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quarta-feira

QUEEN (God save the Queen)

Tanto tempo com este blog e evitei falar sobre o Queen, afinal, o que poderia ser escrito que já não foi escrito? Ora, além das informações básicas que qualquer um pode alcançar na internet hoje em dia, a função do blog e passar a visão particular do blogueiro e isso eu posso oferecer. Mas o Queen..faz tão parte da minha história com música que não é das tarefas mais fáceis. Ainda pior acontece com os Beatles que até hoje não escrevi um texto que me contentasse, mas enfim, de tentativa em tentativa..


Não me lembro exatamente quando ouvi o Queen pela primeira vez, mas provavelmente foi por causa de uma matéria sobre a primeira apresentação da banda no Brasil no jornal nacional em 1983/4. Apesar de moleque que era eu não perdia uma edição porque gostava muito de saber as coisas, era uma janela de informação o que, para mim um garoto de sítio, era empolgante. Bem, não perdia nenhuma edição, então, pude assistir uma matéria sobre a comoção do público e banda durante a apresentação do “Love of my Life”. Então assisti Highlander, o filme que só deveria haver um (“Só pode haver um”)! E que, ainda não passei meu parecer nostálgico sobre este clássico que entra para a lista (Feitiço de Áquila, por exemplo e outros). Voltando ao Queen, outro clássico “Who wants to live forever”, claro que não identifiquei a banda, mas ouvindo rádio foi fácil (na época de o radialista se dava o trabalho de anunciar a música e o intérprete) saber. Passei a ouvir e saber que era o Queen:  “Radio Ga Ga”, “Under Pressure” “I Want to Break Free”, “Friends Will Be Friends”, genial. Não vi o Live Aid, quando pude assistir vi o Eurythimics e fiquei fã, até hoje. Mas, na época a única TV era disputada e o moleque de 09 anos querendo ver rock, não era exatamente o sócio-majoritário!


O tempo passou e continuei curtindo o Queen, assistindo o que podia, infelizmente veio a notícia da morte de Freddie Mercury. Fiquei como qualquer fã, muito triste. Ainda mais que com praticamente zero de informações que eu tinha nem desconfiava que estivesse doente. E foi assim, soube que estava doente em um dia, e faleceu no outro. Vi a matéria no Jornal Nacional e tudo o mais. Triste. Um pouco adiante finalmente chegou o videocassete, uma certa liberdade de descobertas surgiu. Enfim, coloquei a mão no Greatest Flix ll e acreditem: finalmente ouvi canções ainda não escutadas.  
 
                                                                   
Virei fanático imediatamente. Depois assisti o tributo na mesma época da realização praticamente. E tudo foi muito fantástico, corri atrás de biografias e histórias, mais canções (oficiais, acústicas, carreira solo, versões), enfim tudo o que um grande fã tem que fazer. Tinha uns quinze anos na época, era uma época de descobertas musicais incríveis especialmente do Rock Inglês.


Partindo do principio que talvez você não conheça, um pequeno resumo: Queen foi uma banda britânica de rock, fundada em meados de 1970. O grupo, formado por Brian May (guitarra e vocais), Freddie Mercury (vocais e piano), John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria e vocais) é frequentemente citado como um dos expoentes do seu estilo, também sendo um dos recordistas de vendas de discos a nível mundial. A música da banda também é conhecida por ser altamente eclética, passeando por várias vertentes do rock.


Originalmente, o Queen surgiu a partir da banda Smile, formada por Brian May, Roger Taylor e o baixista Tim Staffell. Com a dissolução desse conjunto, Freddie Mercury e John Deacon, juntamente com May e Roger fundaram um novo grupo em meados de 1970. Os seus dois primeiros álbuns alcançaram pouco sucesso, até que tornaram-se internacionalmente conhecidos através dos álbuns Sheer Heart Attack e principalmente por A Night at the Opera, cujos singles "Bohemian Rhapsody" e "You're My Best Friend" alcançaram bons desempenhos nas paradas. Mais tarde, a popularidade do quarteto estendeu-se com News of the World, em 1977, devido aos hits "We Will Rock You" e "We Are the Champions".
  
Bem como com "Crazy Little Thing Called Love" e "Another One Bites the Dust", do elogiado The Game, de 1980.
Durante a década de 1980, o Queen passou a adotar sintetizadores nas suas músicas, e apesar de alguns sucessos como "Under Pressure", a banda recebeu fortes críticas da mídia especializada, perdeu grande parte de sua popularidade em território norte-americano e passou por crises internas, mesmo mantendo a sua formação. Em contrapartida, The Works conteve os singles "Radio Ga Ga" e "I Want to Break Free", que alcançaram grande notoriedade no Reino Unido e em países da América do Sul, como o Brasil e Argentina. Em 1985, o conjunto realizou uma das suas performances mais memoráveis no evento Live Aid.


Anos depois, o vocalista Freddie Mercury contraiu o vírus da AIDS/SIDA, e após o lançamento de The Miracle e Innuendo, o artista morreu aos 45 anos de idade. Em 1995, foi lançado o último trabalho inédito do quarteto, Made in Heaven, e o baixista John Deacon aposentou-se do mundo musical.

