Panacéia dos Amigos

VISITAÇÃO

sexta-feira

Fábulas - Leão e Asno

Um Leão e um Asno combinaram que iriam caçar juntos. Em sua busca por presas, logo os caçadores viram um grupo de Cabras Selvagens que se esconderam numa caverna, e então resolveram traçar um plano para capturá-las. O Asno entraria na caverna e se encarregaria de atraí-las para fora. O Leão, claro, ficaria do lado de fora à espreita, pronto para atacá-las, tão logo de lá saíssem.

O plano funcionou com perfeição. Estando as Cabras tranqüilas, distraídas e confiantes de que estavam em segurança no seu retiro, não perceberam que o Asno ali adentrara. O animal invasor, de surpresa, fez um barulho tão assustador, pulando e zurrando, com toda força que lhe era possível dispor, que as Cabras, tomadas de pânico, não tiveram outra reação senão correrem para todos os lados assustadas.

E logo, um pouco recuperadas do susto, conseguiram encontrar a saída do confinamento, e julgando que estariam mais seguras do lado de fora, saíram dali correndo em disparada, apenas para caírem indefesas nas garras do Leão que, de prontidão, as aguardava à entrada da caverna.

Orgulhoso do seu feito, o Asno saiu para fora da caverna e disse: “Você viu como coloquei todas à correr?”.

Ao que o Leão respondeu: “Sim, sem dúvida, e se eu não conhecesse você tão bem, certamente que faria a mesma coisa que elas”.

Moral da História:

O fanfarrão com seu vozeirão e exibicionismo, não é capaz de impressionar aqueles que já o conhecem.

Autor: Esopo

Fábulas - O Mosquito e o Touro

Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: "Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!"

Ao que lhe respondeu o Touro: "Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar, e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre."

Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.

Autor: Esopo

Moral da História: Quanto menor a mente, maior a presunção.

quinta-feira

Fábulas - As Duas Cabras

Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas.

O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo, com segurança.

Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia. Exceto aquelas Cabras.

Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando separadas pela funda garganta.

Então resolveram, ao mesmo tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permaneceria naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.

Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio. .

Autor: Esopo

Moral da História:

É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da teimosia.

Desabafo - Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "

"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

quarta-feira

Arquitetura gótica e os templários

Um núcleo, provavelmente ultra secreto, dos Templários,formado à liderança da Ordem (seria esse o pequeno grupo dos cavaleiros do Graal), dispunha, por meio das tábuas completas da lei, de um conhecimento ainda hoje fora do alcance da humanidade. Por exemplo, podemos provar que os Templários não só racionalizou como também revolucionou a agricultura. No tempo do florescimento da Ordem do Templo, surgiu a arquitetura gótica.

Curiosamente, esse "aparecer" foi repentino, e não resultado de um crescimento orgânico e lento. O goticismo não cresceu da arquitetura romana que a precedeu. Era algo completamente novo. Subitamente estava lá. A arquitetura romana baseia-se numa força que age de cima para baixo; a cúpula redonda pressiona com seu peso os muros e estabiliza dessa maneira a construção. Os arcos pontudos da catedral gótica baseiam-se exatamente no princípio contrário: a pressão age de baixo para cima. Enquanto uma cúpula romana pode eventualmente cair, se mal construída, um arco gótico pode explodir. Trata-se de um caso de tensão dinâmica.

Resumindo. Podemos dizer que os arquitetos romanos, com toda sua inteligência, aplicaram nas suas construções uma técnica pouco diferente daquela usada pelos construtores megalíticos, quando amontoavam pedras pesadas umas sobre as outras. Já a catedral gótica exige um conhecimento muito maior, assim comodados científicos, tradicionalmente recebidos ou geometricamente calculados e recalculados constantemente. Isso superava amplamente os conhecimentos daquela época. Além da arquitetura e agricultura, outro fato é válido também para o campo financeiro. Os monarcas estavam constantemente sem dinheiro. As cidades eram pequenas e o núcleo de habitantes também; a igreja protegia cuidadosamente seu tesouro. Os funcionários públicos eram, salvo raras exceções, bastante pobres. Logicamente podemos perguntar o que estaria atrás dessa mania de construir que consumia somas astronômicas. É muito provável que essas construções, surgindo de uma hora para outra, dentro de um curto espaço de tempo, dezenas ao mesmo tempo, faziam parte de um gigantesco projeto ainda não esclarecido para a humanidade.De onde vieram esses operários especializados, do arquiteto ao escultor ou o chaveiro, num mundo de relativamente poucos habitantes?

Seja como for, nasceu uma classe de operários de construção, treinados numa técnica exemplar e fisicamente livres para, em caso de necessidade, se locomover de uma oficina para outra, sem problemas. Não é sem razão que se considera essas oficinas de construtores livres (chamadas loges, em francês) como precursores das lojas franco-maçônicas. Entre as invenções dos Templários, podemos acrescentar a idéia original da criação dos bancos, com seus cheques e outros métodos de créditos, projetados para ajudar as finanças e suas atividades na Terra Santa..

Significado do nome das bandas - Parte 4

Fugazi - Gíria originada na Segunda Guerra Mundial pelo exercito italiano significando "fodido". O termo voltou a ser utilizado durante a Guerra do Vietnã pelo exercito americano.

Fugees - Três membros da banda tem pais que imigraram para os Estados Unidos como refugiados (refugees).

Gang Of Four - Grupo de líderes chinês à moda antiga que acabaram todos mortos ou na prisão.

Genesis - O primeiro livro da bíblia. O nome é parte do título do primeiro disco da banda, "From Genesis to Revelation" sugerido pelo primeiro empresário, Jonathan King.

