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quinta-feira

Os Mutantes

Mutantes! Meus caros, agora estamos falando dos Mutantes! A mais incrível e vanguardista de todas as bandas brasileiras de todos os tempos!

Influenciados fundamentalmente pelos Beatles os quais amavam(Certa vez, Sean Lennon perguntou a Sérgio Dias como eles conseguiram fazer um som tão incrível e a resposta foi: “Simples! Bastou ouvir os discos do seu pai!), a banda Mutantes formada por jovens músicos talentosos, no ano de 1966, em São Paulo, com Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocal). Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria), pegou a deixa da criatividade e renovação dos quatro de Liverpool adicionou o tempero brasileiro e se uniu ao maestro Rogério Duprat (O George Martin deles) para criar uma das melhores discografias do mundo!

A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Além do inovador uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos, os Mutantes foram os pioneiros na mescla do rock com elementos musicais e temáticos brasileiros. Outra característica do grupo era a irreverência. Se antes dos Mutantes, o gênero no Brasil era basicamente imitativo, a partir do pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita, abriu-se o caminho do hibridismo.

Em 1966, os Mutantes fizeram participações em programas de TV, tais com “Astros do Disco”, “Jovem Guarda”, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”(Ele, inclusive, batizou a banda). Isso permitiu que o som deles chegasse aos ouvidos do maestro Rogério Duprat, este em suas palavras registrou que “caiu de amores imediatamente pela maior banda de rock que o Brasil havia produzido até então”.

Consequentemente os chamou para contribuírem no arranjo de “Domingo no parque”, canção de Gilberto Gil (E, de outro lado, convenceu Gil a avaliá-los o que levou ao primeiro encontro e futura parceria) para o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo (1967). Não satisfeitos com isso, eles ainda acompanharam o próprio Gil em sua apresentação no mesmo festival. Esse evento abriu as portas para um primeiro compacto – O RELÓGIO (1967) – e a participação no “disco - manifesto” TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSIS (1968), que deflagrou o Movimento Tropicalista liderados por Caetano Veloso e Gilberto Gil contando com artistas como Nara Leão, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat, Gal Costa e claro, os Mutantes.

Inicialmente como um trio, quando se apresentaram em um programa da TV Record, até terminar em 1978 com apenas Sérgio Dias como integrante original, durante estes doze anos, foram gravados nove álbuns - sendo que dois deles, O A e o Z e Tecnicolor, foram lançados apenas na década de 1990. Navegaram livremente pelo rock, rock progressivo, hibridismo psicodélico à brasileira, sempre em constante mutação. Após o lançamento de Tecnicolor que foi reconhecida no cenário do rock nacional e internacional a importância dos Mutantes como um dos grupos mais criativos, dinâmicos, radicais e talentosos da era psicodélica e da história da música brasileira e mundial.

Recentemente, em 2006, Sérgio Dias e Arnaldo voltaram a se reunir com Dinho Leme e adicionaram a ótima cantora Zélia Duncan para o retorno dos mutantes para uma turnê. Logo depois, Zélia e Arnaldo se desligaram.

Este ano, Arnaldo e Dinho agregaram novos músicos, estabeleceram uma parceria profícua com Tom Zé e lançaram um novo álbum que teve boa repercussão perante a crítica internacional.

E a mutação continua num eterno devenir...

Longa vida aos Mutantes!

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