Panacéia dos Amigos

VISITAÇÃO

quarta-feira

"Senta que o Tubinho vai entrar"! - espetáculo de humor com Pereira França Neto

Na segunda-feira (25/10/10) tive a oportunidade de assistir, com minha família, o espetáculo “Senta que o Tubinho vai entrar” do comediante Pereira França Neto. O espetáculo, é claro, tem como ápice seu personagem mais famoso Tubinho, o rei do riso.

Adoro a modalidade de humor, o Stand Up. Stand-up comedy é uma expressão em língua inglesa que indica um espetáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'). Em minha opinião é nela que filtramos o comediante. Tem que fazer rir. E rir muito. Sem TV, sem elenco de apoio, sem excessos de produção. Enfim, é engraçado ou não? A prova é ali no palco. Sozinho. Poucos elementos de cenário. Quase nenhum apoio de elenco.

É um tanto confusa e tênue a linha que separa o Stand Up com o monólogo de comédia e fiquei em dúvida se “Senta...” era um ou outro. Acredito que ele está sentado em cima da linha. Mas, independente disto, o que interessa é o riso. "Tudo junto e misturado" como é anunciado. As opções se mesclam para alegrar todos os gostos.

Independente do quanto eu goste do Tubinho, estava ali para assistir Pereira França Neto. Conhecer outros personagens e a capacidade do comediante em outros papéis que não fossem a “entidade sobrenatural” do Tubinho. Porque o próprio ator admitiu que ele apresenta personagens que ELE TEM. Mas, no final (Tubinho) ele apresenta o personagem QUE TEM ELE.

O espetáculo começa com Pereira França Neto se apresentando no melhor estilo Stand Up Comedy. Cara limpa, sem elenco de apoio, sem excessos e sem o Tubinho. O que temos?

Um comediante nato. É o que temos. Sim, Pereira França Neto é expressivo, com bom controle de voz, improviso e o mais importante um timing preciso. A sutil noção de tempo que faz com que mesmo a pior piada seja muito divertida. Pereira sabe o que faz e faz o que sabe. É de fato um ator cômico (e trágico também, acreditem!) de grande talento.

Na seqüência somos apresentados ao “Mandioca”, um bêbado em busca da regeneração. E como todo o bêbado que já tem em si uma aura cômica, o Mandioca é também um cronista e “filósofo” cômico da vida...alheia. Eu me diverti bastante com o personagem.

“Cornélio” foi o personagem seguinte. Um velhinho “diatribe”. Daí que vemos a vida sob o prisma de um velhinho sacana e cínico.

E claro, no momento mais esperado chega Tubinho, o rei do riso! O sagaz palhaço das mil e umas “arte-manhas”. Tubinho, o rei do riso, simplesmente e como sempre sobra no palco que parece pequeno para um personagem com tantos bordões, trejeitos e particularidades.

Paradoxalmente, é justamente na última esquete com Tubinho que o palco ganha a participação especial de Ricciely Lunardi (talentoso como poucos). Para o final, Pereira França Neto retoma o controle e fecha o espetáculo com o humor e simpatia habituais. Vale a destacar que o espetáculo tem a direção de Dedé Santana.

O público? Completamente derrotado no melhor sentido. Exausto de rir. Eu mesmo cheguei a ponto de pensar “pare, por favor, não agüento mais dar risada”, isto, amigos e amigas da Panacéia é a glória do comediante! Eu vi as pessoas saindo com um sorrisinho satisfeito e cansado...cansado de tanto rir! Eram uma onda de risos atrás do outro durante 01 hora e meia de espetáculo!

“Senta que o Tubinho vai entrar” é isso aí! Pedir para rir antes e implorar para parar de rir depois! Não perca a oportunidade de assistir ao espetáculo que a qualquer momento pode estar na sua cidade!

terça-feira

Fundamentos da música..

Elementos da Música

Melodia

Sucessão de sons musicais combinados.

Harmonia

Combinação de sons simultâneos.

Ritmo

É a duração e acentuação dos sons e pausas.

Propriedades Físicas dos Sons

Altura

É propriedade do som ser grave médio ou agudo.

Intensidade

É a propriedade do som ser grave médio ou agudo.

Timbre

É a propriedade que nos permite identificar sua origem .

Ritmo

Compasso

É a divisão da música em pequenas partes com séries regulares de tempo.

Compasso Binário, Ternário e Quaternário

Intervalo

É a distância entre duas notas.

Tom, Semi-tom

Semi-tom é o menor intervalo entre dois sons.

Tom é o intervalo formado por dois semitons.