Grateful Dead - Morto Agradecido. Nome originado de conto folclórico da velha Inglaterra. Um viajante chega a um vilarejo onde um cadáver apodrece em público. O povo se recusa a enterrá-lo por ele morrer devendo dinheiro. O viajante paga as dividas e o enterro do homem. Seguindo viajem ele é salvo em situação misteriosa creditando ao espírito agradecido do cadáver. A banda se chamava The Warlocks até descobrir que o nome já era usado.

Great Big Sea - Nome tirado de canção folk de Newfoundland (Canadá) chamada "Great Big Sea Hove In Long Beach."

Green Day - Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme "Soilent Verde" escrito "Green Day". A banda se chamava Sweet Children.

Guns N'Roses - Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.

Happy Mondays - Antítese para "Blue Monday" do New Order.

Heathen World - Inspirado no álbum do "Throbbing Gristle" do mesmo nome.

Heavy Metal - Termo criado pelo autor beatnick William Burroughs nos anos sessenta sem nenhuma relação a música. Steppenwolf em "Born to be Wild" é o primeiro a usá-lo, "Heavy Metal Thunder", referindo-se ao barulho alto do motor das motorcicletas.

Helloween - Trocadilho com hell (inferno) e halloween (festa americana do dia das bruxas).

Helmet - Inicialmente eles se chamavam "Purple Helmet" (Capacete Roxo), depois resolveram amainar a referencia ao pênis. O nome foi sugestão de um amiga de Page Hamilton: "Ela era fascinada por tudo que era alemão. Especialmente pelo fato de eu ter morado um tempo na Alemanha."

Hole - Frase da mãe de Courtney, "Você não pode seguir com um buraco (hole) na cabeça só porque teve uma infância ruim".

Ice T - Trocadilho com Ice Tea (Cha Gelado). O nome na verdade é inspirado no cafetão de décadas passadas conhecido pelo nome de Iceberg Slim. Este passou a escrever livros sobre gansters no final da vida para continuar fora da prisão. Seu melhor livro se chama "Pimp" (Cafetão).

Iggy Pop & The Stooges - Iggy adotou este apelido em 64/65 no High School (2º Grau) por conta de ser o baterista da banda The Iguanas. Essa banda chegou a lançar um compacto em 1965. Stooges é homenagem aos Três Patetas (The Three Stooges).

Inxs - Forma fonética para In Excess ("em excesso").

Iron Maiden - O nome "Iron Maiden" foi tomado do filme "The Man in The Iron Mask". A "donzela de ferro" é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. "Donzela de Ferro" é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.

quinta-feira

Lendas Urbanas - Serra Mal Assombrada

Há algum tempo numa cidadezinha mineira, Dito que era pedreiro e seu amigo Tonho que sempre o ajudava como servente pegaram um serviço de empreita em um lugar distante da cidade próximo ao distrito de Candelária, já na serra da Mantiqueira. Chegaram lá em um domingo a tarde pois pretendiam começar o serviço na segunda e terminar na sexta, o lugar é bastante desabitado, a casa mais próxima do rancho onde se estabeleceram fica a mais de 1 km e o local é uma serra íngreme onde carro só chega em tempo de seca. Eles começaram o serviço e na quarta-feira precisavam comprar mais algumas coisas já que não levaram o suficiente para toda a semana até mesmo porque era uma motivo justo para sair um pouco daquele lugar ermo onde raramente se via viva alma.

Terminaram o serviço lá pelas 17:00 e desceram até o vilarejo de Candelária que ficava a uns 7 ou 8 km de onde estavam. Como estavam tranquilos e sem pressa chegaram na vila mais ou menos 19:00. Como são bastante conhecidos, e como todo bom mineiro compraram o que precisavam na venda e ficaram fazendo hora no boteco mais movimentado do lugar, jogando uma sinuquinha e conversa fora. Lá pelas 22:30 perceberam que já estava tarde e para subir a serra é mais demorado. Mas o dono do boteco que era muito amigo dos dois insistiu que eles dormissem num quartinho que tinha ali mesmo no boteco e irem embora no outro dia de manhã porque a estrada que ia para onde estavam era assombrada conforme moradores locais. O Tonho já estava até aceitando a idéia mas o Dito que não era muito supersticioso e já tinha tomado umas pingas disse que se ficassem ali tinham que levantar de madrugada no dia seguinte se ali ficassem e preferia ir naquele horário mesmo.

E lá foram os dois. Era noite de lua e o céu estava muito limpo a lua clareava bem o caminho, faltando pouco menos de 2 km para chegarem no rancho e agora ia começar a parte mais dura da subida escutaram no meio de uma matinha um ronco estranho, o Tonho ficou de cabelo arrepiado na hora mas o Dito que era um pouco mais corajoso e com a ajuda da pinga disse "se for o demônio pode vim que eu enfrento", mal terminou a frase o céu que estava limpo começou a formar umas nuvens escuras e uma ventania daquelas, aí o negócio ficou feio e tiveram que correr, ao passarem debaixo de um bambuzeiro enorme que lá tinha, os bambus deitavam na estrada por causa do vento parecia que ia cercá-los e junto com o vento aquele ronco horrível que nunca ouviram antes.

Subiram a serra correndo o mais que podiam e faltando pouco pra chegar no rancho as nuvens e o vento foram desaparecendo como mágica e voltou a tranquilidade e a lua brilhou no céu limpo novamente. Os dois chegaram exaustos com a língua de fora como se diz em Minas. O Tonho ficou com tanto medo que na correria bebeu quase toda a garrafa de pinga que compraram, pra ver se dava mais força, mas nem ficou bêbado. Mal dormiram a noite e no dia seguinte pegaram suas coisas e sumiram dali, não quiseram mais saber de terminar a empreita não.

quarta-feira

Lendas Brasileiras - O negrinho do pastoreio

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha..

