Panacéia dos Amigos

quarta-feira

Os filmes de Indiana Jones

Minha lembrança mais antiga de Indiana Jones é ver sua imagem numa revista de vídeo, isto em 85/86, creio(era a imagem abaixo do Temple of Doom).

A revista era a VídeoNews e o videocassete era uma novidade assombrosa na época, ainda mais para mim que era um garoto de área rural. Ou um legítimo “caipira” como dizem (E assumo com orgulho). Pois bem, somente havia um videocassete disponível no sítio, e portanto dependíamos da generosidade do proprietário, mas, não muito tempo depois eu estava assistindo "Os caçadores da arca perdida" e o "Templo da perdição".

Quem como eu assistiu as aventuras de Indiana na infância sabe do que estou falando. Uma aventura repleta de ação, mistério e humor. Um herói que ao mesmo tempo era durão e divertido e vilões de dar nos nervos! Tudo num ritmo alucinado, efeitos especiais incríveis e uma trilha sonora que gruda na cabeça e não sai mais. Eu irremediavelmente transformara Indiana num dos meus heróis favoritos. O que fazer? Fomos todos vencidos por Ford, Spielberg, Lucas e John Williams, e quem não seria?

Tudo começou quando George Lucas teve idéias para dois filmes inspirados nos seriados dos anos 30, uma de ficção científica no estilo Buck Rogers e Flash Gordon, e outra de ação inspirada na Republic Pictures e Doc Savage, com um arqueólogo aventureiro. A primeira se tornou Star Wars, e a segunda Lucas primeiro transformou no roteiro The Adventures of Indiana Smith, que com a colaboração do roteirista Philip Kaufman, que sugeriu usar a Arca da Aliança, se tornou Raiders of the Lost Ark. Em 1977, Steven Spielberg se encontrou com Lucas dizendo que queria dirigir um filme da série James Bond, Lucas ao invés disso ofereceu-lhe Raiders dizendo que era "melhor que James Bond". Spielberg gostou, mas pediu para trocar o sobrenome do herói, e logo Lucas sugeriu "Jones". O contrato com a Paramount Pictures previa 5 filmes de Indiana Jones, mas Spielberg prometeu a Lucas apenas três.

Spielberg queria Harrison Ford no papel, mas Lucas resistiu, dizendo que ele já participara de muitas produções suas (American Graffiti e a trilogia Star Wars). Tom Selleck foi escolhido, mas seu contrato com a série Magnum, P.I. o impediu de participar. Spielberg sugeriu Ford novamente, e Lucas dessa vez permitiu.

Vocês vêem como fomos abençoados! Tom Selleck como Indiana Jones? Eu não consigo conceber isto.

Raiders of the Lost Ark foi filmado em estúdios na Inglaterra para cortar custos, e também em locações no Havaí, Tunísia e França. Foi lançado em 1981 e logo se tornou um sucesso crítico e de bilheteria.

A história todos conhecem. Uma aventura genial com todos os elementos que tornaram a Franquia um dos maiores sucessos do cinema. Harrison Ford não era apenas Han Solo, mas Indiana Jones e com esses dois personagens ficaria na galeria mítica dos anos 80.

Para a continuação Indiana Jones and the Temple of Doom, Lucas não queria reutilizar os nazistas. Spielberg inicialmente considerou o Rei Macaco, e Lucas um castelo mal-assombrado, que Spielberg rejeitou por causa de uma produção sua, Poltergeist. (Toda esta história merece um post). O castelo logo se tornou um templo demoníaco na Índia. A produção foi filmada no Sri Lanka e Inglaterra, e seu tom mais sombrio, influenciado pela separação de Spielberg e o divórcio de Lucas, levou o filme a não ter a mesma recepção calorosa do antecessor em seu lançamento em 1984. O que é curioso, porque eu adorei o filme justamente pelo tom mais sombrio o que torna o herói ainda mais corajoso e audacioso. Para não falar da sequência antológica do jantar com direito a cérebro de macaco, entre outras iguarias.

Para o terceiro filme, Lucas sugeriu o Santo Graal, e Spielberg rejeitou inicialmente por considerá-lo "etéreo", mas então Lucas resolveu criar uma história de pai e filho, com o Graal sendo uma metáfora para a reconciliação. Para interpretar o pai de Indiana, chegaram á conclusão que o único que podia interpretá-lo era James Bond - Sean Connery.

Indiana Jones and the Last Crusade foi filmada em Espanha, Inglaterra e Estados Unidos e foi bem aceito pelo público e crítica em 1989. Eu sempre amei o trabalho e carisma de Connery e ele rouba a cena neste filme. The Last Crusade termina com os heróis cavalgando em direção ao pôr do sol porque Spielberg achava que era uma conclusão da trilogia.

Lucas não conseguia pensar em uma boa idéia para outro filme, e resolveu então produzir uma série de TV contando as origens do personagem. Quando Harrison Ford participou de um episódio, Lucas chegou a conclusão que podia fazer um filme com Indiana nos anos 50, inspirado na ficção científica da época e usando alienígenas. Ford e Spielberg resistiram á idéia (o segundo principalmente por ter feito dois filmes com extraterrestres, Close Encounters of the Third Kind e E.T.). Lucas pediu roteiros para dois escritores (Jeb Stuart e Jeffrey Boam), mas após o lançamento de Independence Day, ele e Spielberg desistiram temporariamente de outro filme de invasão alienígena.