Escala

É uma série de sons ascendentes ou descendentes na qual a última será uma repetição do primeiro. Existem na música ocidental três tipos básicoas de escalas: Maior natural, e menores que são denominadas de Melódica ou Harmônica.

segunda-feira

Melodia - Elementos Musicais

Podemos entender melodia como:

  • Melodia: Uma série de notas musicais dispostas em sucessão, num determinado padrão rítmico, para formar uma unidade identificável. É um fenômeno humano universal que remonta à pré-história: em sua origem, serviram de modelo a linguagem, o canto dos pássaros e outros sons dos animais, bem como o choro e outras brincadeiras infantis.O conceito de melodia varia bastante entre diferentes culturas.
  • Melodia: Conjunto organizado de notas musicais, de diferentes freqüências (sons graves e agudos) a melodia de uma canção é aquilo que seria cantado se substituíssemos todas as sílabas regulares pela sílaba "lá". A melodia é a variação na voz do cantor, sem acompanhamento. Está presente na música popular em diversos momentos: a melodia principal (cantada pelo vocalista), as melodias de acompanhamento (cantadas pelos outros membros do grupo ou por cantoras de acompanhamento).

Para termos uma melodia é preciso movimentar o som em diferentes altitudes (freqüências). Isto é chamado de mudança de altura. Ela (a melodia) é um sistema de relação entre notas e é também o elemento mais misterioso da música. Não se sabe ao certo por que certas melodias nos despertam tantos sentimentos diferentes, nem por que uma melodia tem um caráter emocional diferente de outra, nem ao menos por que há melodias boas e outras não. O que faz uma boa melodia? Ninguém, nem os teóricos, nem os músicos, nem os compositores sabem responder essa pergunta.

Associamos a idéia de melodia a uma emoção íntima. Não podemos dizer com alguma segurança o que constitui uma boa melodia. Uma boa melodia deve nos dar a impressão de ser completa, e de que não poderia ser feita de outro modo. Ela deve ser capaz de provocar uma resposta emocional no ouvinte.

As cadências ou, pontos provisórios tornam a linha melódica mais inteligível, dividindo-a em frases que podem ser mais inteligíveis. As alturas e durações fixas funcionam em determinados momentos como pontos de ancoragem para o cérebro poder perceber as unidades estruturais de uma música.

Porém, nós, ouvintes, sabemos exatamente quando uma melodia nos agrada ou não. É algo inconsciente. Provavelmente, muito de nosso gosto melódico vem de berço - aquilo que crescemos habituados a ouvir é o nosso padrão de melodia.

Mas não se tem certeza. A melodia continua como um fenômeno bastante obscuro e, por isso mesmo, fascinante.

O que é melodioso está intimamente relacionado àquilo que pode ser cantado. O cantabile da música instrumental desenvolveu-se como uma adaptação livre do modelo vocal.

O consenso é que belas melodias têm o poder misterioso de nos comover. A melodia é aquilo que nos prende a certas músicas. Existem melodias que "grudam" em nossos ouvidos. Outras não são tão fáceis de serem memorizadas, mas quando surgem, podem deixar qualquer um arrepiado de emoção. A melodia é, dos elementos musicais, o que mais nos toca e o que mais está ligado a nossos sentimentos íntimos.

Fonte: Sites da Internet

quinta-feira

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Compositor e instrumentista alemão , membro mais importante de grande família de músicos . Bach nasceu em Eisenach e pode ter aprendido os fundamentos da música com seu pai , Johann Ambrosius Bach (1645-95), violinista na corte de Eisenach .Aos dez anos de idade , J.S. ficou órfão e foi viver com seu irmão Johann Christoph Bach (1671-1721) , organista em Ohrdruf , que colaborou para sua formação musical .Depois de alguns anos como membro do coro em Lüneburg,foi nomeado organista em Arnstadt(1704-07);em seguida , deslocou-se para Mühlhausen , onde se casou com sua prima Maria Bárbara Bach (1684-1720) . Em 1708 , tornou-se organista da corte em Weimar , onde escreveu a maioria de suas numerosas peças para órgão.Em 1716 , morreu o kapellmeister de Weimar , sendo sucedido por seu filho , músico medíocre. Decepcionado e indignado por ter sido preterido na nomeação para o cargo , Bach aceitou em 1717 o convite do príncipe Leopold de Köthen para ser seu diretor de música ;e em Köthen escreveu grande parte de sua música orquestral,de câmara e para teclado . Com a morte de Maria Bárbara , em 1720 , Bach voltou a casar-se em 1721 , com Anna Magdalena Wilcken (1701-60); e de 20 filhos dos dois casamentos , vários tornaram-se músicos eminentes. Em 1723 , Bach mudou-se para Leipzig , tornando-se Kantor da Escola de São Tomás ; ali escreveu a maior parte de suas obras sacras e permaneceu o resto de sua vida ( nos últimos anos , ficou cego ). Enquanto viveu , Bach foi conhecido principalmente como notável organista e cravista ; a extensão de seu gênio como compositor só viria a ser plenamente reconhecida quando suas obras foram “redescobertas” no século XIX , a partir de esforços de Mendelssohn e Samuel Wesley . Bach foi o último dos grandes compositores a usar o contraponto como meio natural de expressão , sobretudo em suas fugas. Sua obra tambén reflete o desenvolvimento final do coral e da suíte .