A história do verdadeiro encouraçado Yamato

O Yamato (nome de uma antiga província do Japão atual Prefeitura de Nara) foi construído em meados do final da década de 1930, sob grande segredo, refletindo a filosofia japonesa de compensar o grande número de navios norte-americanos, com a construção de super-encouraçados, fortemente armados e blindados.

O primeiro a ser completado, o Yamato, serviu como capitânia do Almirante Yamamoto, durante a batalha de Midway, mas não chegou a combater nessa ocasião. Durante os anos seguintes, o navio chegou a ser atacado pelos aviões americanos três vezes, sempre escapando. Ancorado em Cingapura, liderou a frota japonesa na Batalha do Golfo de Leyte, em outubro de 1944. Nessa ocasião, perdeu sua nave irmâ, o Musashi, segundo navio da classe Yamato, o qual afundou após horas de ininterruptos ataques de centenas de aviões americanos.

Em abril de 1945, o Yamato reuniu uma pequena esquadra e empreendeu a última ofensiva da Marinha japonesa, conhecida como Operação Ten-Go. Tentava chegar a Okinawa para deter os navios inimigos. Essa ofensiva tratava-se de uma verdadeira missão kamikaze, tendo o Yamato como peça principal para tentar afundar o máximo possível de navios das forças aliadas.

Mas, foi localizado em 7 de Abril de 1945, e atacado por mais de 380 aviões norte-americanos, afundando depois de uma heróica resistência, que durou horas. Presume-se que foi necessário atingir o Yamato com mais de 25 torpedos, para que ele se virasse ao contrário (2 torpedos chegariam para afundar um navio de guerra considerado "normal"). Resistiu a afundar-se durante tanto tempo devido ao facto de todo o navio se encontrar todo compartimentado, e quando o navio começava a desenvolver inclinação para o lado, inundavam alguns compartimentos no lado oposto para contrabalançar o casco e tornar a ficar direito. Contudo, o gigante começou a fraquejar, à medida que as suas defesas anti-aéreas foram sendo eliminadas por bombas, e os postos de metralhadoras eram atingidos, matando ou ferindo gravemente os seus operadores. Contudo, apesar da carnificina, o Yamato não se rendeu, e lutaram o mais que puderam, até que o navio ficasse quase inoperacional.

Os aviões Americanos escolheram largar os torpedos de um só lado do navio, de modo a provocar o seu capotamento para esse lado, e durante horas o Yamato resistiu, tal como foi dito atrás, inundando compartimentos no lado oposto para contrabalançar. Contudo, muitos dos que trabalhavam nos compartimentos inferiores que procediam à inundaçao dos tanques para manter o navio estável morreram afogados, ou mortos pelas bombas que inevitavelmente penetravam pelos conveses a dentro. Os poderosos motores do Yamato não se renderam, e resistiram todo o ataque, mantendo o Yamato em movimento, surpreendentemente, a sala das máquinas e de caldeiras não sofreu qualquer tipo de dano, mantendo vivos todo o pessoal necessário para operar as caldeiras e os motores, muitos deles foram para o fundo quando o Yamato se afundou.

Acabou inevitavelmente por capotar, e, antes de desaparecer totalmente sobre as águas, no seu paiol central, onde se encontravam armazenados os projecteis para as torres de artilharia principal e munições anti-aéreas, explodiram, despedaçando a zona dentral do navio, e matando muitos que se encontravam na água e possiveis sobreviventes no seu interior. Presume-se que mais de 10.500 toneladas de projecteis de artilharia tenham explodido no paiol. Hoje em dia, a única parte dos destroços ainda reconheçivel e não destruida, é a secção de proa, desde o espaço da torre de artilharia 1 até ao quebra mar de proa. A secção de popa está virada ao contràrio, com um grande rombo na lateral. As gigantescas hélices do Yamato ainda continuam no seu lugar, imponentemente aparafusadas nos veios de propulsão.

O Yamato afundou-se a apenas 200km ao norte de Okinawa. Caso o Yamato tivesse conseguido sobreviver ao ataque no qual foi afundado, possivelmente poucos danos teria conseguido infligir aos navios dos EUA, dado que ficou terrivelmente danificado no ataque aéreo no qual se afundou. Mas caso ele tivesse conseguido chegar a Okinawa sem ser detectado por aviões de reconheçimento e sem ter recebido nenhum ataque aéreo, certamente que teria sido afundado à mesma pelas forças dos EUA, mas o Yamato teria também, sem qualquer sombra de dúvida, infligido pesadas perdas aos EUA, pois os canhões de 18 polegadas do Yamato tinham um enorme raio de alcançe e raramente falhavam o alvo. Seu casco foi localizado, no fundo do mar, na década de 1980. Está muito deformado e danificado.

O filme japonês de 2005 Otoko-tachi no Yamato, conta a história da última batalha deste couraçado. Foi construída uma réplica em tamanho natural do Yamato para servir de cenário para a realização do filme. Depois das filmagens esta réplica foi transformada em um museu.

No Brasil durante os anos 80 a TV Manchete exibiu o desenho animado Patrulha Estelar (Space Battleship Yamato). Neste, o navio Yamato é transformado em uma espaçonave (chamada Argo nos EUA e no Brasil) para defender a Terra.

Fonte: Wikipédia

terça-feira

Lendas Urbanas - O Homem do Saco

História que nasceu em função dos mendigos que permeiam todas as cidades, essa lenda é usada pelas mães para assustar os meninos malcriados que saem para brincar sozinhos na rua. De acordo com ela, um velho malvestido, e com um enorme saco de pano nas costas, anda pela cidade levando embora as crianças que fazem "arte".

Em algumas versões, o velho é retratado realmente como um mendigo, outras ainda o apresentam como um cigano. Há ainda versões mais sombrias em que o velho (mendigo ou cigano) leva a criança para sua casa e lá faz sabonetes e botões com elas.

