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quinta-feira

Histórias Extraordinárias - Edgar Allan Poe



Tudo começou com uma revelação que me surpreendeu na época: Contaram-me que havia um personagem predecessor para o personagem Sherlock Holmes. Na verdade, Sherlock teria sido inspirado nele! Quis ler o livro, claro. E eis que li “Histórias Extraordinárias” de Edgar Allan Poe. E dentre outras a primeira era a história “Os Assassinatos da Rua Morgue”.


“Os Assassinatos da Rua Morgue” conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive Dupin assume o caso e, usando sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério. E de fato, lá estava o personagem Auguste Dupin, morador de paris, com o título de Chevalier, ou seja, ele é um Cavaleiro na Légion d'honneur e conta inclusive com um parceiro, com um amigo próximo, um narrador anônimo de suas aventuras, tal e qual Sherlock e seu inseparável Dr. Watson.


Também vemos semelhanças no método de investigação. Ambos se valem de uma prodigiosa inteligência dedutiva para desvendar casos que a principio parecem misteriosos. No entanto, Dupin é uma inteligência a favor dos casos, e não um detetive realmente como é o caso de Sherlock. Suas motivações mudam ao longo das histórias. 


Ele investiga Os Assassinatos na Rua Morgue por diversão e para provar a inocência de um homem acusado injustamente, não aceitando recompensas. Em A Carta Roubada Dupin sai propositalmente em busca de recompensa. Um jogo de xadrez entre os dois, Holmes e Dupin, seria insuportavelmente longo. Aliás, talvez nem acontecesse já que Dupin defende ardorosamente o jogo de damas como superior ao xadrez. C. Auguste Dupin apareceu pela primeira vez na história “Os Assassinatos da Rua Morgue(1841)” e depois nas histórias “O Mistério de Marie Roget (1842)”,  “A Carta Roubada (1844)”. Dupin é de fato considerado o primeiro detetive da ficção, já que Dupin antes de todos os detetives da literatura, incluindo Sherlock Holmes. Claro que, sem favor nenhum, Holmes é o mais famoso de todos.


O livro que li, como coloquei era na verdade uma coletânea de contos de mestre Edgar Alan Poe, cujo título era “Histórias Extraordinárias” e que comprei entre livros usados de uma antiga coleção, mas aonde encontravam-se também outras obras referenciais como “O Corvo”,“O Gato Preto”,“Manuscrito Encontrado numa Garrafa”,“A Máscara da Morte Escarlate”,“O Poço e o Pêndulo”,“A Queda da Casa de Usher”


A obra de Mestre Poe é escassa em razão da sua morte precoce, ao 40 anos. É escassa, porém genial e merecer ser lida.


E lembrem-se: Quem lê um livro comunga com a alma deste, e desta comunhão renova sua própria.



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