A música de Bach para órgão inclui o Orgelbüchlein (Pequeno Livro de órgão;1708-17)_ , mais de 140 prelúdios corais , prelúdios e fugas , tocatas e fugas , incluindo a Tocata e Fuga Dórica (1708-17) , fantasias , sonatas e trios . Suas obras orquestrais e de câmara incluem os seis Concertos de Brandenburgo (1721) concertos para violino e cravo , quatro suítes orquestrais , A Oferenda Musical (1747) , sonatas para vários instrumentos , seis partitas para violino e seis suítes para violoncelo sem acompanhamento . Das muitas e importantes coleções de música para teclado de Bach , talvez a mais significativa seja O Cravo Bem Temperado (48 prelúdios e fugas ,1722-1742);entre suas outras obras para teclado estão seis Suítes Francesas (1720) , seis Suítes Inglesas (1725) , a Fantasia Cromática e Fuga (1730) , o Concerto Italiano (1735) para cravo , as Variações Goldberg (1742) , A Arte da Fuga (possivelmente para cravo) , prelúdios e fugas , tocatas e fantasias . Na música de igreja – incluindo algumas de suas maiores criações- ,destacam-se a Paixão Segundo São Mateus (1729), a Paixão Segundo São João(1724) , a Missa em Si Menor (1733-38), o Oratório de Natal (1734) , o Oratório da Páscoa (1725) , mais de 200 cantatas e seis motetos .

As obras de J.S.Bach forma catalogadas por Wolfgang Schmieder usando números BWV.

Leaves to the Wind..

(Clique na imagem para vê-la ampliada) Desenho feito para um dos jogadores que partiria para o japão. A maioria dos personagens principais dos aventureiros está aqui. Arte da campanha "Rise of Absolute" - 93-06 Embaixo: Sarllacky, meio-elfo jester;Danhkam,o anão-guerreiro;Tharim,anão-clérigo,Delthan-anão guerreiro.. Acima:Sonforest, Ranger humano ;Elkanttaer, o mago humano; Sat´neen - feiticeira humana especialista Em destaque: próximo a Sonforest, Klaatu, elfo mago guerreiro; Arthur-Ranger humano;Ellysiuns, feiticeira humana especialista; elfo guerreiro Greynallys, elfo clérigo Mellakyer(com medalhão), meio elfo druida Vanspear(tatuagens); Ladrão gnomo Qto(tapa-olho); Ranger amaldiçoado Billy Shears e o elfo guerreiro Small Bear

Caveiras de Cristal - Caveira de Mitchel-Hedges..

As Caveiras de Cristal começaram a surgir no século 19, encontradas por mercenários que supostamente a trouxeram do México. Uma delas ficou com a França e outra na Inglaterra. No entanto, hoje parece se confirmar que se tratam de fraudes.

O que realmente interessa é o crânio de Mitchell-Hedges (tema de Indiana Jones), porque este de fato foi ENCONTRADO numa expedição realizada pelo explorador F. A Mitchell-Hedges. E a história conhecida é esta:

No momento em que saiu a público o mistério das caveiras de cristal apareceu o chamado crânio de Mitchell-Hedges. Esta peça foi descoberta nas ruínas de uma cidade Maia em Belize (Honduras Britânicas) em 1924.

Naquele ano, o explorador F. A. Mitchell-Hedges realizou uma expedição ao coração de Belize com a intenção - segundo o relato da sua filha adoptiva, Arma - de encontrar evidências arqueológicas da Atlântida perdida.Os nativos locais guiaram-no até umas ruínas Maias, completamente escondidas pela vegetação. Assim que a eliminaram com fogo, surgiu uma enorme cidade com muitos edifícios. Ao que parece, e antes do descobrimento oficial aquela localidade recebia, no dialecto Maia, o nome de Lubaantum, (Cidade da Pedra Caída).