Produção de Textos - A Narração

A narração é um relato centrado num fato ou acontecimento; há personagem(ns) atuando e um narrador que relata a ação. A narração é um tipo de texto marcado pela temporalidade. Ou seja, como seu material é o fato e a ação que envolve personagens, a progressão temporal é essencial para seu desenrolar: as ações direcionam-se para um conflito que requer uma solução, o que nos permite concluir que chegaremos a uma situação nova. Portanto, a sucessão de acontecimentos que leva a uma transformação, a uma mudança, e a trama que se constrói com os elementos do conflito desenvolvem-se necessariamente numa linha de tempo e num determinado espaço.Esquematizando, teríamos: a personagem A vive um conflito X que se resolve assim; após o conflito, o personagem A não será o mesmo do início da narrativa.Os elementos da narrativa são: Narrador, enredo, personagens, ambiente e tempo.

Protagonistas e Antagonistas: Já sabemos que a narrativa, em geral, está centrado num conflito, que pode se dar entre o personagem e o meio físico, ou entre ele e sua consciência, ou entre dois personagens. Como exemplo: dois personagens desempenham o papel de lutadores. Em linguagem popular, temos caracterizados o "mocinho" e o "bandido" (ou, como querem alguns desenhos de televisão, "os do bem" e "os do mal"). Ou ainda, em outros termos, o herói e o vilão. Esses personagens recebem o nome de protagonista e antagonista. " Protagonista" e "antagonista" são palavras que vêm do grego. Conhecer o significado original delas é bastante educativo:

protagonista. Fig. Pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar num acontecimento.

antagonista: 1 Que atua em sentido oposto, opositor, adversário. Produção de Textos - Narração e Narratividade : Percebeu? Um é "o principal lutador"; o outro é "o que luta contra". Uma observação: ao construir uma narrativa, nunca despreze o antagonista; poderíamos até mesmo afirmar que o sucesso de uma narrativa está diretamente ligado à perfeita caracterização desse personagem. Que o digam as novelas de televisão!

Produção de Textos - O Narrador - Narração

O NARRADOR: O narrador é o dono da voz ou, em outras palavras, a voz que nos conta os fatos e seu desenvolvimento. Dependendo da posição do narrador em relação ao fato narrado, a narrativa pode ser feita em primeira ou em terceira pessoa do singular.

Temos assim, o ângulo, o ponto de vista, o foco pelo qual serão narrados os acontecimentos (daí falar-se em foco narrativo). Na narração em primeira pessoa, o narrador participa dos acontecimentos; é, assim, um personagem com dupla função: o personagem-narrador. Pode ter uma participação secundária nos acontecimentos, destacando-se, desse modo, seu papel de narrador, ou ter importância fundamental, sendo mesmo o personagem principal. Nesse caso, a narração em primeira pessoa permite ao autor penetrar e desvendar com maior riqueza o mundo psicológico do personagem.

É importante observar que, nas narrações em primeira pessoa, nem tudo o que é afirmado pelo narrador corresponde à "verdade", pois, como ele participa dos acontecimentos, tem deles uma visão própria, individual e, portanto, parcial. A principal características desse foco é, então, a visão subjetiva que o narrador tem dos fatos: ele narra apenas o que vê, observa e sente, ou seja, os fatos passam pelo filtro de sua emoção e percepção.

Já nas narrações em terceira pessoa, o narrador está fora dos acontecimentos; podemos dizer que ele paira acima de tudo e de todos. Essa situação lhe permite saber de tudo, do passado e do futuro, das emoções e dos pensamentos dos personagens - daí ser chamado de onisciente (oni + sciente, ou seja, "o que tem ciência de tudo", "o que sabe de tudo"). Repare que o narrador onisciente "lê" os sentimentos, os desejos mais íntimos da personagem (aliás, o narrador vê o que ninguém tem condições de ver: o mundo interior do personagem), e sabe qual será a repercussão desse ato no futuro.

O ENREDO:O enredo (ou trama, ou intriga) é, podemos dizer, o esqueleto da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, o que a estrutura, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos (é a linha se entrelaçando, formando a malha, a trama, a rede, o tecido, o texto). Geralmente, o enredo está centrado num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa.

OS PERSONAGENS: Os seres que participam do desenrolar dos acontecimentos, isto é, aqueles que vivem o enredo, são os personagens (em português, a palavra personagem tanto pode ser masculina como feminina).Em geral o personagem bem construído representa uma individualidade, apresentando traços psicológicos próprios. Há também personagens que representam tipos humanos, identificados pela profissão, pelo comportamento, pela classe social, enfim, por algum traço distintivo comum a todos os indivíduos dessa categoria.

Há ainda personagens cujos traços de personalidade ou padrões de comportamento são extremamente acentuados (às vezes beirando o ridículo); nesses casos, muitos comuns, por exemplo, em novelas de televisão, temos personagens caricaturais.

O AMBIENTE: Ambiente é o cenário por onde circulam personagens e onde se desenrola o enredo. Em alguns casos, a importância do ambiente é tão fundamental que ele se transforma em personagem. Por exemplo: o Nordeste, em grande parte do romance modernista brasileiro; o colégio interno, em O Ateneu, de Raul Pompéia; o caso mais nítido está em O cortiço, de Aluísio Azevedo.Observe como sempre há relação estreita entre o personagem, seu comportamento e o ambiente que o cerca; repare como, muitas vezes, por meio dos objetos possuídos podemos fazer um retrato perfeito do possuidor.

O TEMPO: O narrador pode se posicionar de diferentes maneiras em relação ao tempo dos acontecimentos - pode narrar os fatos no tempo em que eles estão acontecendo; pode narrar um fato perfeitamente concluído; pode entremear presente e passado, utilizando a técnica de flash-back. Há também, o tempo psicológico, que reflete angústias e ansiedades de personagens e que não mantém nenhuma relação com o tempo propriamente dito, cuja passagem é alheia à nossa vontade. Falas como "Ah, o tempo não passa..." ou "Esse minuto não acaba!" refletem o tempo psicológico.