O que nos levou a Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull. E eis que tenho a oportunidade de assistir. Estava receoso porque não ouvi boas críticas. Então, resolvi assistir um tanto quanto cético, mas não cego. Ora bolas, como no novo filme do Superman, o tempo não parece ter passado. O filme, exceto pelos efeitos especiais, segue precisamente a fórmula dos outros.

Então vejamos:

Os atores: Harrison Ford é Indiana Jones é uma interpretação orgânica. Ele coloca o chapéu e acontece, portanto, o personagem principal estava lá. Shia LaBeouf, que faz o filho de Jones, não me pareceu mal, é carismático o suficiente para um filme de ação, não atrapalhou. Karen Ellen...bem...bem. Agora, eu esperava mais de Cate Blanchett não tenham dúvida. Uma vilã mais temível com certeza. Uma imponência maior e presença mais marcante de alguém que, afinal, já interpretou Galadriel e Elizabeth!

A direção: Spielberg dirigiu com seu talento excepcional as trilogias e fez o mesmo no quarto filme. Conheço poucos com a noção de ângulo, foco, plano geral e deslize da câmera como esse sujeito. Por favor, aplausos!

O roteiro: Eu gostei, mas há pontos de crítica. Eu gostei da dinâmica e do tema. Alguns não gostaram de envolver ETs (Ninguém mais agüenta ETs e Spielberg num mesmo filme, curioso, não?), mas não faço parte deste grupo. Qualquer um que se interessa por esses assuntos sabe que povos antigos e deuses astronautas são interligados e em algum momento Jones teria que lidar com isso!

O que eu não gostei foi dos soviéticos! Que saudade dos nazistas! Eu já vi filmes e livros em que os soviéticos eram realmente terríveis e não foi o caso neste filme, uma pena! Cate Blanchett, portanto, foi uma vilã que ficou devendo e o que é de uma aventura sem bons vilões???

Acredito é que os criadores foram politicamente corretos e não quiseram exagerar na vilania daqueles que hoje são aliados. Então, sugiro que o inimigo num próximo filme sejam os próprios americanos! Nada como uma conspiração interna para agitar as coisas e dar a liberdade necessária para criar vilões terríveis!

Eu espero que os bons vilões sejam recuperados num ainda hipotético quinto filme da série. Seja como for, muito do que faz Indiana Jones divertido esta lá e foi nostálgico ver Indiana novamente. Não sei se se pode esperar que as novas gerações aceitem tão facilmente um herói tão “antiquado” como um professor de arqueologia e explorador envolvido com misteriosas civilizações do passado, mas eu espero que compreendam o apelo heroístico mais ingênuo porém genuíno de um herói humano com defeitos e qualidades como eu e vocês.

Immanuel Kant

Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.

Depois de um longo período como professor secundário de geografia, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc.

Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo.

Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.

O filosofo alemão Immanuel Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Segundo esse pensador, o homem é responsável por sua saída da menoridade. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento.

A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Um outro motivo é o comodismo. É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar. É mais fácil que alguém o faça, do que fazer determinado esforço, pois já existem outros que podem fazer por mim. Os homens quando permanecem na menoridade, são incapazes de fazer uso das próprias pernas,são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas.

Em seu texto O que é ilustração, Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Nele, descreve o processo de ilustração como sendo "a saída do homem de sua menoridade", ou seja, um momento em que o ser humano, como uma criança que cresce e amadurece, se torna consciente da força e inteligência para fundamentar a sua própria maneira de agir, sem a doutrina ou tutela de outrem.

Kant afirma que é difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade, pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos, pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade. Para Kant, são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade.

Obras

Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e inteligível (1770);

Crítica da Razão Pura (1781);

Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência (1783);

Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1784);

Fundamentos da metafísica da moral (1785);

Primeiros princípios metafísicos da ciência natural (1786);

Crítica da Razão Prática (1788);

Crítica do Julgamento (1790);

A Religião dentro dos limites da mera razão (1793);

A Paz Perpetua (1795);

Doutrina do Direito (1796);

A Metafísica da Moral (1797);

Antropologia do ponto de vista pragmático (1798).

Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura;

Fonte: Wikipédia

_______________________________________________

Kant foi um dos primeiros filósofos cuja biografia e pensamentos conheci e me identifiquei. Muito mais pode e será dito sobre sua vida e idéias na Panacéia Essencial. Aguardem.

terça-feira

A Verdade e a Parábola

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Moral da história:

Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.

Fonte: Sites da Internet

segunda-feira

O Camelo

Uma mãe e um bebê, camelos, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou: - Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas? - Claro! O que está incomodando o meu filhote? - Por que os camelos têm corcovas? - Bem, meu filhinho, somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água. - Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas? - Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! Disse a mãe, toda orgulhosa. - Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão. - Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! Respondeu a mãe com orgulho nos olhos.. - Tá. A corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então, o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico??? Moral da história: "Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!" (Onde você está agora?)
Fonte: Sites da Internet

Sounds of Silence - Simon and Garfunkel..

video

sexta-feira

With our without you - The Beatles

video Uma mensagem espiritual profunda transmitida pela banda mais poderosa de sua época. Pelos padrões de hoje, uma banda deste status não tinha porque fazer isso. Mas, naqueles tempos a música pop/rock era utilizada para mudar a vida das pessoas.

quinta-feira

Jainismo

O símbolo do Jainismo é uma variação do Darmacakra. Nesse caso, a roda dharmica situa-se no interior da figura de uma mão. A mão é geralmente vista como símbolo de sabedoria e de ensinamento. Logo, sendo o Darmacakra um símbolo presente em muitas religiões dharmicas, é um símbolo da sabedoria na sua religião. O Jainismo é uma religião que recebeu muita influência do Budismo, que por sua vez recebeu muita influência do Hinduísmo, todas religiões dharmicas. Também simboliza a oposição à violência.

quarta-feira

Alface e propriedades curativas

A alface é rica em vitaminas e fonte de ferro e minerais.