Arma afirma que no dia de seu 17º aniversário, enquanto caminhava pelas ruínas, algo reflectiu a luz do Sol, atraindo a sua atenção. Naqueles dias, seu pai encontrava-se na Inglaterra arrecadando recursos financeiros para a expedição, e quando regressou, Arma mostrou-lhe imediatamente o referido lugar.Após algumas horas levantando pedras pesadas, ajudados pela população local, acharam a parte superior de um crânio de cristal perfeito. Seis semanas mais tarde, numa área diferente, cheia de andares, a mesma equipe de homens descobriu a sua mandíbula. Tratava-se de um objecto fabricado com quartzo transparente, formado por duas peças distintas, com uma mandíbula articulada e do mesmo tamanho que um crânio humano.

Colega de expedição, a filha e Mitchel Hedges..

Em 1964, Arma Mitchell-Hedges conheceu um pesquisador de enigmas Arqueológicos chamado Frank Dorland, durante a Exposição Universal de Nova York. Dorland investigou esta caveira de cristal durante os seis anos seguintes até que, finalmente, decidiu levá-la a Hewlett Packard, uma companhia de computadores.

Esta empresa, que dispõe de um dos laboratórios de cristal mais sofisticados do Mundo, examinou o crânio em 1971. Entretanto, os especialistas não se mostraram demasiados seguros em poder duplicar a peça, mesmo empregando a Tecnologia mais sofisticada ao seu alcance. Descobriram que o fabricante da caveira seguiu a natureza do quartzo, e que havia dado forma ao cristal completamente ao contrário. Assim mesmo, a caveira parecia dispor de um elaborado sistema interno de lentes e prismas, devido à forma que refletia e refratava a luz quando esta passava através dela. O cristal de quartzo não apresenta tais propriedades no estado natural.

E ainda que muitos escultores contemporâneos afirmassem poder duplicar a forma externa da caveira de cristal de Mitchell-Hedges, ninguém produziu uma peça que produza o estranho fenômeno que é observado na peça original. Uma das chaves que poderiam desvendar o enigma das caveiras de cristal é o material com que foram talhadas: o Quartzo. Hoje,estamos familiarizados com a utilização deste material em quase todos os aparelhos eletrônico, inclusive os Micro-Chips utilizados em computadores.

A propriedade do Quartzo é a sua capacidade de amplificar qualquer corrente elétrica que passe através dele é a razão por que os computadores são cada vez menores, já que só necessitam de uma pequena parcela de corrente elétrica para que funcionem.

O consenso geral de quem investigou o mistério é que possivelmente uma ou várias Civilizações Antigas, dotadas de grande sabedoria e avançados conhecimentos cósmicos - se não forem de origem Extraterrestre - introduziram as caveiras de cristal entre seres humanos com a intenção de proporcionar-lhes uma poderosa ferramenta. Tal instrumento seria capaz de ajudar a humanidade a aumentar seu nível de consciência e vibração. Tudo o que se pode dizer é que muitas Culturas Indígenas – Incas, Índios Norte-Americanos, Maias, Astecas, Aborígenes Africanos, etc - conheciam sua existência.

Quais seriam as propriedades da Caveira de Cristal? Uma espécie de computador? Aparelho de comunicação? Uma arma? Apenas um item de adoração?.. Seria possível que as fraudes tenham surgido da lenda? Nada consta contra o crânio de Mitchell-Hedges, mas talvez no futuro nos façam acreditar que também se trata de fraude...somente o tempo dirá...ou não!..

Fonte: Sites da Internet

quarta-feira

Os filmes de Indiana Jones

Minha lembrança mais antiga de Indiana Jones é ver sua imagem numa revista de vídeo, isto em 85/86, creio(era a imagem abaixo do Temple of Doom).

A revista era a VídeoNews e o videocassete era uma novidade assombrosa na época, ainda mais para mim que era um garoto de área rural. Ou um legítimo “caipira” como dizem (E assumo com orgulho). Pois bem, somente havia um videocassete disponível no sítio, e portanto dependíamos da generosidade do proprietário, mas, não muito tempo depois eu estava assistindo "Os caçadores da arca perdida" e o "Templo da perdição".

Quem como eu assistiu as aventuras de Indiana na infância sabe do que estou falando. Uma aventura repleta de ação, mistério e humor. Um herói que ao mesmo tempo era durão e divertido e vilões de dar nos nervos! Tudo num ritmo alucinado, efeitos especiais incríveis e uma trilha sonora que gruda na cabeça e não sai mais. Eu irremediavelmente transformara Indiana num dos meus heróis favoritos. O que fazer? Fomos todos vencidos por Ford, Spielberg, Lucas e John Williams, e quem não seria?