Concluindo: Ao produzirmos uma narrativa de ficção, temos de estar atentos a todos esses elementos. Dependendo do enredo, trabalhamos com maior ênfase um determinado elemento ou outro. Uma forma de aprimorar suas habilidades de produtor de textos é prestar atenção nos bons romancistas e contistas, nos roteiros de filmes e novelas, perceber como eles trabalham esse ou aquele elemento de suas narrativas.

A Gramática na Narração: Num texto narrativo predominam os verbos de ação: há, em geral, um trabalho com os tempos verbais. Afinal, a narração, ou seja, o desenrolar de um fato, de um acontecimento, pressupõe mudanças; isso significa que se estabelecem relações anteriores, concomitantes e posteriores.

Ao optar por um dos tipos de discursos, organizamos o texto de forma diferente. Os verbos de elocução, os conectivos, a pontuação, a coordenação ou a subordinação passam a ter papel relevante na montagem do texto. Ao transformar o discurso direto em indireto (ou vice-versa), realizamos uma grande mexida na arquitetura do texto. Portanto, para organizarmos um bom texto narrativo, temos de trabalhar o arcabouço gramatical que o sustenta (isso sem contarmos que, em geral, deparamos com passagens descritivas no miolo de um texto narrativo, o que exige uma organização diferenciada).

segunda-feira

Dicas sobre o Pranayama - Prof. Adhemar Ramos

1. Corpo Vital

Nós temos um segundo corpo vital, que além de atravessar totalmente nosso corpo físico, todos os nossos órgãos e células internas, sai cerca de 2,5 centímetros para fora envolvendo totalmente os nossos contornos externos, formando uma capa grossa conhecida como aura etérico, aura de saúde ou duplo etérico. O olhar clarividente mostra que o nosso segundo corpo, que atravessa e envolve totalmente nosso corpo físico, tem aspecto de vapor de cor cinza – azulada com nuanças de violeta, com pouca luminosidade, e o aura ou a capa de 2,5 centímetros que contorna todo o externo do corpo físico, é formado de estrias como agulhas de 2,5 cm. Que saem perpendicularmente de cada poro ou pêlo do corpo físico. Quando estas estrias estão firmes e justapostas no corpo etérico, o corpo físico é saudável, quando elas estão curvadas e formando aberturas, o corpo físico é doente. Ainda no aura de saúde no na capa externa, existem vários centros de energia, similares a pequenos redemoinhos de 5 a 15 centímetros de diâmetro, chamados ocultamente de chakras, como espécies de depressões externas. Dos chakras existentes, apenas 7 são utilizados na magia branca para estudos e desenvolvimento, e seus nomes e localizações em correspondência ao corpo físico são: coronal no alto da cabeça, frontal entre as sobrancelhas, laríngeo na frente do pescoço, cardíaco na frente do coração, umbilical na frente do umbigo, esplênico ao lado esquerdo na região do baço, e raiz ao final da espinha.

Observando com mais detalhes o corpo vital, são vistos três grandes dutos ou nâdis principais, sendo que um começa no chakra coronal na região correspondente ao topo da cabeça e termina no chakra raiz no fim da coluna e seu nome é Sushumna, os outros dois caem do externo do corpo vital, na região correspondente às duas narinas. O que sai da narina direita é Píngala e o que sai na narina esquerda é Ida.

Estes dois dutos se entrelaçam com o terceiro, na altura de cada um dos chakras e se ligam com cada chakra através de um duto ou nâdi secundário. Além destes dutos existem milhares de outros pequenos dutos vistos pela visão clarividente. Esta descrição é importante para o entendimento da absorção das energias vitais e da perda por vampirismo, que explicaremos a seguir. Os três dutos entrelaçados correspondem ocultamente ao Caduceu de Mercúrio, usado como símbolo da medicina em anéis e selos médicos, pela sua correspondência que existe para a manutenção de saúde física.

2. Energia Vital

O sol é na realidade uma fonte de vida, fornece continuamente a energia Prana que é um princípio hiperfísico que existe juntamente com o ar atmosférico, é uma energia universal responsável pela sustentação de toda a vida. Prana pode ser visto facilmente, fixando com atenção o olhar numa região limpa do céu ou acima no nível do mar, e é visto como pequenos glóbulos róseos – violáceos chamados de glóbulos de vitalidade que pululam no ar em todas as direções.

Ao respiramos, o oxigênio entra em nossos pulmões no sangue arterial e retira o excesso de carbono (vegetal), de nosso metabolismo através do sangue venoso, na forma de gás carbônico. Em paralelo a este processo vital, a energia Prana existente junto com o ar atmosférico. O Prana também é absorvido diretamente pelos chakras ou vórtices externos do corpo vital. O Prana absorvido destas maneiras entra na fisiologia oculta, passando pelos milhares de pequenos dutos ou nâdis do corpo etérico, e saem pelas agulhas que formam a capa, ou aura etérico de 2,5 cm que envolve todo o corpo humano, em processo similar à respiração e transpiração cutânea.

É desta maneira que o corpo vital se carrega da energia Prana. Quanto mais Prana for carregado no corpo vital, mais vitalidade e saúde serão dadas ao corpo físico. Existe uma relação direta dos chakras com as glândulas físicas endócrinas, e dos nâdis com os sistemas nervosos. Esta relação é que explica o funcionamento direta pelo contato ou proximidade dos corpos. O Prana pode também ser roubado por vampirismo de energias, o que ocorre de forma inconsciente por pessoas que estão desvitalizados por processos de doenças, de velhice, de sistema nervoso depauperado, de desgastes fisicos exagerados e semelhantes. O vampirismo também pode ser praticado de forma consciente, roubando as energias vitais de pessoas mais jovens e saudáveis através da tomada de passes, de contatos físicos pegajosos, ou pela proximidade usando o chakra esplênico do lado esquerdo como um verdadeiro sugador e chupador de energias. O coitado do escolhido como doador, começa a ficar zonzo, com falta de ar, enfraquecido e incomodado pelo esvaziamento de suas energias.