Tem um grande poder de limpar os intestinos.

Fortalece o sistema nervoso e a musculatura.

Ajuda a digestão.

É um grande calmante para os nervos.

Combate a insônia.

É indicada contra as doenças do coração e dos rins.

A cataplasma de alface é indicada para contusões, inchaços, irritações e rubores da pele.

Propriedades da alface

Folhas - Arteriosclerose, nefrite, uretrite, hemorróidas, gastralgias, bronquite, artrite, gota, acidose, eczemas, diabetes, bócios e varizes. Para uso interno, saladas, podendo ser consumidas diariamente , ou tomar chá na proporção de 100 g de folhas para 1 litro de água e ingerir 3 xícaras diariamente.

Talos - Insônia, palpitação, gripe, reumatismo, irritabilidade, tosses - Tomar suco , 1 a 3 vezes por dia. Impulsos sexuais diários e asma - Cozinhar 50g de talos para 1 litro de água, e tomar 1 xícara pouco antes de deitar.

Folhas e talos - Bronquite com tosse e secreção - Para uso interno, adicionar 2 cabeças de alfaces com os talos, em 1 litro de água fervente, até que a água rezuda na evaporação na metade do seu volume inicial, e adoçar com mel. Tomar 1 xícara 4 vezes diários. Epilepsia, ansiedade, angústia, irritabilidade e hipocondria. - Para uso interno, suco fresco de alface, tomar uma xícara 3 a 4 vezes diariamente.

Indicações: agitação, conjuntivite, espermatorréia, hipocondria, insônia, icterícia, nevralgia intestinal, nervos, palpitação do coração, priapismo, reumatismo, tosse, tensão nervosa, vertigem, nevralgia intestinal.

DICAS:

Para insônia, fazer um chá fervendo rapidamente duas folhas de alface fresca em uma xícara de água. Tomar morno na hora de deitar-se.

A salada de alface deve ser temperada com pouco azeite, vinagre e sal.

Para fazer a cataplasma, basta ferver por cinco minutos algumas folhas de alface com pouca água. Deixar amornar, untar as folhas com azeite de oliva, estender sobre uma gaze e aplicar na região atingida. Deixar agir por mais ou menos uma hora.

terça-feira

Marillion

Em 1995, fui apresentado ao Marillion através de uma fita de vídeo gravada com alguns clipes (Se você não é desta geração esclareço que nós assistíamos programas e mais programas e acionarmos o “Rec” para gravar os clips favoritos, ou precisávamos de dois aparelhos de vídeo para gravar de uma fita para outra, naquele tempo informação dava trabalho) começando pela segunda fase da banda com Hogarth e depois a primeira fase com o mítico “Fish”. Ao lado de Belly, o Marillion foi a minha banda favorita do ano inteiro.

A banda foi formada em 1979, originalmente como Silmarillion, uma referência ao livro de J.R.R. Tolkien Silmarillion. O nome foi encurtado em 1980 após ameaças de ações legais contra a propriedade intelectual do nome criado por Tolkien. Os primeiro trabalhos do Marillion continham as letras poéticas e introspectivas de Fish, moldados com arranjos musicais complexos e sutis, refletindo as influências claras da banda com o rock progressivo, especialmente de bandas como Genesis, Van der Graaf Generator, Rush (principalmente na fase dos anos 1970) e Yes.

Lançaram seu primeiro single em 1982, Market Square Heroes no lado A, e que continha o épico Grendel, de 17min., no lado B. Em 1983 a banda lançou seu primeiro álbum, Script for a Jester's Tear. Apesar do clima sombrio do disco em si, o álbum surpreende pelos instrumentais bem trabalhados e pela intensidade de sua concepção musical. Para os fãs de rock progressivo mais aficionados, este foi o melhor álbum. A crítica o considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo álbum, Fugazi (1984), foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e com uma nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em novembro de 1984 seu primeiro álbum ao vivo, Real to Reel.

O terceiro álbum Misplaced Childhood, de 1985, foi o mais bem sucedido comercialmente da banda. O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o apelo mais melódico dos dois discos predecessores e lidou com temas como o excesso, alcoolismo e a vida na estrada, representando a rotina da banda em suas turnês, o que também acabou resultando na saída de Fish da banda, partindo este para a carreira solo. A perda do líder deixou uma grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de direcionamento e estilo musicais.

Após batalhas legais, o contato entre Fish e os outros quatro membros do Marillion não foi refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em relações cordiais, ambas as partes deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda nos termos anteriores a 1988.

Após a divisão, a banda realizou turnê com Steve Hogarth, ex-tecladista e vocalista do The Europeans, preenchendo o lugar de Fish. Hogarth estava em situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns demos para o próximo álbum, que se tornaria Seasons End, com Fish nos vocais e suas letras. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes juntamente com o autor John Helmer.

Para o terror dos puristas devo admitir que não odeio nem desprezo o trabalho de Hogarth. Certamente, ele não é o Fish, não possui sua cultura e menos ainda sua loucura, mas canta bem e tem carisma. Raramente eu vi um segundo vocalista valer alguma coisa quando subistitui o original e Hogarth tem a seu favor algumas boas canções.