Tudo começou quando George Lucas teve idéias para dois filmes inspirados nos seriados dos anos 30, uma de ficção científica no estilo Buck Rogers e Flash Gordon, e outra de ação inspirada na Republic Pictures e Doc Savage, com um arqueólogo aventureiro. A primeira se tornou Star Wars, e a segunda Lucas primeiro transformou no roteiro The Adventures of Indiana Smith, que com a colaboração do roteirista Philip Kaufman, que sugeriu usar a Arca da Aliança, se tornou Raiders of the Lost Ark. Em 1977, Steven Spielberg se encontrou com Lucas dizendo que queria dirigir um filme da série James Bond, Lucas ao invés disso ofereceu-lhe Raiders dizendo que era "melhor que James Bond". Spielberg gostou, mas pediu para trocar o sobrenome do herói, e logo Lucas sugeriu "Jones". O contrato com a Paramount Pictures previa 5 filmes de Indiana Jones, mas Spielberg prometeu a Lucas apenas três.

Spielberg queria Harrison Ford no papel, mas Lucas resistiu, dizendo que ele já participara de muitas produções suas (American Graffiti e a trilogia Star Wars). Tom Selleck foi escolhido, mas seu contrato com a série Magnum, P.I. o impediu de participar. Spielberg sugeriu Ford novamente, e Lucas dessa vez permitiu.

Vocês vêem como fomos abençoados! Tom Selleck como Indiana Jones? Eu não consigo conceber isto.

Raiders of the Lost Ark foi filmado em estúdios na Inglaterra para cortar custos, e também em locações no Havaí, Tunísia e França. Foi lançado em 1981 e logo se tornou um sucesso crítico e de bilheteria.

A história todos conhecem. Uma aventura genial com todos os elementos que tornaram a Franquia um dos maiores sucessos do cinema. Harrison Ford não era apenas Han Solo, mas Indiana Jones e com esses dois personagens ficaria na galeria mítica dos anos 80.

Para a continuação Indiana Jones and the Temple of Doom, Lucas não queria reutilizar os nazistas. Spielberg inicialmente considerou o Rei Macaco, e Lucas um castelo mal-assombrado, que Spielberg rejeitou por causa de uma produção sua, Poltergeist. (Toda esta história merece um post). O castelo logo se tornou um templo demoníaco na Índia. A produção foi filmada no Sri Lanka e Inglaterra, e seu tom mais sombrio, influenciado pela separação de Spielberg e o divórcio de Lucas, levou o filme a não ter a mesma recepção calorosa do antecessor em seu lançamento em 1984. O que é curioso, porque eu adorei o filme justamente pelo tom mais sombrio o que torna o herói ainda mais corajoso e audacioso. Para não falar da sequência antológica do jantar com direito a cérebro de macaco, entre outras iguarias.

Para o terceiro filme, Lucas sugeriu o Santo Graal, e Spielberg rejeitou inicialmente por considerá-lo "etéreo", mas então Lucas resolveu criar uma história de pai e filho, com o Graal sendo uma metáfora para a reconciliação. Para interpretar o pai de Indiana, chegaram á conclusão que o único que podia interpretá-lo era James Bond - Sean Connery.

Indiana Jones and the Last Crusade foi filmada em Espanha, Inglaterra e Estados Unidos e foi bem aceito pelo público e crítica em 1989. Eu sempre amei o trabalho e carisma de Connery e ele rouba a cena neste filme. The Last Crusade termina com os heróis cavalgando em direção ao pôr do sol porque Spielberg achava que era uma conclusão da trilogia.

Lucas não conseguia pensar em uma boa idéia para outro filme, e resolveu então produzir uma série de TV contando as origens do personagem. Quando Harrison Ford participou de um episódio, Lucas chegou a conclusão que podia fazer um filme com Indiana nos anos 50, inspirado na ficção científica da época e usando alienígenas. Ford e Spielberg resistiram á idéia (o segundo principalmente por ter feito dois filmes com extraterrestres, Close Encounters of the Third Kind e E.T.). Lucas pediu roteiros para dois escritores (Jeb Stuart e Jeffrey Boam), mas após o lançamento de Independence Day, ele e Spielberg desistiram temporariamente de outro filme de invasão alienígena.

O que nos levou a Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull. E eis que tenho a oportunidade de assistir. Estava receoso porque não ouvi boas críticas. Então, resolvi assistir um tanto quanto cético, mas não cego. Ora bolas, como no novo filme do Superman, o tempo não parece ter passado. O filme, exceto pelos efeitos especiais, segue precisamente a fórmula dos outros.

Então vejamos:

Os atores: Harrison Ford é Indiana Jones é uma interpretação orgânica. Ele coloca o chapéu e acontece, portanto, o personagem principal estava lá. Shia LaBeouf, que faz o filho de Jones, não me pareceu mal, é carismático o suficiente para um filme de ação, não atrapalhou. Karen Ellen...bem...bem. Agora, eu esperava mais de Cate Blanchett não tenham dúvida. Uma vilã mais temível com certeza. Uma imponência maior e presença mais marcante de alguém que, afinal, já interpretou Galadriel e Elizabeth!