3. Proteção Contra Vampirismo de Energias

Procurar ter sempre seu Corpo Vital bastante carregado de Prana e Energia Vital, através da exposição ao Sol controlada, de contato com regiões de ar puro na natureza e com o reino vegetal pelo de energias vitais e de uma alimentação sadia usando alimentos frescos e recém colhidos que ainda tenham forças vitais (frutas, legumes e verduras), alimentação de brotos e sucos de vegetais ricos em clorofila.

Fechar o corpo contra o vampirismo de energias. As energias vitais escapam através das pontas ou extremidades do corpo, pelos dedos, pelas mãos, pelos braços e pelas pernas como um todo. Assim cruzar as pernas, os braços, os dedos e fechar as mãos (este é o significado oculto da figa), fecha o corpo e evita a perda e o roubo de energias vitais.

A maneira mais eficaz de roubar energias de outra pessoa é usar o chakra esplênico (próximo ao baço) do lado esquerdo do corpo. Devido a isso, observe se as pessoas estão usando o lado esquerdo delas para ficar em sua frente, às suas costas ou ao seu lado direito. Procure ter os possíveis sugadores de energia à sua esquerda, e usar o seu chakra esplênico do lado esquerdo como um protetor. Isto tudo não faz diferença entre pessoas saudáveis e equilibradas em energia Prana.

Evitar locais e ambientes vampirizantes, como centros de baixo animismo, locais de práticas de magias cinzenta e negra, lupanares e ambientes de pessoas egoístas e invejosas. Controlar o tempo de estadia em locais tipicamente vampirizantes, como hospitais, asilos, cemitérios e outros e fechando o corpo sempre que necessário. Quando houver necessidade de permanência direta nesses locais, não há problema algum, desde que a pessoas tenha em excesso de forma natural, ou que se vitalize constantemente.

Formar um egrégora ou forma pensamento que atue como um escudo protetor, para os chamados encostos ou formas de desejo (kama-rupas) de encarnados e desencarnados que grudam no aura e sugam energia psíquicas e vitais. Para este caso existe uma prática de proteção divulgada em um outro trabalho.

Praticar o Pranayama ou domínio de Prana através da respiração como segue no ítem 4.

Evitar contato e influências de todos os parasitas do reino vegetal, animal e hominal, que sugam nossas energias. Samambaias e plantas parasitas, devem ser usados externamente nas residências e não internamente, pois o efeito de acalmar as pessoas está ligado em parte às energias sugadas. Gatos e animais domésticos classificados como "preguiçosos" devem ser tratados com toda atenção, dignidade e carinho, porém respeitando limites de contatos físicos.

Do mesmo modo, pessoas invejosas, negativas, preguiçosas, indolentes, problemáticas, doentes, depauperadas e que sugam nossas energias, devem ser tratadas com amor e calor humano, e se tivermos excessos de energias vitais, não custa ceder um pouco aos necessitados. Mas, se estamos sendo prejudicados, devemos usar nossas inteligência e nosso bom senso, para administrarmos a situação, sem mágoas e conflitos e respeitando sempre a vida, as condições e as dificuldades do próximo.

4. Pranayama

Pranayama quer dizer domínio de Prana ou Energia Vital. É uma prática de respiração que provoca em paralelo a absorção de Prana pelo corpo vital, através dos dutos Píngala e Ida e pelos chakras, conforme explicados nas partes 1 e 2. Podemos ficar semanas sem comer e sem beber, dias sem dormir, mas sem respirar agüentamos no máximo alguns minutos, devido à interrupção de oxigênio e principalmente de Prana.

4.1 - Condições

O ambiente deve ser limpo, bastante arejado com ar puro, e a prática deve ser feita durante o dia preferencialmente, pela maior presença de Prana emanado pelo Sol. A prática ao ar livre e na natureza é ideal, mas nem sempre possível. Pode ser feita em qualquer hora do dia, sendo que a melhor hora é 6 da manhã, seguindo-se 12 e 18 horas, devido a serem horas de mudança das principais energias ocultas presente na natureza.

O corpo deve estar limpo a posição pode ser em pé, ou sentada com a coluna na vertical e mãos apoiadas nas coxas, ou em posições orientais de meditação (purâsana, padmâsana, samanâsana). A posição deve ser voltada para o norte em ambiente interno, ou voltada para o Sol ao ar livre. Os sentimentos devem ser serenados, e com a mente calma, sempre antes de qualquer pranayama, mentalizar o prana, na forma de pequenos glóbulos vitais presentes no ar atmosférico, como sendo uma energia que vai entrar pela respiração e que dará força e vitalidade.

4.2. Técnicas

4.2.1. Método Quaternário, de Quatro Etapas (com uma mesma medida de tempo e sem abusos)

Inspire pelas duas narinas, mentalizando o Prana entrando, como glóbulos de vitalidade de cor róseo-violácea;

Guarde o ar nos pulmões, mentalizando que o Prana está sendo absorvido:

Expire o ar pelas duas narinas, mentalizando o ar saindo sem Prana, com os glóbulos sem cor; e Mantenha os pulmões sem ar, mentalizando que o Prana foi armazenado e sentindo mais vida.