É preciso muito mau humor para não admitir que “Easter”, “Uninvited Guest”, “Hooks in you” “Dry Land”e "No One Can" são boas canções. Eu não tenho mau humor tão grande e na atual fase os erros não podem ser creditados apenas a ele. Ou será possível que com a saída de Fish, os outros membros se tornaram tolos? Bem, é possível, mas é culpa de todos.

Não é que eu compare Hogarth a Fish. Simplesmente não há comparação. Fish é insuperável na história da banda como veremos à seguir. Apenas defendo que Hogarth é um profissional competente e cumpriu bem o papel que lhe coube na nova banda Marillion que depois da saída de Fish passou a trilhar cada vez mais caminhos criativos menos audaciosos.

Dito isto, passemos a Fish.

Fish não foi o primeiro vocalista da banda, ele era o baixista, mas ao assumir os vocais e participar das composições foi ele quem deu aquela banda que tinha instrumentistas formidáveis uma alma. Ele encontrou e cedeu a banda uma alma artística criativa, sonhadora e ao mesmo tempo enigmática e profunda.

Fish, o músico, o filosófo, o místico. Moldando em canções temas complexos e conduzindo-nos para discussões sobre nossas atitudes, nossos romances, nossos sonhos e nossa subjetividade e objetividade. Muitas vezes , se aproximava da mítica tolkieniana do qual a banda inspirou-se para o nome. Mas, não era uma entrada e sim um quadro a observar e liberar as próprias impressões.

Trazendo a baila temas e melodias que estavam perdidas no mundo invisível das sensações, pressentido-as no éter, e fazendo nascer canções marcantes como “Kayleigh”, “Assassing”, “Garden Party”, “Fugazi”.

Cada canção da “era Fish” mereceria um post, se quisermos nos aprofundar na letra, melodia, influências e os videoclips. O que dizer de “Warm Wet Circles”? Melodia e temas poderosos, belíssima. Muitas das canções da era fish são encantadoras e/ou instigantes até hoje. Adicionem à lista a fantástica “Heart of Lóthien (Um clipe divertido e genial) e a minha preferida “Lavender” (Toque simples, letra inspirada). A injustiça foi Fish ter nascido quase que perfeitamente com a assinatura vocal de outro gigante do movimento chamado “rock progressivo” o cantor Phil Collins. Isto criou situações incomôdas e comparações descabidas.

No entanto, o Marillion através de seu guru Fish trouxe um verdadeiro revival do rock progressivo nos anos 80, com discos e canções que figuram nas melhores listas do gênero. E não fiquei impune a força da banda e de Fish. O criativo artista, ao contrário do grupo que se perdeu em meio a auto indulgência e estagnação criativa, não abandonou o rock progressivo e seguiu em sua carreira solo criando discos relevantes cujo valor só pode ser medido para um público ansioso por canções que não sejam descartáveis.

video

Kayleigh - By Marillion/Fish

sexta-feira

Lendas Brasileiras - O negrinho do pastoreio

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.

quinta-feira

Lendas Brasileiras - Mula sem Cabeça

Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem de quinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.

Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça, na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.

Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula,deve-se deitar de bruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.

Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempre

Nomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça, Malora (México),

Origem Provável: É um mito que já existia no Brasil colônia. Apesar de ser comum em todo Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entre Goiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versões muito semelhantes em alguns países Hispânicos.

Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casos onde para evitar que sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-la antes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ou outro objeto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é.

É importante notar que também, algumas vezes, o próprio Padre é que é amaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando as pessoas, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. Há uma lenda Norte americana, O Cavaleiro sem Cabeça, que lembra muito esta variação.

Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruz branca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concreto é que a Mula, é mesmo uma amante de Padre.

Fonte: http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/lendas.htm#Mula%20sem%20cabe%C3%A7a

quarta-feira

LendasBrasileiras - Iara

Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima..

Origem: Européia com versões dos Indígenas, da Amazônia.

Fonte: http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/lendas.htm#A%20Iara

terça-feira

Copérnico

Nicolau Copérnico foi um astrônomo e matemático polaco que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cônego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico.

Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

Na teoria de Copérnico, a Terra move-se em torno do Sol. Mas, seus dados foram corrigidos pelas observações de Tycho Brahe. Com base nelas e em seus próprios cálculos, Johannes Kepler reformou radicalmente o modelo copernicano e chegou a uma descrição realista do sistema solar. Esse fenômeno já havia sido estudado e defendido pelo bispo de Lisieux, Nicole d'Oresme, no século XIV. O movimento da Terra era negado pelos partidários de Aristóteles e Ptolomeu. Eles tinham que, caso a Terra se movesse, as nuvens, os pássaros no ar ou os objetos em queda livre seriam deixados para trás. Galileu combateu essa ideia, afirmando que, se uma pedra fosse abandonada do alto do mastro de um navio, um observador a bordo sempre a veria cair em linha reta, na vertical. E, baseado nisso, nunca poderia dizer se a embarcação estava em movimento ou não. Caso o barco se movesse, porém, um observado no ano de 1845 pois,a margem veria a pedra descrever uma curva descendente – porque, enquanto cai, ela acompanha o deslocamento horizontal do navio. Tanto um observador quanto o outro constataria que a pedra chega ao convés exatamente no mesmo lugar: O pé do mastro. Pois ela não é deixada para trás quando o barco se desloca. Da mesma forma, se fosse abandonada do alto de uma torre, a pedra cairia sempre ao pé da mesma – quer a Terra se mova ou não.