A direção: Spielberg dirigiu com seu talento excepcional as trilogias e fez o mesmo no quarto filme. Conheço poucos com a noção de ângulo, foco, plano geral e deslize da câmera como esse sujeito. Por favor, aplausos!

O roteiro: Eu gostei, mas há pontos de crítica. Eu gostei da dinâmica e do tema. Alguns não gostaram de envolver ETs (Ninguém mais agüenta ETs e Spielberg num mesmo filme, curioso, não?), mas não faço parte deste grupo. Qualquer um que se interessa por esses assuntos sabe que povos antigos e deuses astronautas são interligados e em algum momento Jones teria que lidar com isso!

O que eu não gostei foi dos soviéticos! Que saudade dos nazistas! Eu já vi filmes e livros em que os soviéticos eram realmente terríveis e não foi o caso neste filme, uma pena! Cate Blanchett, portanto, foi uma vilã que ficou devendo e o que é de uma aventura sem bons vilões???

Acredito é que os criadores foram politicamente corretos e não quiseram exagerar na vilania daqueles que hoje são aliados. Então, sugiro que o inimigo num próximo filme sejam os próprios americanos! Nada como uma conspiração interna para agitar as coisas e dar a liberdade necessária para criar vilões terríveis!

Eu espero que os bons vilões sejam recuperados num ainda hipotético quinto filme da série. Seja como for, muito do que faz Indiana Jones divertido esta lá e foi nostálgico ver Indiana novamente. Não sei se se pode esperar que as novas gerações aceitem tão facilmente um herói tão “antiquado” como um professor de arqueologia e explorador envolvido com misteriosas civilizações do passado, mas eu espero que compreendam o apelo heroístico mais ingênuo porém genuíno de um herói humano com defeitos e qualidades como eu e vocês.

Immanuel Kant

Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.

Depois de um longo período como professor secundário de geografia, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc.

Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo.

Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.

O filosofo alemão Immanuel Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Segundo esse pensador, o homem é responsável por sua saída da menoridade. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento.

A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Um outro motivo é o comodismo. É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar. É mais fácil que alguém o faça, do que fazer determinado esforço, pois já existem outros que podem fazer por mim. Os homens quando permanecem na menoridade, são incapazes de fazer uso das próprias pernas,são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas.

Em seu texto O que é ilustração, Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Nele, descreve o processo de ilustração como sendo "a saída do homem de sua menoridade", ou seja, um momento em que o ser humano, como uma criança que cresce e amadurece, se torna consciente da força e inteligência para fundamentar a sua própria maneira de agir, sem a doutrina ou tutela de outrem.

Kant afirma que é difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade, pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos, pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade. Para Kant, são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade.

Obras

Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e inteligível (1770);

Crítica da Razão Pura (1781);

Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência (1783);

Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1784);

Fundamentos da metafísica da moral (1785);

Primeiros princípios metafísicos da ciência natural (1786);

Crítica da Razão Prática (1788);

Crítica do Julgamento (1790);

A Religião dentro dos limites da mera razão (1793);

A Paz Perpetua (1795);

Doutrina do Direito (1796);

A Metafísica da Moral (1797);

Antropologia do ponto de vista pragmático (1798).

Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura;

Fonte: Wikipédia

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Kant foi um dos primeiros filósofos cuja biografia e pensamentos conheci e me identifiquei. Muito mais pode e será dito sobre sua vida e idéias na Panacéia Essencial. Aguardem.

terça-feira

A Verdade e a Parábola

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Moral da história:

Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.

Fonte: Sites da Internet

segunda-feira

O Camelo

Uma mãe e um bebê, camelos, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou: - Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas? - Claro! O que está incomodando o meu filhote? - Por que os camelos têm corcovas? - Bem, meu filhinho, somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água. - Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas? - Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! Disse a mãe, toda orgulhosa. - Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão. - Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! Respondeu a mãe com orgulho nos olhos.. - Tá. A corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então, o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico??? Moral da história: "Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!" (Onde você está agora?)
Fonte: Sites da Internet

Sounds of Silence - Simon and Garfunkel..

video

sexta-feira

With our without you - The Beatles

video Uma mensagem espiritual profunda transmitida pela banda mais poderosa de sua época. Pelos padrões de hoje, uma banda deste status não tinha porque fazer isso. Mas, naqueles tempos a música pop/rock era utilizada para mudar a vida das pessoas.

quinta-feira

Jainismo

O símbolo do Jainismo é uma variação do Darmacakra. Nesse caso, a roda dharmica situa-se no interior da figura de uma mão. A mão é geralmente vista como símbolo de sabedoria e de ensinamento. Logo, sendo o Darmacakra um símbolo presente em muitas religiões dharmicas, é um símbolo da sabedoria na sua religião. O Jainismo é uma religião que recebeu muita influência do Budismo, que por sua vez recebeu muita influência do Hinduísmo, todas religiões dharmicas. Também simboliza a oposição à violência.

quarta-feira

Alface e propriedades curativas

A alface é rica em vitaminas e fonte de ferro e minerais.