Nos anos seguintes, Brian May e Roger Taylor seguiram com as suas carreiras solo, também tocando com vários músicos convidados. Dentre eles, destacam-se Paul Rodgers e Adam Lambert, com quem formaram, respectivamente, o Queen + Paul Rodgers e Queen + Adam Lambert. O Queen já vendeu mais de trezentos milhões de discos ao redor do mundo, tendo lançado quinze álbuns inéditos, várias coletâneas e trabalhos em vídeo. O grupo foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 2001 e ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2005.




Agora, alguns adendos: Queen, meu amigo(a), é uma banda extraordinária por alguns motivos peculiares. Primeiro, teve um dos melhores (se não o melhor) vocalista e frontman de todos os tempos. Talvez, possamos ter dificuldade sobre a voz porque muitos bons vocalistas são adequados as propostas de suas bandas e foram  ou ainda são notáveis, mas indiscutivelmente Mercury tinha a voz mais potente e portanto mais versátil. Como frontman, não tenho dúvida que foi o melhor, ninguém dava um show como ele, e sem necessidade de pirotecnia excessiva porque palco mais simples que o Live Aid não houve e no entanto, assista a apresentação para testemunhar um frontman com a platéia nas mãos!
 

Segundo, todos os integrantes eram grandes músicos. Não tinha ninguém amador ali, eram profissionais dedicados aos seus instrumentos, viravam dias de ensaio, queriam entregar o melhor show. Sabiam o que faziam.

 

 
          
Terceiro, todos com alto grau de instrução. Freedie era especialista em design e moda o que criava o visual do Queen e os logotipos, Brian May é atualmente Doutor em Astrofísica e já foi reitor de universidade em Londres (e ainda toca aquela guitarra), John Deacon é formado em eletrônica e Roger Taylor é formado em ondontologia e nerd de carteirinha especialmente versado em ficção científica.
 
E artes! Todos curtiam artes em suas manifestações várias. Teatro, óperas, Rock, pinturas, moda, filmes, HQs, enfim, tudo isto acabou por influenciar na música do Queen.


Quarto, gostavam de apresentações ao vivo. Na verdade, todos sabemos que são poucos os que atingem sucesso musical que REALMENTE gostam de multidões e grandes shows. O Queen era uma exceção e voraz. Gostavam de grandes shows, amavam as enormes multidões, queriam sempre mais!  Muito pé na estrada. Muito profissionalismo, equipamento de primeira, instrumentos de primeira, músicos de primeira, e os maiores públicos que pudessem conseguir, e muito prazer em tocar! Isto faz a diferença!




            


Uma curiosidade: Li recentemente o livro “Freddie Mercury” de Leslie-Ann Jones e recomendo à todos. Uma parte engraçada e que eu não imaginava é que o grupo gostava de fazer grandes festas daquelas dignas das orgiásticas celebrações destinadas a divindade greco-romana de Baco. Duravam horas a fio, às vezes dias, e chegaram a deixar repórteres que participaram traumatizados por um bom tempo.



Queen + Paul Rodgers  


Com o passar do tempo  Roger e Brian queriam voltar, John não, mas liberou os dois a seguir em frente com o nome da banda e tudo o mais. A primeira tentativa foi com o vocalista Paul Rodgers. A idéia deste retorno não me agradou, mas ficou ainda pior quando ouvi o vocalista. Não é culpa dele, canta bem, mas não se encaixava com o Queen. Claro que não é tarefa das mais gratas você substituir o vocalista frontman quase mítico como Mercury, mas a verdade é que não tinha nada a ver, e por mais boa vontade que se tivesse..foi péssimo.



Queen + Adam Lambert

 
Deixaram esta parceria de lado, e achei que estavam satisfeitos, mas anos depois, retornaram com Queen + Adam Lambert. Pensei:  “ E agora? O que será?”, por sorte tudo atualmente é bem mais rápido, bastou correr no youtube e assistir. Meu primeiro pensamento foi “Ok, ele é gay o suficiente!”, ressalto isso não como pejorativo, mas a tradução de “gay” é alegre, solto, e claro estou levando tudo no ambíguo, mas o que realmente quis dizer é que ele era divertido, solto e algumas canções do Queen pedem isso, quer dizer, como você vai cantar “Killer Queen” com cara de Chuck Norris?

          
E como fã notei outras coisas importantes: Adam canta bem, canta bem mesmo, não, não é Freddie Mercury, aliás, ninguém será, mas ele manda bem. Ele respeita Freddie, dá para notar que é um fã, ele não quer superar ou igualar, ele quer cantar este repertório, apenas isto e tudo certo.

Queen + Adam Lambert
O mais importante: Notar a felicidade de Brian May e Roger Taylor com a performance do garoto que é evidente. Os caras estão felizes. Felizes com o garoto, felizes por estarem em palcos de novo, felizes pelas multidões, felizes por estarem vivos. Então, meus caros, que se dane! Posso ver Brian e Roger sorrindo no palco e tudo é lucro. LONGA VIDA AO QUEEN e valeu Adam!


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