O cardeal S. Roberto Francisco Belarmino presidiu o tribunal que proibiu a teoria copernicana. Culto e moderado, ele conseguiu poupar Galileumamané. Estimulado pelo novo papa Urbano VIII, seu grande admirador, o cientista voltou à carga. Mas o Papa sentiu-se ridicularizado num livro de Galileu. E isso motivou sua condenação.

O percurso das balas de canhão e a queda dos corpos também foram estudadas por Galileu. Ele demonstrou que a curva descrita pelos projéteis é um arco de parábola e que os corpos caem em movimento uniformemente acelerado. Segundo as biografias romanceadas do cientista, ele teria realizado um experimento que desmoralizou definitivamente a física aristotélica. Subindo ao alto da torre de Pisa, deixou cair, no mesmo instante, dois corpos esféricos de volumes e massas diferentes: uma bala de mosquete e outra de canhão. Contra as expectativas dos acadêmicos aristotélicos, que apostavam na vitória da bala de canhão e na derrota do cientista, os corpos chegaram rigorosamente juntos ao chão.

O historiador da ciência Alexandre Koyré demonstrou que, assim como muitos outros mitos que enfeitam os relatos sobre a vida de Galileu, a famosa experiência de Pisa jamais ocorreu. Ela foi, na verdade, um experiência idealizada, que o cientista realizou no recesso da sua consciência, e não um ruidoso espetáculo público. Sabia-se, desde o final da Idade Média, que a velocidade dos corpos aumentava à medida que eles caíam. E também se conhecia a lei matemática que descreve os movimentos uniformemente acelerados. O mérito de Galileu foi juntar as duas coisas e mostrar que, descartada a resistência do ar, todos os objetos caem com a mesma aceleração.

O sistema de Copérnico pode ser resumido em algumas proposições, assim como foi o próprio Copérnico a listá-las em uma síntese de sua obra mestra, que foi encontrada e publicada em 1878.

As principais partes da teoria de Copérnico são:

* Os movimentos dos astros são uniformes, eternos, circulares ou uma composição de vários círculos (epiciclos).

* O centro do universo é perto do Sol.

* Perto do Sol, em ordem, estão Mercúrio, Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, e as estrelas fixas.

* A Terra tem três movimentos: rotação diária, volta anual, e inclinação anual de seu eixo.

* O movimento retrógrado dos planetas é explicado pelo movimento da Terra.

* A distância da Terra ao Sol é pequena se comparada à distância às estrelas.

Se essas proposições eram revolucionárias ou conservadoras era um tópico muito discutido durante o vigésimo século. Thomas Kuhn argumentou que Copérnico apenas transferiu algumas propriedades, antes atribuídas a Terra, para as funções astronômicas do Sol. Outros historiadores, por outro lado, argumentaram a Kuhn, que ele subestimou quão revolucionárias eram as teorias de Copérnico, e enfatizaram a dificuldade que Copérnico deveria ter em modificar a teoria astronômica da época, utilizando apenas uma geometria simples, sendo que ele não tinha nenhuma evidência experimental.

Os filósofos do século XV aceitavam o geocentrismo como fora estruturado por Aristóteles e Ptolomeu. Esse sistema cosmológico afirmava (corretamente) que a Terra era esférica, mas também afirmava (erradamente) que a Terra estaria parada no centro do Universo enquanto os corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor. Essa visão geocêntrica tradicional foi abalada por Copérnico em 1537, quando este começou a divulgar um modelo cosmológico em que os corpos celestes giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Essa era uma teoria de tal forma revolucionária que Copérnico escreveu no seu De revolutionibus orbium coelestium (do latim: "Das revolucões das esferas celestes"): "quando dediquei algum tempo à idéia, o meu receio de ser desprezado pela sua novidade e o aparente contra-senso quase me fez largar a obra feita".

Naquele tempo a Igreja Católica aceitava essencialmente o geocentrismo aristotélico, (embora a esfericidade da Terra estivesse em aparente contradição com interpretações literais de algumas passagens bíblicas). Ao contrário do que se poderia imaginar, durante a vida de Copérnico não se encontram críticas sistemáticas ao modelo heliocêntrico por parte do clero católico. De fato, membros importantes da cúpula da Igreja ficaram positivamente impressionados pela nova proposta e insistiram para que essas idéias fossem mais desenvolvidas. Contudo a defesa, quase um século depois, por Galileu Galilei, da teoria heliocêntrica vai deparar-se com grandes resistências no seio da mesma Igreja Católica.

Como Copérnico tinha por base apenas suas observações dos astros a olho nu e não tinha possibilidade de demonstração da sua hipótese, muitos homens de ciência acolheram com cepticismo as suas idéias. Apesar disso, o trabalho de Copérnico marcou o início de duas grandes mudanças de perspectiva. A primeira, diz respeito à escala de grandeza do Universo: avanços subseqüentes na astronomia demonstraram que o universo era muito mais vasto do que supunham quer a cosmologia aristotélica quer o próprio modelo copernicano; a segunda diz respeito à queda dos graves. A explicação aristotélica dizia que a Terra era o centro do universo e portanto, o lugar natural de todas as coisas. Na teoria heliocêntrica, contudo, a Terra perdia esse estatuto, o que exigiu uma revisão das leis que governavam a queda dos corpos, e mais tarde, conduziu Isaac Newton a formular a lei da gravitação universal.