Notas

a. Iniciar com um tempo fixo de 5 segundos para cada fase, contado mentalmente. Periodicamente tentar aumentar o tempo para 6 segundos, 7 segundos e assim sucessivamente, de forma natural e sem forçar, até chegar no tempo de 25 segundos. Este processo costuma demorar um ou mais anos para se atingido de forma natural, e o Prana vai sendo cada vez mais absorvido e em maior quantidade. Após chegar no estágio máximo, seguem-se etapas intensificadas que buscam os limites individuais, porém ainda sem exageros. Em cada pranayama devem ser feitos no mínimo 7 ciclos completos de 4 etapas.

b. A cada duas horas existe a mudança do momento de Píngala, onde a narina direita está totalmente aberta e a esquerda quase fechada, para o momento de Ida com a narina esquerda totalmente aberta e direita quase fechada. Após meses de prática de pranayama, deve-se procurar o momento de Susumna, onde as duas narinas estão igualmente abertas, isto provoca um equilíbrio nervoso muito mais intenso. Repare em sua respiração e você comprovará que estes ciclos ocultos de 2 horas realmente existem.

4.2.2. Método da Respiração Completa

Para ajudar, durante o dia faça algumas respirações completas sempre que possível (de 10 a 20). Nós usamos apenas 1/3 da capacidade pulmonar, e a respiração completa permite aumentar esta capacidade e uma maior absorção de Prana e vitalidade. É simples, mas respirar assim algumas vezes por dia, vitaliza e dá saúde :

Encha ao máximo os pulmões pelas narinas com a ajuda do diafragma, empurrando a barriga para fora e o ar para cima,

Com os pulmões 100% cheios, retenha o ar alguns segundos e depois expire pelas narinas.

Querida(o) Ouvinte, se você considerar os nossos ensinamentos do Corpo Vital e da Energia Prana, e se praticar fielmente o pranayama indicado, gradativamente você vai se sentir mais disposta(o), mais saudável e vitalizada(o).

Nunca desista, pratique sempre o pranayama e a respiração completa, só assim, você poderá se beneficiar e comprovar as verdades ocultas, usando o seu próprio corpo como laboratório e sua mente como a grande pesquisadora e observadora. Os conselhos para proteção contra vampirismo consciente e inconsciente de outras pessoas, são práticos e dão muito resultado, pois fazem parte dos conhecimentos usados pelos ocultistas no dia a dia, enfrentando as influências de locais e de pessoas.

Existem outras técnicas de pranayamas alternados, que somente são praticadas em processo de iniciação.

Velho Livro de História


Guardado num canto observo...
sou um velho livro de história na estante.
Me questiono o que o futuro vai registrar
se tudo, hoje, é tão inconstante?

O que foi, eu bem sei,
e impõe-se o que agora é!
Como dantes, o homem é um tolo rei
escravo e senhor de tudo o que quiser.

Insanamente do começo ao fim
o homem sempre foi tolo assim!
E digo-lhe porque não mudou...
o tempo passa, mas não passou!

Nas páginas amareladas,
o sabor do tempo, eu devoro!
Agora, sei que não sabemos nada
e neste pensamento me demoro...

Logo o presente é passado.
Breve, o passado será ignorado.
Como este livro de história na estante,
um observador sempre mais triste do que antes!
Por Paulo Moraes

Andarilho das Estrelas

No ano de1913, foram contrabandeados das muralhas da penitenciária de San Quentin, Califórnia, os escritos de um ex-detento, que cumpriu pena por 8 (oito) anos, sendo 5 (cinco) longos anos na solitária, onde passava a maior parte do tempo preso à camisa-de-força, e, após este lngo período, veio a ser enforcado.

Seu nome era Danell Standing. Danell era professor de Agronomia, na Escola de Agricultura da Universidade da Califórnia. Foi apanhado em flagrante sob a acusação de assassinato do Professor Harkell, num dos laboratórios da Mineração.

Na prisão, sofreu todo o tipo de perseguições e torturas, até que na solitária, preso em uma camisa-de-força, fraco e cheio de dores, aprendeu a controlar sua agonia e sofrimento por meio da auto-hipnose, um método que aprendeu dentro da própria prisão.

Através da auto-hipnose, Danell Standing não só permanecia num estado de aparente "coma", como os médicos da prisão relataram, mas aprendeu o que os parapsicólogos chamam de desdobramento, ou segundo os místicos, viagem astral. Por meio deste estado induzido, Danell foi capaz de "vivenciar" ou "lembrar" suas encarnações passadas.

Em suas memórias, dentre todas as encarnações descritas, uma em especial, chama a atenção. Em seus relatos, Danell descreve uma existência anterior como um marinheiro americano, de nome Daniel Foss. Ele conta que partiu do porto da Filadélfia em 1809, com destino às Ilhas da Amizade.

Seu navio naufragou a 25 de novembro de 1809. Ele foi o único sobrevivente, e viveu 8 anos isolado numa ilha se alimentando somente de carne de foca, até ser resgatado. Em seu poder, havia um canivete e um remo, no qual talhava com um marco, o fim de cada semana que ali passava. Neste remo, talhou também, segundo Danell, os seguintes dizeres:

"Serve esta para informarà pessoa em cujas

mãos este Remo vier a cair que DANIEL

FOSS, natural de Elkton, Maryland, um

dos Estados Unidos da América do Norte, e

que zarpou do porto da Filadélfia em 1809

a bordo do brigue NEGOTIATOR rumo às

Ilhas da Amizade, foi lançado nesta ilha

desolada em fevereiro do ano seguinte e ali

erigiu uma cabana e viveu inúmeros anos,

subsistindo com carne de foca – sendo ele

o último sobreviventeda tripulação do dito

brigue, que colidiu com uma ilha de gelo e

naufragou aos 25 de novembro de 1809.

