Panacéia dos Amigos

VISITAÇÃO

quinta-feira

Perdendo os dentes



“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
 Martin Luther King
Na infância quando um dente cai tudo é uma brincadeira porque se trata do “dente-de-leite” que logo será substituído pelo dente permanente.  A partir de então, todos os cuidados com a higiene bucal são ainda mais importantes porque a perda de qualquer dente permanente é uma perda muito prejudicial à mastigação e conseqüentemente a todo o organismo.

Fazendo uma analogia simples podemos dizer que muitos setores de trabalho padecem de uma péssima “mastigação” e digestão de seus trabalhos porque por maus cuidados perdem-se muitos de seus dentes “permanentes”, ou seja, funcionários sem experiência ainda aprendendo suas tarefas podem ser substituídos, mas funcionários com prática é uma perda que pode ser restaurada, mas, não sem custo e tempo consideráveis.

Para manter uma boa dentição você precisa dos cuidados constantes utilizando material adequado de escovação e visitas ao dentista de tempos em tempos para reavaliar a situação da arcada dentária, do contrário, pagamos com nossa ignorância perdendo dentes.

Do mesmo modo se um funcionário não conta com os meios adequados de trabalho e uma reavaliação de suas condições de tempos em tempos o que temos é uma displicência por parte do empregador que não sabe cuidar bem de sua empresa.

O que temos então é uma empresa que dia após dia vai realizando um trabalho cada vez mais deficiente no fornecimento do combustível para todo o organismo-empresarial. Um organismo movido a combustível de resultados eficientes e positivos que geram o desenvolvimento que toda a firma necessita para se manter no mercado.

No banquete dos resultados positivos e do sucesso, uma empresa “banguela” conseguirá, no máximo, tomar sopa.

 

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segunda-feira

Esse tal de “KNOW-HOW”




-“Ih, olha com esse tipo de problema é melhor você falar com o Sr. Fulano, ele sabe tudo sobre isso”!

Este tipo de situação que todos já vivenciamos várias vezes demonstra perfeitamente o que é o Know-How. É aquela rara capacidade baseada na experiência de quem conhece tudo sobre o seu trabalho na qual a prática criou nele a flexibilidade do improviso com soluções criativas e eficientes. 

Um funcionário experiente conhece “o caminho das pedras” para solucionar os desafios que surgem no trabalho e que teoria nenhuma poderia prever, ou mesmo a experiência em outras situações poderia ajudar a solucionar porque, por exemplo, os serviços de produção e de administração dentro de uma fábrica, são de igual importância, mas de realidades distintas. Para auxiliar um setor ou outro é preciso ouvir pessoas que trabalham nele e que conhecem sua realidade.

Certamente estamos nos referindo a funcionários que fazem a diferença positiva, não há sentido em valorizar funcionário experiente, mas improdutivo, mas menos ainda em perder um funcionário qualificado e experiente que pode oferecer soluções criativas ou minimizar em qualquer situação criando uma situação de segurança para os iniciantes.

A renovação de funcionários é de grande importância, mas igualmente importante ou ainda mais é a valorização do funcionário de carreira. Funcionários que tenham uma reconhecida contribuição de qualidade e pró-atividade dentro do seu setor oferecendo a melhor tradução dos bons serviços que o setor deseja prestar são inestimáveis. E ainda, tais funcionários são responsáveis pela permanência e desenvolvimento dos bons serviços porque encurtam o caminho dos iniciantes até esse padrão oferecendo a eles a sua experiência.

Como dizem “Know-How” não se compra, se adquire e a não valorização deste diferencial faz com que se perca a clareza, dinâmica e eficiência do trabalho. Porque o caminho percorrido se perde. É como demolir uma casa sendo que faltava apenas colocar o telhado para dar seqüência à construção.

Em suma, a boa gestão de Recursos Humanos que vise obter o melhor desempenho possível dos funcionários em prol do desenvolvimento de seu setor está diretamente ligada, sim, à valorização de todos os funcionários, mas, certamente valoriza com especial atenção aqueles que já oferecem com propriedade e experiência a qualidade de serviços desejada pelos empregadores e seus clientes. Porque este “Know-How” será a referência que minimizará erros e potencializará resultados eficientes e produtivos.

sexta-feira

Uma questão de gestão e digestão de pessoas



"O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento."
John Fitzgerald Kennedy

Recentemente e oportunamente assisti um filme chamado “O homem que mudou o jogo” que conta a história de Billy Beane, o gerente do time de baseball Oakland Athletics. Com pouco dinheiro em caixa e a ajuda de Peter Brand, ele desenvolveu um sofisticado programa de estatísticas para o clube, que fez com que ficasse entre as principais equipes do esporte nos anos 80.

Beane não tinha recursos financeiros para fazer com que seu time pudesse crescer, então investiu tudo o que pôde em jogadores que, a princípio, não chamavam atenção dos grandes investidores, mas que as estatísticas não mentiam: eles tinham valor. A questão é que os jogadores necessitavam de um trabalho de motivação e treinamento.

Com a ajuda de seu auxiliar Brand, Billy Beane cuidou de treiná-los e conversar com cada um, analisar o perfil, encontrar a melhor posição no time e principalmente, buscou incentivá-los a pensar como um time, jogar como um time e desejar vitórias para o time.

Todos os setores públicos e privados dependem do capital humano. Sua gestão adequada é o segredo do sucesso ou fracasso de uma administração. Quando as pessoas perdem a motivação, perdem também a liberdade de usar o seu talento e se encarceram na mesmice. Brand compreendeu esta situação. Ele buscou na medida de suas possibilidades melhorar as condições de trabalho de seus jogadores, deu a alguns oportunidades que outros times negaram e obteve com estes pequenos investimentos vitórias incríveis que times maiores com muitos mais recursos não conseguiram.

A gestão de pessoas está ligada a digestão de suas dificuldades e necessidades. São situações que precisam ser processadas, digeridas e transformadas. Quando um gestor observa com atenção e cuidado seus funcionários oferecendo condições e orientação está realizando um investimento valioso em seu próprio negócio. Para exigir que um funcionário “vista a camisa” é preciso antes lhe dar a camisa. 

Aplicando método, treinamento e um gerenciamento que vise uma orientação próxima e adequada estamos compreendendo que o mais valioso capital de qualquer setor é o capital humano. Este capital que quando recebe o investimento adequado é criativo, dinâmico e eficiente gerando benefícios para todos em um circulo virtuoso de vitórias.