A Vida de Copérnico:

* 1473 – 19 de Fevereiro – nasce Nicolau Copérnico, em Thorn, Prússia Real.

* 1483 – Morre o pai de Copérnico que vai ser criado pelo tio materno Lucas Watzenrode.

* 1489 – Lucas Watzenrode, tio de Copernico é eleito Bispo de Warmia.

* 1491 – Copérnico vai para a Universidade de Cracóvia.

* 1497 – Copérnico vai para a Itália, estudar Direito Canónico na Universidade de Bolonha.

* 1497 – 9 de Março – Copérnico registra sua primeira observação: um eclipse da estrela Aldebarã.

* 1499 – Copérnico viaja para Roma.

* 1503 – Copérnico recebe seu diploma em Direito Canônico, em Ferrara.

* 1503 – Copérnico retorna para a Prússia Real.

* 1504 – É eleito Cônego em Frauenburgo.

* 1512 – Morre o tio de Copérnico, bispo Lucas Watzenrode que o educou.

* 1517 – 31 de Outubro – Martinho Lutero publica as 95 teses de sua Reforma.

* 1534 – Alessandro Farnese é eleito papa sob o nome de Paulo III.

* 1539 – Rheticus torna-se discípulo de Copérnico, em Frauenburgo.

* 1542 – O Papa Paulo III restabelece a Inquisição.

* 1543 – Rheticus, em nome de Copérnico, publica a obra "De Revolutionibus Orbium Coelestium" em Nuremberga.

* 1543 – Em 24 de Maio morre Copérnico, em Frauenburgo.

* 1545 – O Papa Paulo III convoca o Concílio de Trento.

* 2010 – Os restos mortais de Copérnico são enterrados novamente na catedral de Frombork (antiga Frauenburgo), 467 anos após sua morte.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira

Resultado Eleições 2010

Confiram alguns resultados. O processo democrático é feito da experiência e reflexão sobre eles. Presidente - 2º turno Dilma Roussef (PT) José Serra (PSDB) Governador (SP) Geraldo Alckmin (PSDB) Senado (SP) Aloysio Nunes (PSDB-SP) Marta Suplicy (PT-SP) Deputado Federal

TIRIRICA (PR) - 1.353.820 votos (6,35%)

GABRIEL CHALITA (PSB) - 560.022 (2,63%)

BRUNA FURLAN (PSDB) - 270.661 (1,27%)

PAULINHO DA FORÇA (PDT) - 267.208 (1,25%)

JOÃO PAULO CUNHA (PT) - 255.497 (1,20%)

JILMAR TATTO (PT) - 250.467 (1,17%)

RODRIGO GARCIA (DEM) - 226.073 (1,06%)

EMANUEL FERNANDES (PSDB) - 218.789 (1,03%)

ZARATTINI (PT) - 216.403 (1,02%)

LUIZA ERUNDINA (PSB) - 214.114 (1,00%)

OTA (PSB) -213.024 (1,00%)

MARCO FELICIANO (PSC) -211.855 (0,99%)

ARLINDO CHINAGLIA (PT) -207.465 (0,97%)

ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB) -192.336 (0,90%)

IVAN VALENTE (PSOL) -189.014 (0,89%)

EDSON APARECIDO (PSDB) -184.403 (0,87%)

VALDEMAR COSTA NETO (PR) - 174.826 (0,82%)

MÁRCIO FRANÇA (PSB) - 172.005 (0,81%)

JOSÉ ANIBAL (PSDB) - 170.957 (0,80%)

VAZ DE LIMA ( PSDB ) - 170.777 (0,80%)

JORGE TADEU DEM (PPS) - 164.650 (0,77%)

ANTONIO BULHÕES (PRB) - 162.667 (0,76%)

JONAS DONIZETTE (PSB) - 162.144 (0,76%)

PAULO FREIRE (PR) - 161.083 (0,76%)

MIS. JOSÉ OLIMPIO (PP) - 160.813 (0,75%)

VICENTE CANDIDO (PT) - 160.242 (0,75%)

MARA GABRILLI (PSDB) - 160.138 (0,75%)

FILIPPI (PT) - 149.525 (0,70%)

CARLOS SAMPAIO (PSDB) - 145.585 (0,68%)

JANETE PIETÁ (PT) - 144.529 (0,68%)

VICENTINHO (PT) - 141.068 (0,66%)

ARNALDO JARDIM (PPS) - 140.641 (0,66%)

RICARDO BERZOINI (PT) - 140.525 (0,66%)

THAME (PSDB) - 139.727 (0,66%)

JOSÉ MENTOR (PT) 139.691 (0,66%)

DIMAS RAMALHO (PPS) - 139.636 (0,66%)

TRIPOLI (PSDB) - 134.884 (0,63%)

PAULO TEIXEIRA (PT) - 134.479 (0,63%)

CARLINHOS ALMEIDA (PT) - 134.190 (0,63%)

ALDO REBELO (PC do B) - 132.109 (0,62%)

VACCAREZZA (PT) - 131.685 (0,62%)

MILTON MONTI (PR) - 131.654 (0,62%)

LUIZ FERNANDO MACHADO (PSDB) - 129.620 (0,61%)

DEVANIR RIBEIRO (PT) - 127.952 (0,60%)

DUARTE NOGUEIRA (PSDB) - 124.737 (0,59%)

ELI CORREA FILHO (DEM) - 124.608 (0,58%)

ROBERTO FREIRE (PPS) - 121.471 (0,57%)

NELSON MARQUEZELLI (PTB) - 117.634 (0,55%)