Tem um grande poder de limpar os intestinos.

Fortalece o sistema nervoso e a musculatura.

Ajuda a digestão.

É um grande calmante para os nervos.

Combate a insônia.

É indicada contra as doenças do coração e dos rins.

A cataplasma de alface é indicada para contusões, inchaços, irritações e rubores da pele.

Propriedades da alface

Folhas - Arteriosclerose, nefrite, uretrite, hemorróidas, gastralgias, bronquite, artrite, gota, acidose, eczemas, diabetes, bócios e varizes. Para uso interno, saladas, podendo ser consumidas diariamente , ou tomar chá na proporção de 100 g de folhas para 1 litro de água e ingerir 3 xícaras diariamente.

Talos - Insônia, palpitação, gripe, reumatismo, irritabilidade, tosses - Tomar suco , 1 a 3 vezes por dia. Impulsos sexuais diários e asma - Cozinhar 50g de talos para 1 litro de água, e tomar 1 xícara pouco antes de deitar.

Folhas e talos - Bronquite com tosse e secreção - Para uso interno, adicionar 2 cabeças de alfaces com os talos, em 1 litro de água fervente, até que a água rezuda na evaporação na metade do seu volume inicial, e adoçar com mel. Tomar 1 xícara 4 vezes diários. Epilepsia, ansiedade, angústia, irritabilidade e hipocondria. - Para uso interno, suco fresco de alface, tomar uma xícara 3 a 4 vezes diariamente.

Indicações: agitação, conjuntivite, espermatorréia, hipocondria, insônia, icterícia, nevralgia intestinal, nervos, palpitação do coração, priapismo, reumatismo, tosse, tensão nervosa, vertigem, nevralgia intestinal.

DICAS:

Para insônia, fazer um chá fervendo rapidamente duas folhas de alface fresca em uma xícara de água. Tomar morno na hora de deitar-se.

A salada de alface deve ser temperada com pouco azeite, vinagre e sal.

Para fazer a cataplasma, basta ferver por cinco minutos algumas folhas de alface com pouca água. Deixar amornar, untar as folhas com azeite de oliva, estender sobre uma gaze e aplicar na região atingida. Deixar agir por mais ou menos uma hora.

terça-feira

Marillion

Em 1995, fui apresentado ao Marillion através de uma fita de vídeo gravada com alguns clipes (Se você não é desta geração esclareço que nós assistíamos programas e mais programas e acionarmos o “Rec” para gravar os clips favoritos, ou precisávamos de dois aparelhos de vídeo para gravar de uma fita para outra, naquele tempo informação dava trabalho) começando pela segunda fase da banda com Hogarth e depois a primeira fase com o mítico “Fish”. Ao lado de Belly, o Marillion foi a minha banda favorita do ano inteiro.

A banda foi formada em 1979, originalmente como Silmarillion, uma referência ao livro de J.R.R. Tolkien Silmarillion. O nome foi encurtado em 1980 após ameaças de ações legais contra a propriedade intelectual do nome criado por Tolkien. Os primeiro trabalhos do Marillion continham as letras poéticas e introspectivas de Fish, moldados com arranjos musicais complexos e sutis, refletindo as influências claras da banda com o rock progressivo, especialmente de bandas como Genesis, Van der Graaf Generator, Rush (principalmente na fase dos anos 1970) e Yes.

Lançaram seu primeiro single em 1982, Market Square Heroes no lado A, e que continha o épico Grendel, de 17min., no lado B. Em 1983 a banda lançou seu primeiro álbum, Script for a Jester's Tear. Apesar do clima sombrio do disco em si, o álbum surpreende pelos instrumentais bem trabalhados e pela intensidade de sua concepção musical. Para os fãs de rock progressivo mais aficionados, este foi o melhor álbum. A crítica o considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo álbum, Fugazi (1984), foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e com uma nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em novembro de 1984 seu primeiro álbum ao vivo, Real to Reel.

O terceiro álbum Misplaced Childhood, de 1985, foi o mais bem sucedido comercialmente da banda. O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o apelo mais melódico dos dois discos predecessores e lidou com temas como o excesso, alcoolismo e a vida na estrada, representando a rotina da banda em suas turnês, o que também acabou resultando na saída de Fish da banda, partindo este para a carreira solo. A perda do líder deixou uma grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de direcionamento e estilo musicais.

