arde sem se ver,
é
ferida que dói, e não se sente;
é um
contentamento descontente,
é
dor que desatina sem doer.
É um
não querer mais que bem querer;
é um
andar solitário entre a gente;
é
nunca contentar-se de contente;
é um
cuidar que ganha em se perder.
É
querer estar preso por vontade;
é
servir a quem vence, o vencedor;
é
ter com quem nos mata, lealdade.
Mas
como causar pode seu favor
nos
corações humanos amizade,
se
tão contrário a si é o mesmo Amor