JEFFERSON CAMPOS (PSB) - 116.317 (0,55%)

DIB PSDB (PPS) -113.823 (0,53%)

JULIO SEMEGHINI (PSDB) - 113.333 (0,53%)

JUNJI ABE (DEM) - 113.156 (0,53%)

ALEXANDRE LEITE DEM (PPS) - 112.950 (0,53%)

GUILHERME CAMPOS DEM (PPS) 112.852 (0,53%)

NEWTON LIMA NETO (PT) - 110.207 (0,52%)

EDINHO ARAUJO (PMDB) - 100.195 (0,47%)

MARCELO AGUIAR (PSC) - 98.842 (0,46%)

GUILHERME MUSSI (PV) - 98.702 (0,46%)

OTONIEL LIMA (PRB) - 95.971 (0,45%)

DELEGADO PROTÓGENES (PC do B) - 94.906 (0,45%)

VANDERLEI SIRAQUE (PT) - 93.314 (0,44%)

RICARDO IZAR (PV) 87.347 (0,41%)

ALINE CORREA (PP) - 78.317 (0,37%)

PENNA (PV) - 78.301 (0,37%)

ABELARDO CAMARINHA (PSB) - 71.637 (0,34%)

ROBERTO DE LUCENA (PV) - 70.611 (0,33%)

JOÃO DADO (PDT) - 70.486 (0,33%)

ROBERTO SANTIAGO (PV) - 60.180 (0,28%)

DR. SINVAL MALHEIROS (PV) - 59.209 (0,28%)

SALVADOR ZIMBALDI (PDT) - 42.743 (0,20%)

Deputado Estadual

BRUNO COVAS (PSDB/DEM) - 239.150 (1,13%)

PAULO ALEXANDRE BARBOSA (PSDB/DEM) - 215.061 (1,01%)

FERNANDO CAPEZ (PSDB/DEM) - 214.592 (1,01%)

CAMPOS MACHADO (PTB) - 214.519 (1,01%)

PEDRO TOBIAS (PSDB/DEM) - 198.379 (0,93%)

EDINHO SILVA (PT) - 184.397 (0,87%)

BARROS MUNHOZ (PSDB/DEM) - 183.859 (0,87%)

BALEIA ROSSI (PMDB) - 176.787 (0,83%)

RUI FALCÃO (PT) - 174.691 (0,82%)

ENIO TATTO (PT) - 161.170 (0,76%)

RITA PASSOS (PV) - 154.351 (0,73%)

ALENCAR (PT) - 154.272 (0,73%)

GIL ARANTES (DEM) - 145.128 (0,68%)

ORLANDO MORANDO (PSDB) - 138.630 (0,65%)

FELICIANO (PV) - 137.573 (0,65%)

ANDRE SOARES (PSDB/DEM) - 136.919 (0,64%)

MAJOR OLIMPIO (PDT) - 135.409 (0,64%)

GERALDO CRUZ (PT) - 131.206 (0,62%)

SAMUEL MOREIRA (PSDB/DEM) - 130.865 (0,62%)

CARLOS GRANA (PT) - 126.973 (0,60%)

ANALICE FERNANDES (PSDB/DEM) - 125.116 (0,59%)

RODRIGO MORAES (PSC) - 124.278 (0,59%)

CELINO (PSDB/DEM) - 123.667 (0,58%)

MAURO BRAGATO (PSDB/DEM) - 123.283 (0,58%)

SIMÃO PEDRO (PT) - 118.453 (0,56%)

ANA PERUGINI (PT) - 115.342 (0,54%)

ALEX MANENTE (PPS) - 114.714 (0,54%)

JOÃO PAULO RILLO (PT) - 111.822 (0,53%)

JOÃO ANTONIO (PT) - 110.684 (0,52%)

CARLOS BEZERRA JR. (PSDB/DEM) - 107.837 (0,51%)

ROBERTO MORAIS (PPS) - 107.145 (0,50%)

MILTON LEITE FILHO (PSDB/DEM) - 106.538 (0,50%)

DONISETE BRAGA (PT) - 105.436 (0,50%)

LUIZ MOURA (PT) - 104.705 (0,49%)

GONDIM (PPS) - 104.663 (0,49%)

EDMIR CHEDID (DEM/ PSDB) - 104.602 (0,49%)

ESTEVAM GALVAO (DEM/PSDB) - 101.883 (0,48%)

CARLOS GIANNAZI (PSOL) - 100.808 (0,47%)

ISAC REIS (PT) - 100.638 (0,47%)

RAFAEL SILVA (PDT) - 97.183 (0,46%)

VINICIUS CAMARINHA (PSB) - 97.028 (0,46%)

GILMACI SANTOS (PRB) - 96.976 (0,46%)

LUIZ CLAUDIO MARCOLINO (PT) 96.594 (0,46%)

ROBERTO ENGLER (PSDB/DEM) - 95.279 (0,45%)

CARUSO (PMDB) - 94.894 (0,45%)

ANTONIO MENTOR (PT) - 94.174 (0,44%)

CÉLIA LEÃO (PSDB/DEM) - 93.318 (0,44%)

GIRIBONI (PV) - 93.123 (0,44%)

CELSO GIGLIO (PSDB/DEM) - 91.289 (0,43%)

PASTOR DILMO DOS SANTOS (PV) - 90.909 (0,43%)

CORONEL EDSON FERRARINI (PTB) - 90.466 (0,43%)

TELMA DE SOUZA (PT) - 90.361 (0,43%)