Após batalhas legais, o contato entre Fish e os outros quatro membros do Marillion não foi refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em relações cordiais, ambas as partes deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda nos termos anteriores a 1988.

Após a divisão, a banda realizou turnê com Steve Hogarth, ex-tecladista e vocalista do The Europeans, preenchendo o lugar de Fish. Hogarth estava em situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns demos para o próximo álbum, que se tornaria Seasons End, com Fish nos vocais e suas letras. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes juntamente com o autor John Helmer.

Para o terror dos puristas devo admitir que não odeio nem desprezo o trabalho de Hogarth. Certamente, ele não é o Fish, não possui sua cultura e menos ainda sua loucura, mas canta bem e tem carisma. Raramente eu vi um segundo vocalista valer alguma coisa quando subistitui o original e Hogarth tem a seu favor algumas boas canções.

É preciso muito mau humor para não admitir que “Easter”, “Uninvited Guest”, “Hooks in you” “Dry Land”e "No One Can" são boas canções. Eu não tenho mau humor tão grande e na atual fase os erros não podem ser creditados apenas a ele. Ou será possível que com a saída de Fish, os outros membros se tornaram tolos? Bem, é possível, mas é culpa de todos.

Não é que eu compare Hogarth a Fish. Simplesmente não há comparação. Fish é insuperável na história da banda como veremos à seguir. Apenas defendo que Hogarth é um profissional competente e cumpriu bem o papel que lhe coube na nova banda Marillion que depois da saída de Fish passou a trilhar cada vez mais caminhos criativos menos audaciosos.

Dito isto, passemos a Fish.

Fish não foi o primeiro vocalista da banda, ele era o baixista, mas ao assumir os vocais e participar das composições foi ele quem deu aquela banda que tinha instrumentistas formidáveis uma alma. Ele encontrou e cedeu a banda uma alma artística criativa, sonhadora e ao mesmo tempo enigmática e profunda.

Fish, o músico, o filosófo, o místico. Moldando em canções temas complexos e conduzindo-nos para discussões sobre nossas atitudes, nossos romances, nossos sonhos e nossa subjetividade e objetividade. Muitas vezes , se aproximava da mítica tolkieniana do qual a banda inspirou-se para o nome. Mas, não era uma entrada e sim um quadro a observar e liberar as próprias impressões.

Trazendo a baila temas e melodias que estavam perdidas no mundo invisível das sensações, pressentido-as no éter, e fazendo nascer canções marcantes como “Kayleigh”, “Assassing”, “Garden Party”, “Fugazi”.

Cada canção da “era Fish” mereceria um post, se quisermos nos aprofundar na letra, melodia, influências e os videoclips. O que dizer de “Warm Wet Circles”? Melodia e temas poderosos, belíssima. Muitas das canções da era fish são encantadoras e/ou instigantes até hoje. Adicionem à lista a fantástica “Heart of Lóthien (Um clipe divertido e genial) e a minha preferida “Lavender” (Toque simples, letra inspirada). A injustiça foi Fish ter nascido quase que perfeitamente com a assinatura vocal de outro gigante do movimento chamado “rock progressivo” o cantor Phil Collins. Isto criou situações incomôdas e comparações descabidas.

No entanto, o Marillion através de seu guru Fish trouxe um verdadeiro revival do rock progressivo nos anos 80, com discos e canções que figuram nas melhores listas do gênero. E não fiquei impune a força da banda e de Fish. O criativo artista, ao contrário do grupo que se perdeu em meio a auto indulgência e estagnação criativa, não abandonou o rock progressivo e seguiu em sua carreira solo criando discos relevantes cujo valor só pode ser medido para um público ansioso por canções que não sejam descartáveis.

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Kayleigh - By Marillion/Fish

sexta-feira

Lendas Brasileiras - O negrinho do pastoreio

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.

quinta-feira

Lendas Brasileiras - Mula sem Cabeça

Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem de quinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.

Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça, na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.

Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula,deve-se deitar de bruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.

Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempre

Nomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça, Malora (México),

Origem Provável: É um mito que já existia no Brasil colônia. Apesar de ser comum em todo Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entre Goiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versões muito semelhantes em alguns países Hispânicos.

Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casos onde para evitar que sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-la antes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ou outro objeto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é.

É importante notar que também, algumas vezes, o próprio Padre é que é amaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando as pessoas, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. Há uma lenda Norte americana, O Cavaleiro sem Cabeça, que lembra muito esta variação.

Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruz branca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concreto é que a Mula, é mesmo uma amante de Padre.

Fonte: http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/lendas.htm#Mula%20sem%20cabe%C3%A7a