Danell Standing, após a "lembrança" (por meio dos desdobramentos ou viagens astrais) desta vida, conseguiu, por intermédio do encarregado-chefe da prisão, o qual havia sido também prisioneiro e seu ex-vizinho de cela na solitária, enviar uma carta ao curador do Museu da Filadélfia, argüindo sobre o remo em questão, pois quando salvo, em sua outra encarnação, doou o remo ao Museu.

A resposta do curador segue transcrita abaixo:

É verdade que existe aqui um remo como V.Sa. descreveu. Mas poucas pessoas sabem de sua existência pois ele não está em exibição ao público.

Na verdade, e já ocupo este cargo há dezoito anos, eu próprio não sabia de sua existência. Mas, consultando nossos antigos registros,descobri que tal remo foi-nos doado por um certo Daniel Foss, de Elkton, Maryland, no ano de 1821.

Não foi senão depois de longa busca que encontramos o remo, numa sala de madeirames diversos num sótão em desuso. As chanfraduras e o relato estão entalhados

no remo, exatamente do modo descrito por V.Sa..

Está também em nossos arquivos um livreto, doado na mesma época, escrito pelo dito Daniel Foss e impresso em Boston pela firma N. Coverly, Jr.Esse livreto descreve oito anos da vida de um náufrago numa ilha deserta. É evidente que esse marinheiro, em sua velhice e passando necessidades, fez circular o dito livreto entre as almas caridosas.

Tenho muita curiosidade em saber como V.Sa. tomou conhecimento desse remo, cuja existência nós, do Museu, ignorávamos. Estarei correto em presumir que V.Sa. teria lido esse relato em algum documento posteriormente publicado por esse Daniel

Foss? Terei a maior informação em receber quaisquer informações sobre o assunto e comunico a V.Sa. que estou tomando providências imediatas para recolocar o remo e o livreto em exibição.

Sem mais, firmo-me mui atenciosamente,

Hosea Salsburt

Fonte: "O Andarilho das Estrelas", de Jack London, Ed. Axis Mundi

quinta-feira

Sherlock Holmes - O filme com Downey Jr.

Sou um grande fã de Sherlock Holmes. Histórias de mistério sempre me fascinaram e acompanhar o detetive de Baker Street desvendando mistérios aparentemente insolúveis sempre foi um deleite para mim. Adoro a Inglaterra e o detetive inglês sempre fez parte do meu imaginário criativo, um referencial. Li muitas histórias, muitas mesmo. Escrevi sobre o “O escândalo na Boêmia” e voltarei a escrever sobre outros.

Em filmes, não vi tantos quanto gostaria, mas o que vi me desagradaram. Holmes era “parvo” demais. É preciso entender que definitivamente, é um gênio dedutivo, mas também é energia e ação. Ele mesmo explicou que este diferencial o tornava um grande detetive, sendo que seu irmão Mycroft, que segundo o próprio tinha habilidades dedutivas tão ou mais brilhantes que as dele, não o poderia ser.

O único filme que apreciei e aprecio é o “Enigma da Pirâmide” em que Spielberg, no melhor de sua forma, nos apresenta o primeiro encontro, ainda estudantes, de Holmes e Watson em sua primeira aventura. Não há o que reclamar. Um filme perfeito em roteiro, trilha, direção e interpretação. Um clássico dos anos 80, sobre o qual já escrevi na Panacéia do Cinema.

Admito que tenho a tendência a ser puritano quando meus personagens preferidos de literatura e HQ ganham adaptações para o cinema. Sou muito exigente e se o personagem for modificado em alguma característica relevante é bom que seja por um bom motivo. Vivemos um momento de “revivals” e “reinterpretações” dos personagens, algumas muito profundas outras apenas devolvem os personagens ao que eles sempre foram o que é o caso do Batman. Versões recentes que mostram a “história que originou a lenda” se mostraram interessantes como “Rei Arthur” com Clive Owen e “Robin Hood” com Russel Crowe, por exemplo, que gostei bastante.

E é nesta categoria que eu coloquei a nova versão cinematográfica “Sherlock Holmes” de Guy Ritchie. Passei a ter a mente mais aberta para estas “atualizações de conceito” desde que passei a acompanhar em HQ a nova versão dos “Vingadores”, os “Supremos” de Mark Millar. Foi quando eu vi que era possível se divertir com isto. Bastava um mínimo de qualidade. Ou então, teríamos pelo menos boas risadas para dar.

Dei boas risadas de fato, mas também devo admitir eu aprovei. Bem, vamos lá. A idéia que Holmes, além de um gênio dedutivo, era um bom vivant com igual capacidade para os extremos da mente e das ruas, das rodas intelectuais as brigas e violência, em qualquer outro ator seria de se pensar, mas em Downey Jr...bem, vale a pena!

Sou fã do ator, ele é capaz de tudo e traz muita verdade em sua interpretação de outsider, o cara que não se adapta aos moldes tradicionais, não é adequado, mas como é bom no que faz, bem, tem que se aceitar suas excentricidades. Isto é Downey Jr! Por isto, ele interpreta este tipo tão bem seja Tony Stark ou Sherlock Holmes! Quanto ao Watson de Jude Law fugiu do que eu esperava, mas a sinergia entre ele e Downey foi boa.

A trama me pareceu confusa a príncipio, pois ia por um caminho estranho a mitologia Holminiana, digamos, mas ela acabou sendo muito divertida e interessante o suficiente para mim. Não pude deixar de notar a sutil referência a Jack, o estripador. E a presença de Irene Adler de “O escândalo da Boêmia” foi referencial para os leitores de Holmes.

Enfim, esta revitalização vem em tempo para trazer novos fãs para o detetive. Nos tempos atuais, é preciso aliar dinâmica com inteligência e uma dose de realismo para que o público se identifique. Embora não seja um admirador de Ritchie , creio que ele se aproximou disto. Esperemos a continuação!..