GERSON BITTENCOURT (PT) - 89.920 (0,42%)

PADRE AFONSO (PV) - 87.674 (0,41%)

ROGERIO NOGUEIRA (PDT) - 86.985 (0,41%)

ALDO DEMARCHI (DEM / PSDB) - 86.672 (0,41%)

ANDRE DO PRADO (PR) - 86.346 (0,41%)

LECI BRANDÃO (PC do B) - 86.298 (0,41%)

MARCOS ZERBINI (PSDB/DEM) - 85.678 (0,40%)

ROQUE BARBIERE - ROQUINHO (PTB) - 84.012 (0,40%)

JOOJI HATO (PMDB) - 83.855 (0,40%)

ROBERTO MASSAFERA (PSDB/ DEM) - 81.380 (0,38%)

HAMILTON PEREIRA (PT) - 80.963 (0,38%)

HEROILMA SOARES TAVARES (PTB) - 80.819 (0,38%)

ANA DO CARMO (PT) - 80.452 (0,38%)

MARCOS MARTINS (PT) - 80.131 (0,38%)

ITAMAR BORGES (PMDB) - 79.195 (0,37%)

REINALDO ALGUZ (PV) - 78.964 (0,37%)

HELIO NISHIMOTO (PSDB/DEM) - 78.906 (0,37%)

ADRIANO DIOGO (PT) - 77.924 (0,37%)

GILSON DE SOUZA (DEM/ PSDB) - 77.664 (0,37%)

ARY FOSSEN PSDB (DEM/PSDB) - 76.406 (0,36%)

SEBASTIÃO SANTOS (PRB) - 73.805 (0,35%)

MILTON VIEIRA (DEM) - 71.523 (0,34%)

ZICO (PT) - 71.502 (0,34%)

CARLÃO PIGNATARI (PSDB/DEM) 70.337 (0,33%)

MARCO AURÉLIO DE SOUZA (PT) 69.485 (0,33%)

CHICO SARDELLI (PV) - 68.721 (0,32%)

DAVI ZAIA (PPS) - 68.658 (0,32%)

JOSÉ CANDIDO (PT) - 68.202 (0,32%)

MARIA LÚCIA AMARY (PSDB/ DEM) - 67.804 (0,32%)

PEDRO BIGARDI (PC do B) - 67.758 (0,32%)

PR. CARLOS CEZAR (PSC) - 67.189 (0,32%)

CAUÊ MACRIS (PSDB/DEM) - 66.412 (0,31%)

ADILSON ROSSI (PSC) - 64.646 (0,30%)

WELSON GASPARINI (PSDB/DEM) - 62.679 (0,30%)

GERALDO VINHOLI (PSDB/DEM) - 62.580 (0,29%)

JOSE BITTENCOURT (PDT) - 58.954 (0,28%)

ED THOMAS (PSB) - 57.853 (0,27%)

CURIATI (PP) - 57.727 (0,27%)

MARCOS NEVES (PSC) - 54.759 (0,26%)

DR. ULYSSES (PV) - 41.623 (0,20%)

REGINA GONÇALVES (PV) - 37.618 (0,18%)

BOLÇONE (PSB) - 31.274 (0,15%)

Fonte: O Globo

Ptolomeu

Cláudio Ptolemeu ou Ptolomeu foi um cientista grego que viveu em Alexandria. Ele é reconhecido pelos seus trabalhos em matemática, astrologia, astronomia, geografia e cartografia. Realizou também trabalhos importantes em óptica e teoria musical.

A sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa "O grande tratado"), um tratado de astronomia. Esta obra é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica.

Nela está descrito todo o conhecimento astronômico babilônico e grego e nela se basearam as astronomias de Árabes, Indianos e Europeus até o aparecimento da teoria heliocêntrica de Copérnico. No Almagesto, Ptolomeu apresenta um sistema cosmológico geocêntrico, isto é a Terra está no centro do Universo e os outros corpos celestes, planetas e estrelas, descrevem órbitas ao seu redor. Também conhecida como A Grande Síntese, geralmente mencionada com o título da tradução árabe, Almagesto, apresenta ainda seus cálculos sobre a dimensão da Lua e a distância entre ela e o Sol.

Estas órbitas eram relativamente complicadas resultando de um sistema de epiciclos, ou seja círculos com centro em outros círculos. Ptolomeu foi considerado o primeiro "cientista celeste". No entanto, Ptolomeu foi duramente criticado por alguns cientistas, como Tycho Brahe e Isaac Newton, sendo acusado de não ter realizado nenhuma observação astronômica, mas apenas plagiado dados de Hiparco, entre outras acusações.

A sua obra mais extensa é "Geographia" que, em oito volumes, contém todo o conhecimento geográfico greco-romano. Esta inclui coordenadas de latitude e longitude para os lugares mais importantes. Naturalmente, os dados da época tinham bastante erro e o mapa que esta apresentado está bastante deformado, sobretudo nas zonas exteriores ao Império Romano.

Outra obra importante é o Tetrabiblos, um livro de astrologia baseado em escritos e documentos mais antigos babilônicos, egípcios e gregos. Cabe-lhe ainda a invenção do astrolábio e a organização de um catálogo de 1 022 estrelas fixas, das quais 172 são descobertas por ele.

Ptolomeu é também autor do tratado "Óptica", um conjunto de cinco volumes sobre este tema, em que estuda reflexão, refracção, cor, e espelhos de diferentes formas. Escreveu também "Harmónica" um tratado sobre teoria matemática da música.